21/02/13

Memórias de Barão Geraldo

As memórias
Minhas memórias,
Tudo poderia ter sido melhor ou pior...
É certo que as coisas que vivo despertam em mim memórias adormecidas.
Agora mesmo vendo uma aula sobre Urticaceae, lembrei da rua José Martins em Barão Geraldo.
Logo que passamos o colégio objetivo em direção a fazenda, depois que cruza um riacho tem um pé de Boehmeria caudata e mais adiante tem um lugar onde as pessoas costumam por lixo e tem muitas Urera bacifera, sob ciprestes e uma grande Paineira ali é mais fresco. Era por ali que toda tarde passava de bicicleta, ou certas vezes passava pra Unicamp quando dormia na Kit da Ana...
E de que me servem estas memórias...
As vezes acho que são memórias de louco...
Sempre passava ali, classificando as plantas em ordens do APGIII...
Rosales, Malvales, Lamiales, Sapindales, Poales, Caryophylales, Fabales, Malpighiales,
Cucurbitales, Commelinales, Gentianales, Zingiberales, Asterales, Ericales, Dipsacales, Apiales...
Para que? Para que?
Boa tarde seu Antônio...Igrejinha, por do sol...
Malpighiales... que deliciosa Acerola...
O velho do caldo de cana sobre a Paineira... Acho que não vai com a minha cara...
O bar da esquina com música piegas...
Sexta-feira tem pastel do japonês simpático...
Magnoliales, Apiales...
Chego em casa, guardo a bicicleta, lancho e vou para o mundo de sofia... 

Bruma

Sentando na manhã,
o sol nascendo,
espero a bruma,
que vem e acaricia
as flores, e leva embora
folhas soltas.

Leve passa a bruma,
enquanto durmo
e quando acordo,
nem percebi sua passagem,

Bruma suave da manhã,
refrigera minha alma,
traz me a calma,
Que a vida é passageira.

20/02/13

Cinzas da noite

A cinza da noite apaga as cores do dia,
O sol já partiu. Na natureza tudo é silêncio...
Suave uma brisa desfia do nascente,
Noite! eterna noite...
Meus olhos se fecham e tudo é noite...
Assim é a morte? eterna noite,
Eterno sono profundo...
Hoje dormem pessoas que quando nasci
viviam, pessoa que tinha a lua como luz,
e palavras como conforto e melodia...

Quando a noite cai tudo está tão próximo,
Tudo é tão finito, sem luz, só lua e estrelas.

Quando temos flores, mariposas voam
sob suas asas suaves em busca de néctar,
mas em noites profundas de calor,
até a natureza se dobra diante da noite...

A noite passada, quase não dormi,
só para entender a noite
e sua face oculta, mas nada encontrei...

Noite metade da eternidade

A noite eterna solitária,
Quando cai a tardinha,
A natureza se recolhe,
As aves se aninham,
Os animais descansam.

A noite eterna solitária,
Sempre calma marca
O fim de mais um dia,
Algumas vezes fecha um ciclo,
outras é um dose desabrochar
um beijo de adolescente.

A noite quando cai enluarada,
toda a natureza pára
e observa a majestade
eterna da noite e da lua...

Os anos caem,
A juventude cai,
mas a noite é eterna,
nós morremos com os nossos corpos,
mas a natureza se recria
noite após noite...

A noite é eterna solitária
por ser eterna...
Por ver gerações contemplarem
e desaparecerem,
como vemos as flores
e nem percebemos
quão quimera são elas...

A noite nos faz dormir,
quiçá eternamente.

19/02/13

Vírus

Meu corpo quente feito chama
Me faz suar. Sinto calor, sinto dor,
Parece que minha alma quer
desencarnar.
Este vírus que me incomoda,
Sei que não me mata,
mas tira todas as minhas vontades.

Sinto um forte calor,
não consigo dormir,
minha garganta e meu nariz
estão incomodados,
minha garganta coça.

Vírus bendito,
viestes não sei de onde,
nem foi como me acometeu,
agora só me resta
paciência e descanso,
logo estarei bom,
logo tu passarás...

18/02/13

A mariposa

Na noite escura, oculta voa a mariposa busca luz ou flores para se encantar, para se saciar.
Voa, voa com suas leves asas, que batem sem parar. Leves asas que levam
noite adentro ao teu destino. A mariposa que suave voa, já foi pupa encantada,
que sofreu uma grande metamorfose, que se enterrou no solo e certa noite
como uma flor desabrocha, mariposeou.
Saiu de seu casulo bateu assas e voou, toda a noite.
Saiu beijando as flores e seguiu a luz de minha casa.
Lembro que acordei ouvindo o som do bater de suas asas...
Se debatia no escuro, não creio que via.
Acendi a luz e vi aquela linda mariposa
de escamas escuras, dorso veludo,
olhos brilhantes... Ela voou até a luz,
com suas asas leves voava, mas parecia flutuar no ar.
Tomei-a na mão, senti o veludo de de suas pernas,
suas asas descamarem em minhas mãos.
Segurei-a com uma mão, abri a janela.
Como eram belas suas antenas e veludosa sua textura.
Abri a mão e ela voou para o infinito de minha visão,
num instante sumiu na escuridão...
De onde veio e para onde foi aquele ser mágico?
Sabe-se lá...
E o que veio buscar em meu quarto escuro?
Nem chovia...
A noite mais uma vez mostrou-me um pouco de seus mistérios,
o voar da mariposa.

Mulher

Adorada e doce flor,
Sedes tu mulher,
Sedes tu como a terra,
Fecunda e terma,
O mais agraciado
De todos os seres,
Em teu seio é gerado a vida.
Em teu seio fecundo
Foi que fomos gerados,
E em teus braços fomos criados,
Dia e noite nos destes
Tua atenção e o teu carinho,
E é nos teus braços
Que encontramos conforto,
E é no teu seio
Que sentimos amor.
Mulher sedes flor,
Sedes tudo que precisamos,
Sem ti, nada somos,
Senão um ponto final
De nossa existência. 

Clima

O tempo está uma loucura. Depois de muita chuva, agora faz um calor em Brasília que tira todas as energias, triste de nós se não fosse o Lago Paranoá com seu espelho de água. Desde cedo faz calor até muito tarde... Espero que as chuvas voltem logo.

17/02/13

Solidão e eternidade

E o dia se vai, e a noite se vai...
Resta o silêncio, resta a solidão.
Há lugares que são solitários,
Sinta o sertão com sua imensidão.
As vezes a vida é assim
um desertão,
Quando alguém parte,
deixa saudades e solidão...

15/02/13

O cair da tarde

No fim da tarde ventava,
As águas do lago agitadas
Ondulando, ondulando, ondulando.

O sol foi caindo devagar,
E as águas ondulando,
E uma nuvem em brasa ardendo
E a tarde se desfez majestosa,
E a tarde se desfez augusta.

Os biguás nadavam
E mergulhavam e voavam
Pareciam dançar no lago...

A lua apareceu pálida
e a noite se fez...

Até parece que as chuvas
Partiram, se foram,

Fez tanta luz, 
tanto calor,
Céu limpo e azul,
vento soprando
e o espelho do lago ondulando...




Lago Paranoá, Brasilia.

13/02/13

Tarde de calor

Caiu a tarde quente, nem uma chuva mais apareceu, está tudo secando.
Falta disposição pra fazer qualquer coisa, que preguiça...
É tarde de quarta-feira de cinza, só o que resta do carnaval.
Calor, indisposição e mais nada.

12/02/13

O Sertão em metamorfose

O campo dourado de grama madura vasta paisagem.
O vento sopra suave, ondula e leva o cheiro maduro da grama
para longe, para além do horizonte.

Riachos secando e aves voando para longe,
o sertão abandonando.

Os pássaros cantam felizes,
e a vida segue suave até um próximo inverno,
agora só restará o verão, solidão e cinzas.

e a incerteza e dúvidas, ano que vem haverá chuvas?

O sertão é um mar de solidão.
Céu azul, nu, vazio de nuvens,
de noites escuras e estreladas,
de lua cor de leite...

Que ocupa o campo de grama?
Cinza, poeira e o vazio.
Mais nada. 

11/02/13

Tempos idos


O sol já foi mais belo no amanhecer. Hoje, a vida me ensinou muitas coisas que descoloriram e tiraram o doce de meus sonhos. Descobri a realidade e as outras faces das coisas. São poucas coisas que me despertam interesses. Isto é envelhecer?
Não sei, mas ao mesmo tempo que estou distante de meus entes queridos, criei uma carapaça ou uma forma de mimetisar a vida.
E as pessoas partem, e os mistérios das pessoas são revelados e as coisas perdem a complexidade e seus segredos, só me restam os livros, as músicas e as lembranças alheias que me servem para contar uma história a me convencer de minha história.
O sol já nasceu mais belo...
No carnavais, me assombravam os papangus de Martins. Hoje sei que eram pessoas fantasiadas,
como as datas perderam a graça. Com a partida dos amigos de meus pais, meus avós... Cresci
e as coisas tornaram-se reais.
Já não é doce a bala, continuam perfumadas as flores, sei como se chama as fulanas e ciclanas...
A aurora já foi mais bonita, mais prazerosas feito fins de semana com bolo de ovo.
Hoje, não restam mais nada dos tempos idos, apenas lembranças.
Mais nada.

10/02/13

Outros carnavais

O tempo passa tão depressa
que nossas perspectivas
se apagam junto com nossos sonhos.
É como se fossemos dunas
movidas pelo vento e pelo tempo.
Carnaval, em outros tempos
seguia para onde houvesse folia,
mas hoje, curto mesmo o feriado...
E o tempo passa tão depressa
e leva toda a graça,
toda a juventude,
Toda nossa coragem
e o que fica,
senão a experiência, 
mais nada...

09/02/13

Aflito

O dia está muito bonito,
não sei porque me sinto aflito.
O sol brilha no céu,
nuvens somem e aparecem
mostrando o azul celeste.
Aves já relaxam o calor do meio dia.
Ainda assim me sinto aflito.
Uma amiga me falava que era frescura,
essas minhas aflições,
mas é uma sensação
de aperto no coração.
Nem o dia bonito,
nem os trabalhos a fazer,
nem os livros para ler,
me tira esta sensação...
Vai passar, antes que me consuma,
vai passar, logo a vida apruma.

08/02/13

Pela manhã.

Caminhando pela manhã depois de uma noite de descanso com a mente relaxada, posso sentir o pulsar de minha vida. Sinto o aroma fresco das ervas, das flores, dos frutos maduros, posso sentir o frescor da brisa da manhã. Eu vejo as cores revelando as formas das coisas. Eu sinto o pulsar de minha vida. Caminhando pela manhã, percebo quão bela é a vida. Pela manhã as abelhas visitam as flores, pessoas iniciam suas atividades e assim segue o dia...

07/02/13

Mesma manhã

Suave cai a manhã e com ela uma brisa corre acariciando as folhas e flores.
Sinto a manhã e a brisa que despertam em boas memórias da infância.
Na infância mal acordava e já tinha que sair andando no frio da manhã
sobre um jegue em busca do córrego em busca d'água e era lindo
ver os primeiros raios do sol desfiando no nascente e dourando o mundo,
se derramando e dando cores ao mundo. O barro poeirento e frio,
o cheiro de estrume seco. O desespero das ancoretas que fazavam
gotas. O acelerar do jegue. A escola logo em seguida. O encontro
com os meninos e os deveres da professora Lenita...
Hoje não mais aquela rotina, menos sonhos, mais realidade,
mas a manhã continua a mesma.  

06/02/13

Quaresmeira

As quaresmeiras estão tão lindas floridas,
flores rosa e lilás.
Plantas pequenas, árvores enormes,
flores rosa e lilás.
São tão belas e delicadas suas flores,
pétalas, estames...
Enfeitas o mundo, oh quaresmeira...

05/02/13

Caminhar

Caminho calmo, como quem vive e gosta de viver.
Minha trajetória é longa e meu itinerário desconhecido.
Sigo sempre em frente desde o amanhecer ao anoitecer
e as vezes sigo noite adentro. 
Às vezes, perco a paciência, mas a vida se encarrega de me trazer a calma.
Nessa longa caminhada, muitos companheiros seguiram
juntos, mas todos tomaram seus rumos.
E enquanto caminho sempre faço amizade
para não me sentir tão sozinho...
Quantos não chegaram ao seu itinerários,
vô José e vô Chico, vó Sinhá e vó Chica
e alguns amigos camaradas chegaram tão cedo.
A caminhada continua. O tempo tira nossas forças,
mas nos trás experiências...
As vezes penso nisto, não sei por que se só me resta caminhar...
Acho que aprendi com meus medos, melhor esquecer
e caminhar...
São muitos os faróis por onde quero passar
e seguir caminhando até chegar lá. 

Suave manhã

A manhã segue fresca, suave. Sentado, olhando através da janela vejo brisa suave acariciando as folhas de bambus. O solo vermelho úmido fresco abriga folhas secas de bambus e ervas.
Segue manhã sem nada. O mundo que se arrume, eu tenho que fazer minhas coisas, embora roube um pouco de meu tempo para observar a manhã e lembrar de manhãs suaves.

04/02/13

Noite

Noite

Noite escura estrelada.
Calma caiu a noite
escura como um breu.
Toda a profundidade do mundo
ficou tão próxima...
Estrelas no céu
e o que me certa
a noite apagou.
A luz se dissolveu
no escuro da noite.
Mariposas andam
seguindo odores,
morcegos seguindo,
e os gatos com seus
olhos fosforescentes.
Noite, noite, noite.
Em ti tantos encantos.
Luz bruxuleante de lamparina,
amarelo querosene.
Noite e mitos
mais nada.

Palmeiras


Copas pequenas crescem aos céus
feito estrelas verdes ou varas
de condão, caule retinho,
cresce sozinho lá para o céu.

Plantas simpáticas,
de flores amarelas,
são todas belas,

Palmeiras ou coqueiros
assim são chamadas
com folhas usadas
no artesanato
e em tantas coisas...

Palmeiras enfeitam as paisagens,
crescem tão belas.

Coqueiros, pupunhas,
catolés...
São todas tão belas
e brasileiras...

Flor amarela


Anemopaegma de flor amarela,
perfumada e muito bela.

Essa planta crescia
bem ali no meu quintal,

as flores amarelas,
as folhas verde escuro,

Quem diria,
que seria uma Anemopegma,
aquelas flores amarelas,

03/02/13

O tempo apaga

Silencioso o tempo desbota tudo que existe. Tudo oxida, tudo passa, tudo se acaba. Toda a matéria viva.
Algumas coisas reagem ao tempo, veja a lua, veja o céu e veja o horizonte. Estes parecem ser eternos como o tempo.
Nós somos ínfimos interpretes destes universais.
Hoje somos jovens, amanhã adultos e depois idosos e depois dormiremos e assim a natureza segue ocultando tudo.
Quando volto a casa onde morei que já não é a mesma de muito tempo atrás. Sinto a falta de minhas energias e os meus sonhos, muitas coisas ganharam sentido e realidade e outras perderam sentido e ingenuidade... Nada do que me fazia feliz faz mais, brinquedos e doces... Hoje são marcas do passado.
As flores ganharam nomes e perderam seus mistérios.
O tempo nos leva para o universo de onde viemos o nada. Há quem descreia disso, mas respeito
e respeito a mim mesmo.
Com a vida tudo se fez e ganhou sentido e quando a vida partir
o que restará?
Só o silêncio do tempo, só o céu e a lua e o horizonte.

Na infância guinés e galos cantando e aves e poeira e chuva... Tanta coisa era bela e simples.
Coisas que o tempo e a distância apagaram. Pessoas que dormem e que viraram simples personagem de uma história que a muitos nem chegou a existir.

Mas o tempo vai apagar a tudo que damos sentido só vai restar a vida, o céu, a lua e o horizonte.

02/02/13

Lentamente

Sábado, fim de tarde.
As ruas, os estacionamentos
tudo está tão vazio.
O sol brilha no céu,
seus raios aos poucos
tornam-se tênues
e a tarde vai partindo.
Lentamente,
bem lentamente...

Ecos do passado

Hoje apenas o vento ecoa onde pessoas falavam felizes ou tristes, as matas apagaram os terreiros, chiqueiros e currais, o tempo fez em ruínas as casas, casas de farinha e engenhos; onde havia baixas de cana a seca transformou em árido lugar. O vento que sopra do norte agita os ramos secos das árvores, a velha grande cajaraneira comprova que ali vivia gente. Homens gastando suas forças nas roças, no trato com o mato, em suas roças de milho, feijão, gerimum, melancia, e mandioca. Sob a cajaraneira dormiam cães, galinhas e porcos, quando não se fazia um chiqueiro. Aquelas cajaraneiras fartas de frutos amarelos, acridoces. Nos arredores daquele lugar havia uma faxina que protegia as galinhas das galinhas das raposas e gaviões. Havia ali no baixo cana-caiana e um engenho de onde saiam doces rapaduras, mel e alfinim. Havia casas grandes de farinha de tijolos enormes, coxos e prensas de madeira de onde se extraia a goma e a farinha...
Hoje o que resta? Apenas ruínas e poucas memórias aos poucos as memórias se apagam ou adormecem  na grande passagem da vida.
Já não existem chamas de lamparinas, nem lenha, nem noite de breu...
Hoje a natureza apagou tudo.
Mas ainda carrego na memória a época em que as noites escuras eram iluminadas pela lua e pela lamparina. Época em que as flores mais belas eram as dos jardins.
Carrego na lembrança a alegria do cair das primeiras chuvas, plantar a roça no barro umido, ver a babugem crescendo, córregos escoando a água que sobrava do solo, as sabiás cantando do alto das aroeiras, a planta da mandioca.
Hoje árido torrão de terra que arde o calor do dia... As chuvas e o inverno voltarão, sempre se foram e voltaram como fazia a fauna... Amanhã quando voltarem chuvas será tudo diferente, não haverá mais força física, nem disposição para trabalhar, nem precisão. Nos mudamos, nos perdemos no mundo em busca de outras memórias...
Amanhã não restará nem memórias, ninguém sabe contar as histórias, todos se alienam frente a televisões, desvalorizam os pequenos valores...
Os tempos são outros, a geração é outra...
Que bom que restam estas miseras memórias que logo se apagarão no tempo.
Sem eco, sem tempo, sem nada, nem um romance será, nada mais.  

01/02/13

Ruínas do tempo

Naquela casa  antiga não havia luz elétrica. As noites eram escuras. Apenas uma lamparina se acendia na sala, a cozinha, os quartos e o banheiro ficavam no escuro. Os sapos a noite saiam de seus buracos e vinham para o esgoto do banheiro ou para o banheiro para se refrescar e respirar melhor com suas peles rugosas.
Um lamparina velha com um pavio de algodão e querosene a queimar uma chama amarela e a soltar uma fumaça escura que se acabava no escuro da sala.
Os homens a contar causo e os meninos a correr ou se entretiam ouvindo as histórias.
Naquela casa antiga, metade taipa e metade alvenaria, com caibros de marmeleiros velhos e linhas de aroeira e telhas sem capricho no fazer abrigou meu avó José e minha avó Sinhá.

Quantos segredos não lhes foram confessados? Quantas coisas ali não foram vividas que o tempo ocultou e consumiu as pessoas e as coisas.

Hoje aquela casa é uma ruína. Aquela casa sempre foi rústica do começo ao fim...
Nela todos se sentiam aconchegados, homens e bichos...

Parece tão antiga, mas é tão jovens se comparado as rochas, e as terras que ali existem desde muito tempo...

O tempo consumiu tudo que parecia tão longo, mas foi curto...

Tempo...

Vô José não sabia que aroeira era Miracrodum urundeuva e isso é tecnologia?

A casa se foi, meu avó se foi...

E a casa e as lembranças e as saudades... tudo isso está em minhas memórias
e tudo isso foi já não é... e o mundo continua.

Meni

A lua é tão bela quando cheia
que revela os mistérios da noite.

Lua cheia que inunda
os vales com luz
espelhada do sol...

Lua singela,
noite bela,

Cantos de aves,
Cantos de grilos,
soa o vento,
canta a chuva...

Noite de lua
sem rua,

sem chuva.

O gado rumina,
sob a noite enluarada,
o cheiro frio das coisas.

Madrugada e dia,

Foi-se a lua,

É dia.

A realidade

O mundo é tão vasto, tão diverso e nos somos tão pequenos diante desta imensidão.
São tantos os mundos num só mundo. Cada vez que vivemos e viajamos
descobrimos um pouquinho mais de sua imensidão...
Coisas sutis como o cair da tarde se tornam pequenos, mas como somos
únicos e peculiares temos o nosso mundo e no nosso mundinho
coisas pequenas como o cair da tarde são tão amplos
e muitas vezes nem percebemos a beleza da vida que está em todos os lugares
até os mais ermos até lá há a realidade.
Realidade das montanhas, da neblina, da chuva, das matas, dos musgos,
das rochas nuas, do vento a agitar as folhas e flores...
Realidade das águas correntes,
Realidades da riqueza e da pobreza...
Coisas que só o mundo,
coisas que só a vida podem realizar.

Coisas que nem percebemos, mas que exitem
como as manhãs de inverno ou de verão
ou tardes de inverno ou de chuva...

As aves que aparecem depois vão para longe e desaparecem,
as lagartas e as borboletas...

Os peixes nadando...

As ondas da praia...

Conheço gente que nunca saiu de onde nasceu...

Quem conhece maior realidade
essa realidade que é o mundo...
Que é a vida...

As vezes a poesia nos fazem sentir isto,
as vezes a música.

E tudo se passa diante de nossos olhos,
sem que percebamos...

A vida passa, nos passamos...

Mas a realidade permanece,

mais nada.

30/01/13

Ouro Preto

Ouro Preto que linda terra
cidade sobre as serras.
Ouro preto das ladeiras,
dos antigos casarões.

Ouro Preto das igrejas belas,
onde as nuvens muitas vezes
escondem o Itacolomi.

Ouro Preto da UFOP,
do professor Badini...
Paraíso do João...

Cidade sobre 1500m de altitude,
nunca vi cidade assim,
Cheia de repúblicas,
de estudantes que sobem e descem
as ladeiras...

Cidade de festas e carnaval,
Cidade histórica

Ouro Preto...

23/01/13

Chuva é vida

Choveu em Serrinha. Após quase oito meses sem cair uma gota. Semana passada choveram 80 milímetros. Só que já passou precisão de água sabe o  quanto uma chuva é divina. Primeiro há o drama da seca, os animais passam fome e sede, a água fica muito escassa, a vegetação é reduzida a cinza e pó de verde só se ver palma, a natureza parece dormir. Os carros quando passam levantam a poeira latente nas estradas. Então a chuva é um ato divino que lava e enxuga todos os males da seca. Assim como muitos nordestinos já vivi este problema e compartilhei desta felicidade... Chuvas escassas... Quando a chuva cai temos no dia seguinte tudo modificado. Os troncos cinzas ganham cor, saem da latência. O solo úmido e frio apalpa nossos pés. As aves começam a cantar e em poucos dias a rama das árvores e a babugem no solo tingem de verde a paisagem da caatinga.
Época de chuva é o inverno e a seca o verão...
Vivemos lá porque conhecemos, porque ali nascemos como arbustos adaptados.
Vidas nascem e morrem e o sertão continua o mesmo ad eternum.

22/01/13

Cair da tarde

Enquanto a tarde cai,
desfia do céu uma suave chuva.
Então o som da maritaca longe,
o som dos pássaros
e das biqueiras
dão um tom tão agradável.
E a tarde cai suavemente...
Sem vento,
sem calor,
pacientemente cai.

Vazio

O vazio ecoa em minha mente e provoca em mim a sensação de solidão. As vezes sinto que o vazio me deixa contente e as vezes me deixa triste.
Busco encontrar o que nem imagino... o acaso que geri o mundo.
Minha mente é povoada pelas coisas que devo fazer, mas fico procrastinando.
Pensando no vazio... Por que sou assim?
Não sei dizer.
Flore são só uma parte de uma planta. Exuberantes ou não são apenas flores.
Cada coisa tem a sua essência.
Mas o que é uma essência?
Tento responder quem sou e assim quem sabe responderei o que é uma essência...

Manhã pluviosa

Calma e úmida nasce a manhã.
O sol nem apareceu.
O céu está coberta por nuvens chorosas.
As árvores gotejam e parecem
chamar a água condensada nas nuvens.
Verdes gramas, rufus barro úmido.
Caminho pela calçada olhando
o mundo. Eu observo as ervas,
as aves, as árvores e tudo isso
cai no vazio de meus pensamentos.
Não o vento não apareceu,
mas a manhã continua fresca,
doce e suave...
Ah, como é boa a chuva,
Como é bom o inverno
de manhã pluviosas.
E assim vamos atravessando
mais uma estação.

20/01/13

Árido Sertão

Ah, sertão, sertão, sertão...
Fostes vazio, oh, sertão
Sedes quente, sedes árido
mas já sedes vazio.

Sertão, árido sertão,
Quem em ti habita,
são teus filhos,
São teus filhos,
de cor tingida pelo sol.
São tua geração,
de prole vinda de longe,
para te ocupar, o sertão...

Mas a ti árido sertão,
viver não é para os fracos,
é preciso fé,
é preciso ser teu filho,

Só quem ama o cinza
das plantas retorcidas,
só quem ama as plantas armadas,

só quem em ti viveu cada estação,
habita em ti,
habita em ti
Árido sertão

18/01/13

Saudades de uma rua

Saudades da rua Felizberto Brolezze onde morei, em Campinas, por quatro adoráveis anos. Aquela rua pacata onde só passava os ônibus 25 e 26 a cada meia hora. Rua em que cumprimentava a vizinhança, a esposa de seu Cláudio que acordava cedo para varrer as folhas da sibipiruna, a senhora enfermeira que chegava do trabalho, a mulher gordinha que saia de moto... Saudades da minha acacia de flores amarelas, da magnólia de flores amarelas e odor doce, dos pássaros que vinham comer a frutas que ofertava sobre o muro, das plantas que nasciam no muro, minha querida Dichorisandra, minha nefrolepsis...
Saudades das calçadas velhas, das murraias, dos ficos da praça, do cachorro quente servido com purê de batata vendidos pelo Mineiro em frente ao ex-superbarão.
Saudades da Unicamp, dos Joões, do Tamashiro, da cabeção... esse povo sumiu ou eu sumi...
Ruas, gente, plantas, gente...
O estilo de Campinas, nem acredito que logo fará um ano que sai de lá... Parece que foi ontem...
Por isso saudades, saudades e saudades.

17/01/13

Viagem ao pensamento

A sala vazia,
o silêncio da manhã...
Aqui há um marasmo,
mas em outros lugares do mundo,
em outros lugares
muitas coisas acontecem.
Coisas boas e coisas ruins.
Enquanto aqui tá frio
e choveu a semana toda,
no nordeste está quente
faz tempo que não chove
a vida segue ardente.
Coisas acontecem além
do nosso redor,
coisas e pessoas muito interessantes
impressionam outras pessoas.
E a vida segue
e o mundo segue
com ou sem nós.
Somos um grão de areia sobre
ou sob a duna...
Nada mais.

16/01/13

Depois da chuva

E a chuva abriu a manhã.
Foi uma chuvinha.
Quase uma neblia
que caia fora de minha
janela.
Acordei, abri a cortina
e vi os pingos pingando.
Dizendo para eu dormir,
dizendo que minha cama
me chamava para seu aconchego.
Mas ai, o trabalho
falou mais alto.
A chuva só passou
a tarde.
Foi uma tarde tão bela.
O lago estava lotado
de pessoas
que aproveitava que a chuva
havia partido.
Gente pescando, gente brincando,
gente se exercitando,
gente namorando...
Como é bom
uma tarde depois da chuva,
depois do trabalho...
E volta-se para casa
feliz aguardando
a noite e suas peripecias.

12/01/13

Minha mente

Posso está longe muito longe, fisicamente longe,
mas a minha mente está sempre presente,
minha mente sempre me mostra um caminho,
neste labirinto que é a vida.
Posso está cansado,
derrotado, triste, vencido,
minha mente contem a essência
de que sou feito.
Minha mente  me mostra que é
a energia que faz tudo gerir...
Energia, suor e trabalho...
Onde quer que eu vá,
ainda que seja muito longe
a natureza se encarrega de me trazer
a realidade...
Minha mente fonte de ideias
berço de significado de minha existência
por mais curta que seja.

11/01/13

Seguir adiante

Hoje olho para trás e o que vejo?
Vejo um passado subjetivo longo,
mas não passa de poucos anos,
Vividos, bem vividos.
Cada dia vivido adocicado de felicidade,
amargurado de tristezas...
Eu vivi tudo intensamente ou não tão intensamente.
Vivi cada momento de minha vida.
Eu fiz de cada momento uma luta,
a qual venho travando cotidianamente,
as vezes abaixo a cabeça, mas é só para
a reflexão...
Tento aprender com os grandes mestres
através de minhas silenciosas leituras...
Sou um eterno lutador
e a vida é minha divina mestra.
Temo muito a morte,
como temo a morte,
porque temo a dor,
e a morte sempre é sinônimo de dor,
de partida...
Por isso mesmo odeio despedidas,
ainda mais aquelas eternas...
E faço de cada momento
um raio de esperança...
O tempo marca minha face,
meu corpo, mas mesmo assim
sigo feliz ou triste.
Leio o que acho que me faz bem
e o que acham que devo saber...
Seguir a vida adiante,
sempre...
A vida é uma luta perdida,
mas é assim mesmo uma 
dádiva do existir, do ser
e mais nada.

10/01/13

Peltophorum

Não vejo mais os grandes guapuruvus de Campinas
nas praças, nas ruas ou parques.
Quando vejo é um ou outro perdido, mirrado...
Saudades dos grandes guapuruvus de Campinas.
Também nem época de guapuruvu florir.
É sim época dos majestosos Peltophorum
que floriam ali do lado da moradia,
em frente ao ex-superbarão...
Mudei, se fui... Hoje nada de volta de bicicleta.
Nem seu Antônio curtindo o resto de tarde.
Brasília dos grandes Peltophorum.
Estão todos floridos
nas praças, nas ruas,
nos canteiros das empresas.
De longe vemos copas brasileiras,
copas amarelas, lindas.
da vontade de viver pra ver
tanta beleza, de manhã e a tarde,
nesses dias reinam singelas
árvores em Brasília
de horizontes largos
e flora bela...

02/01/13

O Sol

O sol nasceu, parecia rir.
Sua luz jubilar
inundou toda a terra,
os vales, os campos,
os mares e montanhas.
Se fazia calor ou frio não sei.
Só sei que o sol
quando apareceu
revelou todas as formas,
todas as cores,
e me fez conhecer
a vida e a matéria.
Não sei qual era a estação,
mas quando o sol nasceu,
foi coroado pela aurora,
que tingiu de um vermelho
augusto todo o céu para que
seu nascimento
fosse um evento.
A noite se afastou
a noite apagou
as estrelas e a lua,
e o sol reinou até o ocaso
e depois se cobriu
com o manto de Nix,
e assim o fez
por todas as gerações,
já vivas
e ainda se revela supremo,
e se revelará
por todos os tempos.
Amo o sol,
fonte geradora de toda a vida,
Amo as águas,
e tudo que me faz ser quem sou,
um ser que busca felicidade,
mais nada.

01/01/13

Primeiro dia de 2013

A noite de ontem
Na noite de ontem ainda era 2012,
na noite de ontem haviam 364
dias, quase um ano passado,
mas na manhã de hoje,
todo 2012 é passado.
Na manhã de hoje se inicia
2013.
Antigamente, nossa, tinha tantas esperanças.
Tantas esperanças...
O primeiro dia de aulas,
os problemas não eram meus
eram de meus pais...
Esperávamos as chuvas,
a babugem crescer,
as cebolas-brabas
cresciam e floresciam nos campos limpos.
Ontem tinha memorias do ano velho,
continuo tendo memorias velhas...
As memórias são sempre passado.
Bem já que é assim devemos cultivar
as boas memórias e deletar as ruins.
Devemos ser como o primeiro dia do ano
impares.

30/12/12

Ano, estações e vida

Estações.

Fim de ano,
agora é verão,
sol quente, chuva forte.
Agora é verão.
Dezembro, último mês do ano.
Ano que parece longo,
mas passou tão rápido.
Penúltimo dia!
Nossa alma se enche de emoção.
Vitórias ou derrotas logo mais serão superadas,
após a meia noite de depois de amanhã,
recomeçamos tudo novamente...
Logo passará o verão,
virá o outono, a primavera
e o inverno.
No ano quantas coisas não acontecem,
quantos se vão, quantos não nascem.
Precisamos de esperança e fé,
para superar as adversidades
da vida 
e cultivar diversas belezas.

24/12/12

NATAL

Noite de NATAL.
Ruas escuras!
Garotos soltando bombas,
pisca-pisca,
perniu e peru...
Noite de natal,
luzes coloridas,
Pena Branca...
Noite de natal
de 2012.

19/12/12

Espelho do lago

Hoje a tarde estava tão quente.
O sol brilhava intensamente.
As águas do lago estavam calmas,
paradas.
As águas do lago formavam
um espelho de tão parada.
O céu estava azul.
As plantas não estavam floridas,
estavam verdes.
Nada aconteceu demais,
foi uma tarde agradável,
foi uma tarde excelente,
tarde de sol.
A noite caiu limpa
e escura.
Estrelas brilhavam
no céu.
Estrelas de natal,
noite de natal...
Os últimos dias do ano
se desfazem,
desfecham...
E lá se foi mais uma tarde,
uma noite de dezembro,
de minha vida...
Ao menos vi mais uma vez
o lago espelhado,
mais nada.

17/12/12

Monotonia

As ruas ficam vazias
nos feriados e fins de semana.
Nada passa, nem mesmo um vento...
O tempo passa,
e tinge de cinza
tudo que há na vista...
O tempo se encarrega de apagar tudo.
Ruas vazias...
Que são as ruas sem as pessoas,
que são as pessoas
sem os dias?
Talvez tudo se esvazia
a vida vira uma monotonia...

15/12/12

A natureza do inverso

Não gosto muito de pensar. 
O que não me apetece.
A vida toma de conta do meu ser.
Pensar!
Vivi sempre o mundo,
as coisas, as plantas floridas ou não,
as rochas, os objetos e a arte neles impressa!

Pensar, quem pensa quando apenas vive...

Viver o presente, sentir as coisas...
Sentir o calor ou o frio de cada lugar,
olhar o capricho da natureza
e de admirar.
Se admirar com a beleza da flor,
com a leveza e a beleza da borboleta
e do beija-flor
que cultiva as flores
por um pouco de mel.

A natureza é tão perfeita.
A vida é tão cruel
e nós imersos na vida,
imitamos a natureza
na pela beleza,
e nos apegamos
ao belo artificial
e destruímos o real pelo
artificial...

Tigres enjaulados.

Nossos filhos,
nossos netos,
quem sabe só reconhecerão
a natureza e sua beleza através de imagens,
nada real...

Casa, carro, rio seco,
mata devastada...
Soja, gado, mais nada.

Não gosto de pensar,
pois quando penso em nosso futuro,
penso que tudo que vivi
e existiu não existirá mais.

Cadê o preá? Cadê as lendas de onça em Serrinha dos Pintos,
o velho alto do Barroso, devorado por uma onça...

Mitos, nem nos trazem mais risos.

O meu mundo era tão pequeno,
mas tão grande, cheio de imaginação...

Desvendei o mundo real
e descobri a realidade...

A arte humana que humaniza,
A técnica humana que desumaniza,
desnaturaliza...

Pensar!

Gosto de comer livros,
e nem isso posso fazer,
tenho que tentar ser o melhor,
mas ser o melhor não significa nada,
não diz nada...

E enquanto isso, ficamos mais glutões
e natureza mais estiolada.



Cada segundo

Como o mundo mudou! ou serei que estou ficando velho?
Adoro caminhar na beira do lago Paranoá. Quase todas as tardes estou eu lá malhando na academia que meu amigo insiste que não é academia. Adoro sair para caminhar e ver as águas do lago, as aves voando, um ou outro avião, ver as pessoas pescando, as vezes noivas sendo fotografadas
e muitas crianças. Elas, as crianças são tão felizes! tempo melhor na vida não há, usam todos os equipamentos da academia, pulam, correm... E o mais interessante! As crianças, as vezes com dois anos não podem ver uma câmera que já fazem pose! Meu Deus sou um bicho do mato! Quando tinha 6 anos tirei minha primeira foto e foi um evento em minha vida! tive que tomar banho, vestir a roupinha que minha madrinha me deu! E hoje as crianças posam rindo, fazendo pose e tudo mais.
Fico me acabando de rir por dentro... Como o tempo muda, como as gerações mudaram em pouco tempo!
Ainda bem que tem o lago para caminhar e pensar na vida, ver quantas coisas acontecem
sob o nosso nariz.
O mundo mudou mesmo e estou ficando velho,
apesar de tudo a vida vale a pena a cada segundo.

12/12/12

12-12-2012

O tempo faz curvas
como o vento.
O vento passa
como o tempo,
mas o vento acaricia
as coisas e o tempo
desgasta as coisas.
O tempo passa sem parar,
a vida é consumida
a todo instante pelo tempo.
Hoje dia 12-12-2012,
quanto tempo passou,
quando tempo passou
e quem eu sou?
Ah, a vida é um grande
aprendizado,
mais nada!

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh