Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infância por viver. Tem os primos Davi e Nicolas. Aqui tem o meu afeto.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Um dia de paz
Olho através da paisagem árida onde falta verde e sobra cinza. Olho como quem contempla o universo inteiro. Em cada parte está o todo. Não é sobre a paisagem, mas sobre nós mesmos.
Na paisagem vejo elementos que parecem mortos, mas não estão mortos, apenas dormem.
Um cajueiro antigo, as Pinheiras, as palmas que meu pai tanto cultivou, o sítio que amou e cuidou. Essa terra que ele plantou e trabalhamos juntos.
O tempo consumiu e nos consome. Ah. O tempo... Ei ê. A vida esse fabuloso mistério essa doce ilusão. A vida é devir. Pensar sobre isso pra que. Pensar é está doente dos olhos.
Abro os olhos e a luz do sol mostra tudo numa plena nitidez. Abro os olhos e já não penso. As aves ah as aves. Balança-rabo, cebinho de olhos melados, fim-fim, rixinó. Cada um nos seus afazeres do dia. A esperança de algo melhor...
Um casaca-de-couro corrochia longe. Lembro do Pica-pau enorme que vi na mata, lembro que nunca tinha visto antes, lembro do sabiá cantando na aroeira com o peito estufado e asinhas abertas...
Vejo o vem-vem na pinheira parece estar plantando sementes de phoradendron ou caçar insetos. Sei lá. Lembro de vó Chiquinha... Mamãe.
E o vazio se preenche de esperança.
Fluxo do tempo
Após uma longa seca, ontem à tarde, 22 de dezembro 25, finalmente caiu uma chuvinha. O tempo esfriou e a noite nasceu nublada. À noite, antes de dormir, trovejou muito. Dormi a noite inteira. Agora que acordei e fiz minhas rezas, estou a contemplar o mundo com os ouvidos e com a pele. Ouço tudo que acontece lá fora os veículos a passarem na estrada, e todos os pássaros a cantarem, sanhaços, cabeça-vermelhos, rixinó... O tic-tac do relógio, o zunido do ventilador. Sinto o frescor da manhã nova que chegou e vai me dando tempo e graça de vida. É quase a última semana de mais um ano.
Estou muito grato com o ano que vivi.
Meu filho está forte e feliz, já está quase lendo.
Tudo em minha vida é uma benção.
A existência é um fenômeno.
Ser é existir.
Existir é intuitivo, é imediato...
Rio a fluir
A noite de hoje caiu totalmente diferente de ontem. Fresca, nublada e suave. O chão enxombrado, as folhas molhadas, o aroma de chuva...
E a sensação que sinto é de esperança e aconchego e paz.
Chuva chegando
No ápice da seca, numa tarde de dezembro, depois do dia nascer nublado, uma neblina começou a se precipitar. O som dos primeiros pingos no telhado, o cheiro da água molhando a terra a sensação de frescor na pele.
A gente sente a intensidade da vida, a esperança, a plenitude e a felicidade da existência.
Vinícius feliz dentro dos cinco anos perdendo a ingenuidade do não saber ler.
Essas coisas plenas.
Férias
No sertão potiguar onde nasci, todo fim de ano vou passar. Esvaziar a mente e descansar. Hoje subimos a serra num sítio, jacas fomos comprar e ali nos pomos a conversar.
As jaqueiras centenárias pela seca maltratadas e as Pitombeiras a nos escutar. Seu Cleiton cujos olhos são os ouvidos a narrar os acontecimentos recentes. Todo cuidado com sua esposa que o alzheimer a infantilizou. Conversámos muito e depois saímos Vinícius e eu para o sítio pegamos o carro e pagamos as jacas, três duas duras e uma mole.
Nos despedimos e o acontecimento terminou.
Devir
A manhã foi tão ligeira,
Caminhei na estrada tentando esvaziar a mente.
A mata seca e intrincada, a forma das árvores,
A aroeira inerme e oblonga, o Juazeiro verde e armado, com flores diminutas, a Jurema castigada cortada e ressuscitada tão ramificada, as cajaraneiras plantadas e idosas...
Os angicos de troncos ornamentados espalhados na mata.
Na beira da estrada encontro a trindade na materialidade de três pequenas rochas, sagrada família.
Olhar aqui e aculá a contemplar a unidade e a pluralidade...
O som do metal na proteção de uma curva fechada.
O som em minha alma e na natureza o vento sendo riscado no garrancho da mata.
A luz fria do sol que vai aquecendo o dia...
O ir e vir...
A manga na sobra da mangueira, doce amarelo.
O céu azul.
A promessa de chuva.
A fé.
A estrela alva da vinca.
O café com leite.
A saudade.
E o desfecho da manha aqui e agora.
Existência e ser
O tempo tem me revelado o que é a vida.
O tempo tem me ensinado a viver
Entre percepção e razão,
Entre a realidade e a fé.
O tempo é o combustível da minha existência.
Vida por vir.
A vida vivida é matéria do meu saber.
Sentimento...
Ser...
Existir.
Entardecer a fluir
A luz da tarde quebrando e caindo para o poente.
O silencioso calor do dia que termina
Parece afagar nossos corpos.
O tic-tac do relógio marca 15 para as 15 horas.
A conversa distante dos vizinhos, o som do vento chegando.
A janela rangendo o sanhaçu, o filtro do vento.
A existência em esplendor.
Meio acordado e meio dormindo entre a percepção e a razão.
