Sassá foi ao aniversário de seu amigo, o segundo do mês. Sexta tem outro.
Se divertiu muito, brincado, socializando, se alimentando.
Comeu doces, brincou com os objetos.
Foi uma alegria só.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
Sassá foi ao aniversário de seu amigo, o segundo do mês. Sexta tem outro.
Se divertiu muito, brincado, socializando, se alimentando.
Comeu doces, brincou com os objetos.
Foi uma alegria só.
Só existe uma primeira impressão,
A segunda impressão é percepção,
A terceira impressão é uma ilusão,
A quarta impressão reflexo da realidade.
Só existe uma impressão,
Existe inúmeras percepções,
Existem ilusões.
A realidade é o ponto inicial para o conhecimento.
A repetição a oportunidade de aprender
e entender a realidade.
Os versos me encantam,
Versos rimados ou livres,
Versos percebidos,
Versos pensados.
Versos com rima,
Versos com estima,
Versos versados.
Verso uma face do universo.
Que se percebe ouvindo,
Que se percebe lendo,
Algo se exprimindo,
Algo com início,
Algo com meio,
Algo com fim.
No cinza da catinga fechada,
Espinhos, garranchos a vista barrar.
Imperiosa a aroeira imersa ali está,
Seu tronco forte a sustentar,
Seus numerosos ramos ao céu apontar,
O termo e luminoso setembro,
Suas folhas lhes fez deixar,
Nua, de ramos cinzas inflorescências faz brotar,
Flores diminutas, a convidar, os bichos dela se alimentar...
Meliponias, aqui e aculá,
Na galha de lá um arapuá a morar.
Do alto vem bichos o mundo contemplar,
Venho sabiá, papa-arroz, sanhaçu...
Difícil não encontrar nessa magestosa árvore,
O calado carcará...
Agora, que amai contemplar,
Guardei no coração,
Essa imagem linda de contemplar...
Nestes versinhos...
As aroeiras vou eternizar.
Entre uma atividade e outra,
Uma pausa, um pouso, um repouso.
Livros dispostos pelos lados,
Livros usados,
Livros intactos,
E a vontade de devorá-los...
Salvo o tempo,
Nada posso fazer senão desejar...
O tempo do pouso é curto,
Mas a vontade de abstração é imensa.
Eis ai o espaço,
Eis ai o tempo,
No abstrato, dispenso o espaço,
Jamais o tempo.
Como um carcará na aroeira,
A beira da estrada se apressa em voar,
Perante um olhar.
Preciso voltar a trabalhar.
No silêncio outubro desperta, de anos indos 2025. Para trás comemoravamos mais um ano de vida de minha amada mãe.
Este ano é o quarto sem sua fisicalidade.
Só sua essência se mantém em nossos corações.
Outubro, franciscano outubro,
Tinges o céu de azul, sopras o vento desenfreado,
Faz a rosa sedenta desabrochar no jardim e olhar e agradecer por tudo.
E entender oh outubro quão depressa tudo se faz e desfaz.
No silêncio outubro desperta, de anos indos 2025. Para trás comemorávamos mais um ano de vida de minha amada mãe.
Este ano é o quarto sem sua presença.
Só sua essência se mantém em nossos corações.
Outubro, franciscano outubro,
Tinges o céu de azul, sopras o vento desenfreado,
Faz a rosa sedenta desabrochar no jardim e olhar e agradecer por tudo.
E entender oh outubro quão depressa tudo se faz e desfaz.
A lagoa
O grande espelho da lagoa, embeleza a cidade de João Pessoa.
Rodeada de belas palmeiras. Gordas Macaúbas, altas palmeiras imperiais, tem também os jerivás e sabais. Num canto toma o céu as sertanejas carnaubeiras.
Fui lá passear, achei tão vazia,
Mas de uma beleza indomável, atemporal...
A marca do tempo e da glória, nos bambus, nos ficus, nos antigos oitis.
Aqui muito se refrescou o paraibano que em João Pessoa buscou uma solução para seu problema econômico, de saúde, de passeio.
Lagoa que recebe na rua que vem da rodoviária, paraibanos sertanejos, caririzeiros, brejeiros, seridornes, curimataueses e muito mais.
Aqui se busca a esperança.
Conheci Antoni José, numa tenra idade em cadeira de roda com tanta ganas de viver e se movimentar.
E me puz a pensar, no que já aconteceu. Nas vezes cegas que aqui pisei, morando em Natal.
Lembrando das tardes ensolaradas... Das tardes enfeitadas de natal.
E por por aí se vai...
Gerando memória em nós.
Domingo à noite, a televisão está ligada no SBT, ali na sala. Jantamos e saímos para nos sentarmos em frente a tv. Sílvio Santos anima o programa. O que esperamos da vida? Nada. Torcemos para que o participante ganhe no jogo. Os anos puseram cabelos brancos na cabeça de papai e em mamãe caiu-lhes a saúde. Mas a vida é essa simplicidade. E dias assim se repetiram pela eternidade de nossas vidas breves. Os acontecimentos enchiam as nossas vidas. E a responsabilidade de dar conta do amanhã.
Foi-se o papai, a mamãe e o Silvio Santos. O tempo deles se esgotou.
Hoje é domingo, agora é noite. E ainda tenho o reflexo destes momentos singulares em minha existência.
Depois papai deitava no quarto, mamãe também e eu também. A noite se fechava e um novo dia nascia.
Meu avô e minha avó paterna eram católicos. Vivi muito pouco com eles. Convivi mais com minha avó. Meu avô morreu em 1988 quando tinha nove anos e minha avó em 1995 quando já tinha 14 anos. As memórias que tenho de onde moravam no sítio Sampaio são como fotografias apenas. Lembro da voz de minha avó. Posso remontar sua imagem com a ajuda duma fotografia. Pouco resta desta face de minha vida. Papai trouxe muito deles, mas não conseguia determinar o que veio deles por não conviver com eles. Muito deles está difundido entre os filhos e netos. Como identificar?
O católicismo franciscano, a alma de Rosângela minha irmã. Não sei mais.
Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...