Em nosso jardim morava uma gata. Apelidamos ela de mel pela cor do pélo. Já estávamos acostumado. Sassá gostava dela. Ela ora se escondia atrás das espadas de são jorge, ora está sobre o local de colocar o lixo. A vizinhassa que alimentava ela a chamava de aurora. E quinta-feira ela desapareceu. Não sei ainda como vou contar a Sassá esse fato. Será se vai voltar a aparecer? Espero que sim.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Ronronar
Os gatos ronronam,
Ronronam sem parar.
É a força da lua,
É o calor dos dias?
O que será que está a despertar,
A vontade de procriar...
Gatos, ronronam...
Nas cálidas manhas,
Auroras matinais.
Que veio a provocar.
Mata e o seu tempo
A mata encanta,
Ao sol despertar
Videscens as folhas,
O marrom cobre o solo,
E as aves cantam baixinho,
Parecem o vento acompanhar,
O canto suave das árvores...
Uns pássaros não se aguentam,
E explodem a cantar,
Sanhaçu coqueiro,
Patativa...
E a silenciosa harmonia impera na natureza,
Outubro chegou já.
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
O gato mago
Véa é o nome que o pessoal do departamento colocou numa gata malhada de preto e vermelho.
Sempre a vejo aqui, ela mora aqui. Foi adotada pelos professores.
Bem, nunca tinha visto ela limpando a cara. Comportamento comum entre os gatos usar a língua e a pata para lavar o focinho.
Lá em casa, como em todas as casas do interior era comum criar gatos. Tivemos inúmeros gatos. Nos apegamos muito a eles, dando nome e um bom cuidado.
Bem, não estive presente neste momento, mas sei que aconteceu, pois mamãe sempre repetia.
Certo dia, mamãe estava com tia Raimunda, irmã de papai. Juntas viram um gato limpando o focinho.
Então minha tia falou que gatos ao limparem o focinho está adivinhando uma visita.
Disse a mamãe que era sinal de visita.
Então aquela primeira vez que mamãe viu esta predição foi proferida por tia Raimunda, irmã de meu pai.
Mas não teve a curiosidade de perguntar para tia quem havia ensinado para ela.
Nossa tia, morreu de câncer, quando eu tinha apenas quatro anos. De maneira que não me lembro de nada, mas era muito comum a gente ver o gato limpando o focinho e cada vez que a gente via e mamãe estava presente, havia a mística que iriamos receber visitas. Assim, mamãe endossava, finada Raimunda dizia que quando o gato limpa a cara é sinal que tem visita na casa. As vezes, havia visitas, as vezes não.
O fato é que esse conhecimento foi transmitido, num espaço e num tempo e vem se disseminando essa ideia.
Por gostar de histórias escrevi e escrito está.
Aniversários
Sassá foi ao aniversário de seu amigo, o segundo do mês. Sexta tem outro.
Se divertiu muito, brincado, socializando, se alimentando.
Comeu doces, brincou com os objetos.
Foi uma alegria só.
Primeira impressão
Só existe uma primeira impressão,
A segunda impressão é percepção,
A terceira impressão é uma ilusão,
A quarta impressão reflexo da realidade.
Só existe uma impressão,
Existe inúmeras percepções,
Existem ilusões.
A realidade é o ponto inicial para o conhecimento.
A repetição a oportunidade de aprender
e entender a realidade.
Verso
Os versos me encantam,
Versos rimados ou livres,
Versos percebidos,
Versos pensados.
Versos com rima,
Versos com estima,
Versos versados.
Verso uma face do universo.
Que se percebe ouvindo,
Que se percebe lendo,
Algo se exprimindo,
Algo com início,
Algo com meio,
Algo com fim.
terça-feira, 7 de outubro de 2025
A areira
No cinza da catinga fechada,
Espinhos, garranchos a vista barrar.
Imperiosa a aroeira imersa ali está,
Seu tronco forte a sustentar,
Seus numerosos ramos ao céu apontar,
O termo e luminoso setembro,
Suas folhas lhes fez deixar,
Nua, de ramos cinzas inflorescências faz brotar,
Flores diminutas, a convidar, os bichos dela se alimentar...
Meliponias, aqui e aculá,
Na galha de lá um arapuá a morar.
Do alto vem bichos o mundo contemplar,
Venho sabiá, papa-arroz, sanhaçu...
Difícil não encontrar nessa magestosa árvore,
O calado carcará...
Agora, que amai contemplar,
Guardei no coração,
Essa imagem linda de contemplar...
Nestes versinhos...
As aroeiras vou eternizar.
Ao trabalho
Entre uma atividade e outra,
Uma pausa, um pouso, um repouso.
Livros dispostos pelos lados,
Livros usados,
Livros intactos,
E a vontade de devorá-los...
Salvo o tempo,
Nada posso fazer senão desejar...
O tempo do pouso é curto,
Mas a vontade de abstração é imensa.
Eis ai o espaço,
Eis ai o tempo,
No abstrato, dispenso o espaço,
Jamais o tempo.
Como um carcará na aroeira,
A beira da estrada se apressa em voar,
Perante um olhar.
Preciso voltar a trabalhar.
E os anos passam
No silêncio outubro desperta, de anos indos 2025. Para trás comemoravamos mais um ano de vida de minha amada mãe.
Este ano é o quarto sem sua fisicalidade.
Só sua essência se mantém em nossos corações.
Outubro, franciscano outubro,
Tinges o céu de azul, sopras o vento desenfreado,
Faz a rosa sedenta desabrochar no jardim e olhar e agradecer por tudo.
E entender oh outubro quão depressa tudo se faz e desfaz.
Últimos dias de 25
Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...
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As cinzas As cinzas da fogueira de são joão, abrigam calor e brasas, cinzas das chamas que alegram a noite passada. cinzas de uma fogueira f...
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Gogh