sábado, 27 de março de 2010

Flor ao vento

Flor ao vento,
Flor ao tempo,
Pra lá 
E pra cá,

Pendular,
Flor ao vento sem parar,
Balança pra lá e pra cá,

Flor ao vento tão efêmera,
E ainda balança pra lá e pra cá,
Ao sol balança a flor
Ao vento.

De qual cor?

sexta-feira, 26 de março de 2010

fase final

O sol nasceu mais uma vez.
Acordei, tomei café e fiz tudo que sempre faço pela manhã, mas quanto tempo me resta para viver?
É difícil saber, mas esse drama é iminente, mais cedo ou mais tarde perderemos nossos parente por fim nós mesmos. Quanto medo dentro de nós, quanto receio.
Ouvi hoje, aqui em Campinas, uma reportagem que tratava exatamente de altruismo para com os paciêntes em fase final. Na reportagem o repórter destacou o fato de os profissionais de saúde levam cães para passar o dia com essas pessoas. Duas pessoas falaram com suas vozes debilidatas quão agradável era aquela visita.
Então pensei todos nós um dia estaremos na mesma situação, não somos eternos, de termos pessoas em estágio final, já perdi todos avós, tios e sempre foram trajicas as partidas.
Na faze final o que podemos fazer para amenizar a dor? acredito que mesmo que soframos é importante que estejamos presentes, pois acho que mais um confortno para o doente, pois assim não vai sentir-se tão só e sua fase final mais digna.
Um dia estará nesta situação, nos dar mais medo, mas é importante parar para pensar sobre.
O dia corrteu e agora a luz se vai com a luz do sol.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Infância florida

Quando vem as flores,
dos galhos sugem cores,
azuis, verdes, amarelas, vermelhas quantos tons,
quanto aroma,
sob a sombra úmida, o frio da manhã.
O céu azul, de sol intenso,
do nada aprecem lagartos,
cantam os pássaros,
no meio do corrego,
a baixa de arroz,
o espantalho,
água ferrugínea,
menino e a lata,
é assim
monótono o dia no mato,
anuns pretos soltam seus cantos,
e os calumbis de flores brancas,
uma a uma flores fecundas,
se enchem de futos,
as ramadas começam a aperecer,
das várias jitiranas rosas, brancas,
aos poucos o carrapichos agulhas secam,
e engancham na roupa simples, suada do agricultor,
que cuida do gado,
que cuida da roça,
que cuida dos filhos,
que cuida do sítio que cuidou de mim,
sua barba hirsuta, simbolo de moral,
no olhar me fazia temer, sem falar comprendia o que queria dizer,
as vacas de leite com barriga cheia,
os marmeleiros cheirosos, catingueiras,
as aroeias,
logo vem a roça do cajueiro,
e o sia segue limpo,
lindo,
azul,
colorido das flores,
dos sonhos.

terça-feira, 23 de março de 2010

amanhã

Algumas coisas nos aborrecem,
mas a vida é assim,
dia bom ou ruim,
os problemas não merecem

preocupação ou coisas assim,
viver cada dia afim,
tudo passa,
tudo renova,
durma e espero um dia melhor.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Eternidade

Há dias sem poesias,
Dias que queremos esquecer,
Dias que precisamos relembrar pra viver,
Dias que o sol foi tão intenso que cozeu nosso raciocínio.

Há dias que nós ficamos carentes, contentes, com as lembranças,
do tempo, das imagens, das amizades da vida.

Há dias que lembramos do que fomos,
O quanto nos superamos, ou o quando afundamos.

Há dias que paramos para pensar e não pensamos nada,
Há dias que não paramos para pensar e pensamos tudo.

Dia a dia lá se vai nossa vida,
Nossa alegria,
Nossa poesia,
Nossos amores,
E veem as dores,
E vem novos amores,

A vida sem amor
É vida de dor,
Vida sem cor,
Por isso a cada dia,
Viver sem se questionar, lamentar
O que tens são dias
A vida é uma soma de tempo
Em dias,
E poesias lidas.

