a relva gotejou,
verde e viçosa, goteja orvalhada,
ao som da passarada,
a frio da brisa matinal.
Veja só!
o chão ainda úmido da última chuva de verão,
o chão ainda úmido da última chuva de verão,
sob as árvores o folharau desgastado das solas dos transeuntes,
que passam, passam, para seus trabalhos, seus estudos, passam.
O riacho desce silenciosamente com suas águas turvas, findas do verão.
Lá se vai o verão,
lá se vem o outono,
hoje o dia foi mais ameno,
a tarde esfriou, quase nem percebi, estou tão preso ao mundo humano preciso caminhar pra perceber a natureza viva, pois me cansa a selva de pedra, as conversas egoístas.
O crepúsculo mal apareceu hoje e se apareceu nem percebi,
não olhei para o céu,
só percebi que o dia já se passou e tudo aconteceu tão rápido.