Eis o ser.
Eis a existência.
Um carro passa veloz e barulhento na estrada.
Um sentido e um sentimento transcende a minha existência.
Silêncio sinto a plenitude da vida.
Nossa casa
Nossa casa aconteceu.
Nossa casa nasceu do amor,
Nasceu do trabalho e do suor do meu pai.
Nossa casa surgiu um dia e se transformou em um lar.
Nossa casa foi criança, nova e cheia de barulho, bagunça e alegria,
Nossa casa nunca estava vazia.
Nossa casa foi pequena e depois cresceu.
Nossa casa foi baixa.
Nossa casa teve várias cores...
Foi amarela, foi rosa, foi Verde e foi azul.
Nossa casa tinha mãe e pai.
Nossa casa passou por tantas coisas, alegrias e tristezas.
Nossa casa teve sentimentos...
Nossa casa assistiu nossa chegada e nossa partida.
Nossa casa descobriu as doenças do fim.
Nossa casa velou meus pais.
E ficou grande, velha e vazia.
Ainda sim é o nosso lar.
Seus netos nossa casa não tem tanto amor.
Nossa casa, neto é neto.
Nossa casa é agora a casa da tia.
Nossa casa no natal já tem aquela festa ha cinco anos,
Nossa casa o Natal perdeu o brilho...
Nossa casa é católica.
Nossa casa tem Maria, tem José, tem Jesus de Nazaré.
Nossa casa tem são Chiquinho.
Nossa casa não falta amor aos animais...
Gato, cachorro, gado, galinha e pato.
Nossa casa fica feliz com nossa visita...
Sorri de portas abertas...
Nossa casa um dia será por si.
Sois forte, existente, sois parte de nos.
Seus átrios preenchem nossas mentes de memórias e de saúdes...
Nossa casa como é linda, como amo te ornar.
Guarda lembranças do meu amor por papai, canecas de porcelana, um boi e um jaguar, imagens...
Fotografias, documentos...
O que é a nossa casa.
Nossa felicidade e nossa existência.
Nossa casa paciência com a vida.
Nossa casa é nossa vida, nossa vida vivida.
Vinca
Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.
Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.
O cuidado enche o espírito de força e energia para perpetuar a existência.
Transmitir valores
Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no dia 19 de dezembro. A mata está extremamente cinzenta e seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar as formas vegetais. Triste! vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves.
Não era cheiro de flores de jucá, foi quando percebi que era o angico que papai preservou por tanto tempo. Vi que quase o fogo o havia consumido.
Vi o Juca que papai e eu salvamos...
Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.
Sensação
Céu nublado de nuvens de chuva.
O tempo está quente, mas o vento é fresco.
Sentei-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.
Descalço saio da sala e vou à cozinha beber água.
O chão frio refresca o calor.
Encho um copo raso de água fresca. Enquanto bebo sinto o meu corpo refrigerar.
Olho lá fora na área onde está créo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.
Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas
Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.
Observador
Em silêncio parte a tarde.
Há um grande vazio
Um grande vácuo
Enquanto o sol solve a luz
A terna terra esfria.
Em cantos mudos se ouve as aves distantes...
Sob nuvens não vemos o céu azul.
Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.
Enquanto leio Lucas
sábado, 20 de dezembro de 2025
Terra natal
Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha casa paterna.
Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha terra natal.
O frescor da terra,
O cheiro do mato,
O canto dos sanhaçus, papacus, bem-ti-vis, o canto do João-de-barro.
Tudo tenho aqui tudo.
...
Aqui mora minha alegria,
Aqui vivo uma poesia.
Aqui é o meu lugar...
Aqui tudo é pleno.
Aqui tudo é sereno.
Aqui vivo com percepção.
Aqui vivo com razão.
Vivo o dia claro
E vivo a noite escura.
Aqui vive o catolé,
Ipê e cajueiro,
Angico e marmeleiro,
Aroeira e Juazeiro.
Aqui, nossas famílias se misturaram,
E nos fizeram...
Com o barro como Deus nos fez,
Nós fizemos nossas moradas.
Com o sopro como Deus fez a vida,
Nós rezamos nossas orações,
Preenchendo nossos corações
De bons sentimentos,
Nós nos humanizamos,
E pecamos e pedimos perdão...
Aqui é nosso lar.
Vou parar para ouvir o canto de ouro cantar,
Parar para ouvir o cabeça vermelho trovar, o canção chamar, o vem-vem avisar e o loirinho grosnar.
Aqui é o meu lugar.
Lugar onde me fiz quem sou...
Aqui sou o que sou...
Massa moldada das mãos do senhor.
No seio amado por ele gerado de papai Francisco e mamãe Francisca.
Aqui fui criado.
Aqui fui educado.
E hoje calado
Canto para que jamais esqueça
Que o melhor lugar do mundo
É onde foi gerado,
Onde foi amado,
Onde foi criado.
A sua terra natal.
Sensações
Em silêncio parte a tarde.
Há um grande vazio
Um grande vácuo
Enquanto o sol solve a luz
A terna terra esfria.
Em cantos mudos se ouve as aves distantes...
Sob nuvens não vemos o céu azul.
Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.
Enquanto leio Lucas
Passando
Céu nublado com nuvens de chuva.
O tempo está quente, mas o vento está fresco.
Senti-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.
Descalço saio da sala e vou a cozinha beber água.
O chão frio refresca o calor.
Encho um copo Roza de água fresca. Enquanto bebo sinto o corpo refrigerar.
Olho lá fora na área onde está creo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.
Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas
Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.
Coisas do tempo
Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no fim do ano. Hoje é 19 de dezembro. A mata está extremamente seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar. Triste vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves.
Não era, foi quando percebi que era o angico que papai preservou. Vi que quase o fogo o havia consumido.
Vi o Jucá que papai e eu salvamos...
Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.
Resistência
Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.
Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.
O cuidado enche o espírito de força e energia para perpétuar a existência.
Férias
Sassá está solto no mato. Já fizemos várias coisas. Fomos ao açude, andamos no mato, comemos coquinhos catolés, jogamos pedra, olhamos os porcos, contamos os porcos, olhamos o gado. A gente acorda cedo, agoa as plantas, são poucas... a gente andou com sherlock no mato. A gente desenhou, foi comer espetinho... Rimos, brincamos...
Nossa casa
Nossa casa aconteceu.
Nossa casa nasceu do amor,
Nasceu do trabalho e do suor do meu pai.
Da dedicação de mamãe a família.
Nossa casa surgiu um dia e se transformou em um lar.
Nossa casa foi criança, nova e cheia de barulho, bagunça e alegria,
Nossa casa nunca estava vazia.
Nossa casa foi pequena e depois engrandeceu.
Nossa casa foi baixa e depois cresceu.
Nossa casa teve várias cores...
Foi amarela, foi rosa, foi Verde e foi azul.
Nossa casa tinha mãe e pai.
Nossa casa passou por tantas coisas, alegrias e tristezas.
Nossa casa teve sentimentos...
Nossa casa assistiu nossa chegada e nossa partida.
Nossa casa descobriu as doenças do fim.
Nossa casa velou meus pais.
E ficou grande, velha e vazia.
Ainda sim é o nosso lar.
Seus netos nossa casa não tem tanto amor.
Nossa casa, neto é neto.
Nossa casa é agora a casa da tia.
Nossa casa no natal já tem aquela festa ha cinco anos,
Nossa casa o Natal perdeu o brilho...
Nossa casa é católica.
Nossa casa tem Maria, tem José, tem Jesus de Nazaré.
Nossa casa tem são Chiquinho.
Nossa casa não falta amor aos animais...
Gato, cachorro, gado, galinha e pato.
Nossa casa fica feliz com nossa visita...
Sorri de portas abertas...
Nossa casa um dia será por si.
Sois forte, existente, sois parte de nos.
Seus átrios preenchem nossas mentes de memórias e de saúdes...
Nossa casa como é linda, como amo te ornar.
Guarda lembranças do meu amor por papai, canecas de porcelana, um boi e um jaguar, imagens...
Fotografias, documentos...
O que é a nossa casa.
Nossa felicidade e nossa existência.
Nossa casa paciência com a vida.
Nossa casa é nossa vida, nossa vida vivida.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Eterno lugar meu lar
Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha casa paterna.
Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha terra natal.
Bem longe da capital,
Bem longe de Natal,
O frescor da terra,
O cheiro do mato,
O canto dos sanhaçus, papacus, bem-ti-vis, o canto do João-de-barro.
Tudo tenho aqui tudo.
...
Aqui mora minha alegria,
Aqui vivo uma poesia.
Aqui é o meu lugar...
Aqui tudo é pleno.
Aqui tudo é sereno.
Aqui vive plena minha percepção.
Aqui vive plena minha razão.
Vivo o dia claro
E vivo a noite escura.
Aqui vive o catolé,
Ipê e cajueiro,
Angico e marmeleiro,
Aroeira e Juazeiro.
Aqui, nossas famílias se misturaram,
E nos fizeram...
Com o barro como Deus nos fez,
Nós fizemos nossas moradas.
Com o sopro como Deus fez a vida,
Nós rezamos nossas orações,
Preenchendo nossos corações
De bons sentimentos,
Nós nos humanizamos,
E pecamos e pedimos perdão...
Aqui é nosso lar.
Vou parar para ouvir o canto de ouro cantar,
Parar para ouvir o cabeça vermelho trovar, o canção chamar, o vem-vem avisar e o loirinho grosnar.
Aqui é o meu lugar.
Lugar onde me fiz quem sou...
Aqui sou o que sou...
Massa moldada das mãos do senhor.
No seio amado por ele gerado de papai Francisco e mamãe Francisca.
Aqui fui criado.
Aqui fui educado.
E hoje calado
Canto para que jamais esqueça
Que o melhor lugar do mundo
É onde foi gerado,
Onde foi amado,
Onde foi criado.
A sua terra natal.
Mangangá anoitecendo
Anoitece suavemente,
A quentura se desfalece,
A mamangava segue seus sentidos,
Voando em direção ao cheiro da flor,
Zoando, zigue-zagueando...
Segue as flores de feijão bravo
Encontra uma a uma,
Beija uma a uma...
Já não vejo as plantas,
Nem as abelhas
Vejo a silhueta,
Ouço o zunido,
O zunido de seu vôo ao voar e a beijar as flores que estão acolá.
Rosa um evento
O ano inteiro a roseira trabalhou.
Então algo aconteceu
E na roseira um botão apareceu,
E foi crescendo,
Acontecendo,
O botão cresceu,
E assim a rosa floresceu...
Rubro vivo,
Perfumado rubro,
Macio rubro,
Rubro simétrico,
Pluripétalo rubra...
Efêmero momento.
Intenso e eterno momento...
No extremo da existência germina
O início da inexistência...
Então a entropia
Foi se delineado para o fim.
E o fim aconteceu.
Momentos depois
Tudo voltou ao início.
Sassá na Serrinha
Sassá viajou. Está na casa da tia Li. Ontem foi um dia de canseira. A viagem de João Pessoa a Serrinha é longa. Saímos do litoral da mata atlântica e cruzamos a caatinga no cariri e sertão da Paraíba. Subimos a borborema, passamos na rainha da Borborema Campina Grande, comemos os pães doce em São José da mata. Passamos na linda igreja de Santana, uma das mais lindas fachadas... Passamos em Joazeirinho, a charmosa Junco do Seridó. A linda cidade da Santa Luzia, São Mamede e Patos onde abastecemos. Seguimos até Malta, onde fomos ao novo Santuário da Paraíba, compramos queijo em Condado, fomos embora por São Bentinho, demos um olá na terra dos grandes paraibanos Arruda Câmara e Celso Furtado, terra de Helena Candeia a querida Pombal. Depois subimos no sentido Gericó, Mato Grosso, a terra dos donos do Bem Mais Riacho dos Cavalos e a terra de Chico Cesar... Fomos cair no Rio Grande em Patu...
E por Fim Serrinha minha terrinha.
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Devir
Numa manhã tudo terá passado.
E o sentido terá terminado.
Em uma manhã o que se mostrou,
Já não existe.
E nós que seremos?
Ver tantas vezes esse movimento.
Não dá para entender que tudo está mudando.
Tudo é devir.
Cedo ou tarde chega-se ao fim.
É só um pouco
Papai cuidava de nossas plantas em Serrinha onde na seca a água é um recurso escasso.
Ele cuidava das vincas, do jasmim de laranjeira, das graviolas, da laranjeira e do coqueiro.
Então quando chegava alguém ele conversava enquanto cuidava. E dizia é só um pouco para ela a planta não morrer.
Lembrou muito bem isso, meu primo gêmeo Livanilson filho de tia Nina.
É só um balde.
Ouvi papai falando.
Inteligente e amostrado
Sassá anda empolgado!
Gosta de ouvir que é inteligente.
Ontem comparamos um quebra-cabeça com 30 peças. disse para a mãe que ele montaria muito rápido.
Então em pouco tempo montou uma, montou duas montou três vezes.
O jeito é comprar mais outro.
Já está quase lendo...
A gente ri com ele.
E ele se sente todo orgulhoso de ouvir que é inteligente.
E amostrado.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Santa Luzia
Sassá foi a festa de Santa Luzia em Carnaúba dos Dantas, terra de seus amigos e seus pais o padrinho dele. Adorou a cidade, o monte do Galo, a grande nossa Senhora das Vitórias, a igreja de Santa Luzia, de São José. Ficou encantado com tantos romeiros, as bancas de brinquedos e comidas. Foi na cobra onde tem um parque de Dinossauros. Brincou, pulou, sorriu e se divertiu como nunca. Ontem no retorno estava rindo àtoa. Agradecemos muito por estes momentos tão eternos.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Desmame
Sassá agora parou de mamar. O contrato era só até cinco anos. Só que nós adiantamos a festinha para comemorar com os amigos. Então agora ele entendeu. Está sendo muito difícil, mas ele já entendeu e está sendo forte. Foi dormir ontem sem o cheirinho da mamãe. Desmame feito. A mamãe pode agora dormir bem. A mente controlando a vontade.
A madrugada do ser
Em silêncio a madrugada tece a manhã,
Em silêncio o tempo tece a existência.
Em silêncio a mente tece o ser.
A consciência se preenche de inconsciente e consciente!
A madrugada essa percepção,
Amanhece razão!
Conceitos universais...
Fenômeno, Giro copernicano...
Kant, Pessoa... Crítica da razão... tabacaria...
Amanhece!
Desperta! Cogito ergo sum... Descartes.
Razão - emoção!
Emoção - Razão...
A madrugada emotiva tece a manhã...
As moiras cortam o fio e a manhã nascida cresce.
E a luz intensa cega...
Ao meio dia que enxergamos de plenitude?
Estamos incomodados com o calor.
Os capins não estão nem ai.
Eles se adaptaram ao meio dia,
Aos campos abertos...
Platão grande sol...
Quantas metáforas adicionaremos a tua filosofia...
Quantos Deuses ensimesmados com suas "ideias",
Não percebem que tu sedes a gênese do pensamento ocidental.
Hegel, soube disso! Ancorou no ocidente!
Schopenhauer, encontrou um amanhecer no oriente!
Hegel e Schopenhauer são a ponta do iceberg do grade Goethe!
E Nietzsche! com uma linha firme teceu sua filosofia!
Poxa! Quero colocar Borges aqui!
Borges se encantou com os labirintos,
Borges via o labirinto no espelho.
Borges se encantou com as ideias
E leu e releu "As mil e uma noite"
Sabia profundamente da bíblia sua avó paterna inglesa sabia a bíblia decôr.
Nas não vi Borges falar de Cervantes! Um sol imenso.
Das maravilhas da vida me encantaram a música,
A madrugada me ensinou a ouvir o silêncio!
Na madrugada meu inconsciente me explicava as coisas,
Um lampejo de entendimento se fazia ai.
E do silêncio nasce a harmonia,
Cristaliza-se os pensamentos.
Então, por onde começar a ouvir a música,
O Chopin azul,
O Mozart amarelo,
O Bach vermelho,
O Beethoven verde,
O empolgado com o mundo das representações Wagner...
O que é isso amigos!
O que é tudo isso amigos.
Se chegou até aqui.
É porque tens paciência, é demasiado racional por buscar um sentido.
Está entrando em minha mente.
Podes até ver algo muito louco...
Mas não há loucura aqui há seleção.
Recentemente descobri a universalidade e a grandeza da fusão de canção, ideias e universalidade do mundo. Acreditem e é verdade. No meu torrão.
Eliseu Ventania e suas canções universais.
Desperto para o tempo, para a existência,
Sintético, preciso e peculiar.
Quem ouve sua canção por ele cantada encontra beleza e particularidade em sua voz autêntica.
Em Valdir Telez o paraibano-pernambucano encontrei genialidade.
Nos paraibanos do sertão Os Nonatos que brilha agora,
No Grande João Paraibano, no superastro pedra de quina Ivanildo Vila Nova...
E ver o mundo através das telas de Flavio Tavares, Clovis Junior, Wandemberg Medeiros...
Meu Deus Seridó, Agreste e litoral...
Bom me levou a ver toda essa luz os girassois de Gogh.
É preciso olhar de perto para enxergar o vermelho,
É preciso olhar de longe para enxergar o azul...
Princípio de ondem de tudo isso.
Bom ouvi isso de Cirne Lima lá do Rio Grande do SUL.
Quem entendeu Black?
Quem entendeu Hegel?
Quem entendeu a Paraíba e suas particularidades!
A peixada do amor,
A Feijoada do João,
A tapioca do Irmão Firmino,
Os bolos do Diegos...
Bom na parte está o todo.
E eis que o dia já acabou.
É isso.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Livre arbítrio
Inconscientemente algo acontece o tempo todo em mim.
O inconsciente!
A célula!
O irracional,
O racional.
Quem antecede?
Qual é a relação?
Vivo, enérgico, saudável.
Metafísica.
Existência.
Ser.
Tudo isso só faz sentido
A luz da razão,
A luz da consciência,
Do pensamento...
Que é tudo isso?
Desprender para mudar
O verão intenso,
Seca!
Poeira, e estiagem.
As árvores florescem e nem sentem,
Vão buscar água no subsolo.
Mas sofre e muda,
Abri a janela,
E ouvi o som das folhas se desprendendo dos ramos,
Folhas amarelas,
Flutuando pelo ar...
A Música
A música tem a capacidade de tirar do fundo da minha alma sensações profundas que vivi e não percebi neste mundo. A música se comunica com o inconsciente. A música nos faz se comunicar com o mundo de forma energética ou espiritual.
Carão com carinho
Ontem foi duro, Sassá estava muito danado. Desobediente, a mãe estava trabalhando e ele desobedeceu. Então ficou de aviso no quarto. Chorou, mas passou. Fui bastante duro com ele. Mas ele foi superior a mim. Disse que queria desenhar e escreveu no papel. Eu te amo mamãe, Deus te abençoe. E ai disse que queria outro papel. Então ele disse que ia fazer escondido. E pediu para eu dizer como Escreve...
Papai, Eu te amo! Deus te abençoe. Desenhou um coração e eu andando de esquete.
Então ele disse ninguém vai fazer um cartão pra mim.
Fiz. VINICIUS. Você é muito importante para mim. Te amo eternamente.
Depois fomos tomar banho e brincar na cama.
Eternos
Somos a soma viva de todos nossos antepassados que já existiram.
Somos impares.
Somos eternos.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Sorte
Nem percebi, mas aconteceu,
Do ramo surgiu um botão,
E do botão a rosa desabrochou,
O botão calado e tímido,
Passou desapercebido,
A rosa! se mostrou toda,
Se derramou em beleza,
Em simetria, em cor, em perfume e em maciez.
Por se mostrar de mais a rosa foi colhida,
Despetalada, devorada.
O botão teve plena sua existência,
Já a rosa!
Dependeu da sorte da vida.
Boa ou má sorte?
A existência se mostra
Não se percebeu o início,
Mas estava lá a se dividir
Mas estava lá a se multiplicar,
Da gema, cresceu um botão...
Por dias a se preparar,
Cresceu sem parar.
Um dia do nada,
A flor desabrochou,
Numa antese triunfal,
O botão se fez flor,
A flor negou o botão,
Em plenitude de beleza,
Pétalas encarnadas,
Pétalas perfumadas,
Pétalas macias,
Com os olhos devorava a beleza,
Com o nariz devorava a beleza,
Com os dedos devorava a beleza,
Foi só um dia de plenitude,
Apenas um dia de existência,
A rosa logo desapareceu,
Enquanto outros botões
Geravam as rosas,
Então! vale a pena plantar,
Vale a pena cultivar,
A existência é um fenômeno.
No Burracheiro
Ontem foi o primeiro dia de férias de Sassá. Com ele a casa fica cheia o tempo todo. Tudo muda de lugar. Inclusive nossas mentes ficam uma bagunça. Nós íamos ao dentista, mas não deu certo. Assim saímos para ir trocar os pneus no borracheiro Nil, no Castelo Branco. Fomos conversando, distraindo. Sai das três ruas, pega a avenida do contorno e ai vemos a mata e a universidade. Amamos! E ele pergunta mais uma vez, de 1001, quais os bichos estão ali... falo os que conheço. Vamos indo até o lugar. Lá, só observou. Ficou quieto e muito atento ao serviço. Não quis sentar-se no meu colo, preferiu o banco ao lado. E fiquei ali, abraçando e cheirando. Foi rápido. Então voltamos para casa e ele nem pode sair para caminhar comigo. A mamãe não deixou por ele está com uma tosse. Ficou lendo a turma da Mônika.
Gostar do cotidianho
Gosto do meu trabalho! Às vezes me pergunto como tudo aconteceu. Eu que na minha adolescência imaginava impossível passar no vestibular numa federal. Mas aconteceu e estou aqui.
Gosto do silêncio do campos, mas não é o silêncio do fim de semana ou dos dias feriados.
Não é o silêncio que promove os primeiros momentos da manhã. Aquele momento em que a mata ainda tem sombra de fria. Os portões recém abertos, o estacionamento vazio. Os meninos que lavam carro ainda estão tomando o café e conversando. Os terceirizados estão batendo os pontos e ou chegando e ocupando os recintos. Dentre eles tem Josenildo meu amigo e parça. A gente conversa sobre coisas triviais até chegar no Departamento. Então vou pra minha sala e tenho o silêncio. Não pense que sou o primeiro a chegar e a gostar disso! Não, Rivete, o professor de anatomia Vegetal, chega primeiro. Bem na minha sala, penso, escrevo e leio sob o silêncio ou o canto das aves. Contemplo a mata, a aroeira fernanda. E o meu dia vai ganhando forma, luz e paz.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Aprendiz
Minha vida mudou tanto quando passei para o ensino médio. Fui estudar a noite em Martins no Joaquim Inácio. Tive excelentes professores.
Um deles era uma professora, Oneide. Minha professora de português. Não tive dificuldade com ortografia, tive e tenho com a sintaxe. Enfim, adorava as aulas com os textos e suas análises. Gostava de escrever no caderno e ver ela escrevendo no quadro. Ela tinha cabelo curto, uma voz pensativa e gostosa de se ouvir. Havia uma áurea de experiência e amor pelo ensino. Um texto maravilhoso e marcante que nos passou foi o texto rua dos cata-ventos de Mário Quintana...
Nas tarde fagueiras, na minha cadeira de balanço, no corredor da biqueira, li e reli tantas vezes, as rimas, os sentidos e a solidão.
Aquele texto marcou para sempre na minha vida. Procurava e não encontrava e nem sabia que rua dos cata-ventos é um livro com 17 sonetos. E que o soneto que conheci foi o soneto II. Recente comprei um livro de poemas de Mário Quintana e descobri essas informações.
Estou descobrindo a genialidade ou a sensibilidade daquele maravilhoso poeta. Estou concomitantemente lendo o DNA do nordeste do poeta Lino e um livro de poemas e imagens de Wandenberg Medeiros. Já li Neruda, mas faz tempo que não leio.
Recentemente conheci a poesia de Waldir Teles... E conheci pessoalmente a poetisa Lizbethe Oliveira e converso sempre com o poeta Anacleto!
Em meio a este universo concreto e abstrato vou tentando dar alguma matéria para meu espírito construir alguma coisa.
Acho que em meio a estes busco temas que sejam universais.
Descobri ou redescobri o poeta de nossa cidade Martins Eliseu Ventania, que foi um grande cancioneiro...
E falar o que de Patativa do Assaré?
E falar o que de Borges?
O que afinal forja um poeta!?
Que falar de Drummond?
Manuel Bandeira?
Tiago de Melo?
Manuel Bandeira?
João Paraibano?
Pinto de Monteiro?
Estou apenas descobrindo...
Uma vida não seria suficiente...
E o grande Leonardo Bastião?
E Padeiro?
...
Salvo o absoluto...
E entender que tudo foi gerado numa aula de português?
Numa mente jovem com vontade de vencer.
Numa mente que acreditou numa ideia.
Que a palavra tem poder de mudar o ser.
Mestre Oneide!
As suas aulas me encantaram mesmo sendo pura abstração...
Mario Quinta naquele poema me fez viajar e agora terminado esse universo.
Conceição
Hoje é o dia de nossa senhora da Conceição.
Padroeira da minha cidade natal primeira Martins no Rio grande do Norte.
Minha avó sempre ficava feliz neste dia.
Era um dia de festa na época da avó, da mãe dela e de mamãe.
Eu não tive essa cultura, mas sei que mamãe gostava de celebrar a festa da padroeira de sua vida antes de nós.
Assim, peço bençãos e proteção de nossa senhora da Conceição.
Eterna manhã
O sol acendeu a manhã.
O vento afaga a manhã.
As aves cantam para a manhã.
O silêncio,
A palavra,
A contemplação.
Que fazer com tudo isto?
O sol aquece a manhã,
O vento refrigera a manhã,
As aves sentem o sol,
As aves sentem o vento,
Ora calam,
Ora cantam.
Eu que não faço nada
Apenas sou.
Apenas estou sendo,
Quando tu leres pode ser que ainda seja ou não.
Atemporal é eterna é a manhã.
Amor ágape
Semear o amor,
Aqui, alí e aculá,
E encontrá-lo na flor
Ou no riso do bebê,
É muito fácil.
Encontrar o amor
Na dor, na fome,
No choro isso é impossível,
Nesses momentos é preciso doar o amor...
Encher nosso peito de amor
E doá-lo sempre...
Estimularmos sempre
Para que sejamos amor.
Semear e cultivar o amor
E assim colher e doar amor.
Decifrar
Sábado, um 07 de dezembro, dia após a última aula do ano de 2025. Sentei com Sassá para ler e desenhar o amigo coala e a saga de sua arca. Livro encantador chamado "a Arca do Coala". Nós lemos e desenhamos os personagens. Foi encantador ver que o coala apresenta em suas mãos a divisão de três dedos sendo organizados dois para um lado e três para o outro diferente de nós que temos o polegar e os outros quatro. Só observação. O que me chamou a atenção foi o fato de Sassá ter aprendido a ler, timidamente, mas leu a primeira palavra. A poucos meses ele entendeu quando sua mãe pronunciou para mim a palavra V A- C I- N A. Fiquei radiante porque usamos a letra B e ele repetiu várias palavras com a letra Bola, belo, Beleza... Está quase lá. Depois desenhamos a garça bico de Sapato... E assim foi a manhã embalada em aprendizagem.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Apresentação de Natal
Sexta-feira, ocorreu a apresentação de Sassá na escola. Vestido todo de branco. Estava radiante com seus cachinhos e seu sorriso de tubarão. A coreografia junto aos seus coleguinhas foi linda. Foi também seu último dia de aula do ano 2025, infantil V. Segundo ano Carl Rogers. Estamos radiantes, pois já está quase lendo. Conhece todas as letras do alfabeto. Sábado Nós brincamos de escrever e ele já leu algumas palavras. Falta pouco para ele tomar consciência disto. Enfim, A apresentação foi linda. Depois fomos para o mangabeira Shop e ele ganhou um livro lindo. Chegamos em casa e fomos lê o novo livrinho. A arca do Coala... Gostamos muito dos desenho.
Gratidão
Na minha vida parecia haver um vazio. Como a gente é perdido da vida quando é jovem. Vazio nada, meu mundo era amplo e maior do que eu conseguia ver. Eu tinha pai e mãe e avós e tios e um lar e bichos e tanta coisa. As Músicas que enchiam minha vida de esperança Padre Zezinho... Tínhamos Deus em nossos corações e todas as suas extensões nos sentimentos amor, paz e alegria... Tudo isso me enche de alegria e gratidão. Vejo o mundo com a doçura do meu, a suavidade da brisa antes da chuva, universal como seu cheiro... Gratidão.
A minha mãe
Minha mãe, minha mãe, minha mãe.
Hoje é dia de nossa Senhora da Conceição! A ti era sinal de felicidade.
Filha de uma Mariana, sua mãe era uma Maria da Conceição.
No seio de Martins nascestes e assim também o foi sua mãe e sua avó... assim tivestes seus filhos.
Acendi duas velas a imaculada Conceição uma para a vovó Sinhá e outra para ti minha mãe.
Sim, Quando você partiu senti o maior vazio de minha existência, mas Nossa senhora da Aparecida no dia 24 de julho me fez entender a eternidade do mundo e da existência, me fez entender que estavas com ela, então meu coração sossegou.
Obrigado pelo seu infinito amor e por tudo que me ensinou mamãe... Sabe mãe a gente tem que ensinar aos nossos filhos a bondade e o amor e a vida se encarrega da felicidade de cada um, da paz e do sossego.
Mamãe! Sempre te disse que te amava. E continuo te amando e sendo grato por tudo.
Sou franciscano e mariano... Sinto falta de nossa terra. Ali onde os nossos se multiplicaram e vivem. Ali onde nossa existência tanto aconteceu... Só levo uma coisa frente a tudo isso que é o amor ao próximo.
Amém
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
Orgulhoso
Sassá já tá todo animado porque vai para o infantil cinco. Ontem saiu da escola com um sorriso enorme no rosto. Ele vinha trazendo a lancheira, a pasta e a pasta de livros. Enérgico e feliz não me deixou levar seus materiais escolares até o carro. Quis fazê-lo sozinho. E eu rindo dizia: - Vixe! Que rapazinho. Ano que vem é infantil V. Todo fofo levou o material até o carro. Quando chegamos em casa! Ele subiu primeiro. Enquanto isso fiquei aguando as plantas. Então ele desceu sozinho, pegou os materiais e os levou para casa. Muito orgulhoso. Em casa tome fazer brincar, pular, rir, falar... Essas coisas que amo.
Vejo
A imagem no espelho revela marcas do tempo vivido.
As experiências, os encontros, os afetos.
Cada marca tem um dia, um momento, um instante.
A mente se apega a um traço,
E abre a porta da memória e divaga.
Onde estou nesta história?
Em frente ao espelho,
Atrás do meu olhar,
Em algum lugar sem espaço,
Pois memória não tem materialidade...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
Falta da tia Li
À noite, ontem, fomos ao parque Solon de Lucena, a lagoa. Está linda, com muitas luzes coloridas e reluzentes. Sassá correu pra todo lado. Todo feliz! Fomos a casa do papai noel, tiramos fotos nos homens de neve, nas estrelas de luz, no túnel. Caminhamos pelo entorno de toda a lagoa. Tinham parques e bancas de comidas. Depois deixamos a tia Li na rodoviária e se fechou a visita de tia Li que veio para o aniversário de Sassá. Ontem de manhã eles foram a praia de Cabo Branco e almoçaram no Shoping sul. Bem, após deixar tia Li na rodoviária, Sassá ficou morrendo de saudades. Quando chegou em casa ele disse que estava sentido falta da tia Li. Depois sossegou, tomou banho e dormiu como um anjo.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Terceira-romaria Nossa Senhora da Penha
Sábado, 29 de novembro de 2025
Fomos a procissão da Penha Lidiana, Vinícius, Dayane e eu.
Saímos do centro e caminhamos até o nosso Bairro Bancários.
Foi uma chuva de Bençãos do início até o fim.
Estou tão feliz pela presença da minha irmã e do meu filho e da minha esposa nessa belíssima caminhada,
Cheia de gratidão na alma e amor no coração.
Graças eternas...
Via, além do mar
Jesus Cristo é luz e amor
E são Francisco nele se inspirou,
Frei Damião ele professou.
Aprendi a rezar o pai nosso e nunca mais parei de orar
Essa oração que Jesus deixou,
Em Canindé romeiro não para de chegar
Para sua fé em Francisco professar.
No interior da Paraíba, e do Pernambuco
Frei Damião é inspiração de força,
Amor e fé...
Jesus, Francisco e Damião Pilares de nossa existência,
Exemplos de fé, resistência e amor,
Frei Damião aqui pisou, a professar
A fé em Cristo...
Quem sou eu nesta
Historieta
Um devoto que só
Tem a agradecer
Por tudo de bom
Para a vida nestes mestres da vida
No Cristo
A minha melhorar.
Fé em Cristo
Jesus Cristo pai eterno,
Uma estrela apontou
E seu nascimento anunciou.
Quando nasceu
Sua mãe o acolheu.
Jesus Cristo ensinou
Aos pecados perdoar,
Dos pecados se livrar...
Jesus nos ensinou pela palavra e pela ação...
A ouvir e a calar,
Pra depois anunciar
Seu entendimento sem julgamento...
Em silêncio resistiu,
E da cruz se fez a luz,
Um cordeiro embolado
Nos tirou o pecado, para sempre eternizado.
Não tem um só ser
Que conhecendo faça reverência,
Agradeça e reze e torne mais leve a consciência do viver.
Poetisa
Aquela senhora tão agradável, minha amizade cativou. Seu sobrenome de planta Lima e Oliveira. Sua pele flor de Jitirana com ouvido ativos e atento ao momento. Filtrou o seu olhar no meu olho me olhou minha alma escaneou. Generosamente histórias me confessou, como um cubo de quatro faces de seis cores a nossas almas se combinou em poesia, contemplação, amizade, atenção cumplicidade e admiração.
Uma Lima paraibana, um Teixeira potiguar um encontro espetacular e o momento concluído plenamente vivido e nada mais.
Novo dia
Acordei fui a janela e vi viva a madrugada.
O vento frio soprava, uma estrela no nascente brilhava, o galo longe cantava, o bem-te-vi aos irmãos algo anunciava, os grilos alto cantavam.
Desperto e contemplei a alvorada...
Feliz fiz uma viagem no tempo Vovó Zé, vovô Sinhá, papai Chico... Tão contente acordavam e suas mentes a pensar no dia por se doar e a vida se realizar.
Voltei e me deitei e contente agora estou com a conclusão deste evento concluo meu pensamento.
Apenas intuição
Eita que Sassá está muito esperto. Está com a tia de visita em nossa casa. Ontem, mesmo minha irmã que é doida por televisão falou que nós deveríamos ter uma tv em casa. E ai Sassá já foi concordando com a tia. É verdade tia, o meu papai tinha que comprar uma televisão pra gente ver desenhos. Bom a gente não pode livrar os filhos desses acessórios, mas quero antes de mais nada que ele primeiro aprenda a ler. Depois que ele aprender a ler ai vou pensar no caso. E não tenho argumentos amarrados quanto a isso é apenas intuição.
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Cinza
Cinza metálico e frio,
Ferro e alumínio,
Cinza nublada tarde.
O silêncio das nuvens!
Cinza cas fria,
O fogo brulando.
Delimitando uma existência.
Presentes
Sassá está tão feliz com seus novos brinquedos. Ontem tadinho queria atenção, trouxe os brinquedos, mas estava tão cansado que nem consegui brincar como deveria. Até apaguei na rede. Depois fui para o quarto. Ele estava com a mamãe lendo a turma da Mônica, mas a mamãe dormiu também. Ele viu o livro doutora era uma vez e dormiu. Ai, levantei apaguei a luz e roncamos.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
Aniversário do Sassá
Sassá ficou muito feliz este fim de semana 29-30/11/25. Foram dois grandes eventos. Contamos até com a presença da tia Li. Sábado fomos à romaria da Penha, saímos da igreja Nossa senhora de Lourdes e caminhamos até os Bancários. Ontem domingo, ocorreu a festa em comemoração aos seus cinco anos.
Essas coisas que enchem o coração de felicidade.
Últimos dias de 25
Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...
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As cinzas As cinzas da fogueira de são joão, abrigam calor e brasas, cinzas das chamas que alegram a noite passada. cinzas de uma fogueira f...
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Um pensamento me tomou a pouco tempo. Era uma memória, dessas que aparece e não dá em nada. Bem, ultimamente tenho voltado no espaço e no ...
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Fevereiro passageiro, Toda soma é quatro lua Dia e noite a se fechar. Sol, estrela, luz e calor O verde da mata cinzento, Mata cansada, e e...
Gogh