Conversas amigas

A quanto tempo não revejo os amigos que deixei quando parti de minha terra. Sabe nem me lembro mais quanto tempo que pude desfrutar daquelas conversas sadias.
Sempre que podíamos nos reuníamos para conversar, na cozinha, na hora do almoço ou do jantar, na lavanderia nunca faltava alguém para conversar. Nossas conversas iam desde futebol, política, cursos e é claro de amizade, assunto corriqueiro nos corredores da moradia. O engraçado é como nos comportávamos, pois para cada pessoa abordava-se um assunto diferente, ou seja tínhamos pessoas preferidas para tratar de assuntos específicos. Muitas vezes varávamos a madrugada conversando, tomando aquele café, entre uma conversa e outra íamos matando o tempo cheio de tédio, pela distância da família, pela falta de recurso, de tempo
Estávamos ali para estudar, aproveitar o tempo, mas claro que ninguém é de ferro para estudar o tempo todo, precisávamos viver e conversar significava está vivo. Meus queridos amigos que sempre estavam presente cotidianamente, o jornalista intelectual Silvano Araújo, o Engenheiro Chico Targino, odontólogo Francisco Canindé, Historiador Demison, Geólogo José Airton, Biólogo Alex Luz, Juiz Gilvanklim Marques, falecido psicólogo Taniberg Albano dentre outros, é claro que não citei os amigos de quarto que eram mais amigos que amigos de conversas.
Quanto tempo não disponho de conversar com tais figura, que saudade boa, pois todos estão seguindo a vida muito bem e eu segui o meu caminho, consegui achar o caminho que me levará ao lugar almejado. Durante esse tempo de busca quantos amigos fiz,
quantos ficaram por ai, mas levo em meu coração como trofeu maior de minhas conquistas, pois acredito que a amizade é o bem maior de um homem.
Novos amigos consegui são maravilhosos, mas são outros amigos outro perfil, adoro-os, mas sinto saldades do campus, do campo, dos timbres, dos risos, da amizade acalorada aos sabor do café, das conversas da vida vivida.

Stipnoppapus rubripappus

domingo, 21 de março de 2010

odor

Minhas mãos nos domingos a noite cheiram a alho,
nossa que cheiro incomodo, pois é já que não co-
zinho tenho que cortar a cebola, o alho e as vezes
a azeitona e fica esse cheiro esquisito, por toda
a tarde e noite. É acho que vou ter que fazer coli-
nária só assim a Ana não vai poder falar que não faço
nada.
Nossa não adianta lavar não sai de jeito nenhum,
ah se algumas coisas na vida fossem como esse cheiro,
mas não são.

ultima manhã de verão em barão.

O dia de domingo,
veio mais tarde,
quando acordei, sentia uma gostosa vontade de continuar dormindo, mas
fazia sol, mas o clima estava ameno tão gostoso, que preferi acordar,
com um tom de chuva no poente.
Fui à cozinha, e deliciei-me com um doce bolo de fubá que havia comprado na noite anterior no walmart, uma delícia e ao saborear do bolo,
minha mente como uma nau a navegar,
vagava no tempo, rumo a infância, bela infância,
onde pude encontrar toda família reunida envolta da mesa, a saborear um bolo de ovo, tão jovens que eramos na velha casa nova, com o coqueiro na cozinha, terreiro cheio de galinha,
a casa humilde, mas bela, com aquelas manhãs chuvosas.
voltei e comi do bolo mais um pedaço,
voltei pra cama e fui ler um pouco.
Que manhã gostosa fim de verão.

sexta-feira, 19 de março de 2010

ontem

Vei o sol brilhando,
no fim da tarde,
um brilho frio,
um vento intenso,
balançado as copas das árvores.

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh