sexta-feira, 12 de setembro de 2025

O bolinho

 Sassá está esperto!

Estamos brincando com as palavras e as fomas.

Gostamos de brincar com rimas das palavras.

Pato rima com gato...

Lindo rima com findo...

Comprei um livro chamado quem comeu os bolinhos.

Já lemos várias vezes.

Ontem como estava disponível, peguei-o para ler, mas antes.

Exploramos as imagens na capa e contra-capa.

O que! um bolinho sapato.

O que! um bolinho sapo.

O que! um bolinho piranha!

O que! um bolinho gato.

E rimos, antes de ler nos divertimos com essa brincadeira.

Depois li, li outro...

E ai fomos brincar na cama.

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Cerração em setembro - 2025

 No dia cinco de setembro de 2025,

Estava em Serrinha dos pintos e algo surpreendentemente aconteceu.

Eu nunca tinha visto.

Era uma sexta-feira.

Acordei e vi a maior cerração.

Sai para caminhar e tudo estava fechando de cerração.

A gente não conseguia ver a uma distância de 100 metros.

Foi surpreendente, e o mais surpreendente é que durou a manhã inteira.

Com respingo de chuva e cerração.

Foi um dia, mágico, incrível.

O dia todo foi fresco e nublado.

Passamos até o dia inteiro em casa.

Sassá

 Ontem, Sassá se ocupou de desenhar,

Fez lindos desenhos de animais selvagens.

Sassá ama animais.

Diz que vai ter todos quando crescer.

Desenhou um lince,

Um cão vermelho,

Um coala...

E uma paisagem associada ao bicho.

Um chão.

Uma árvore.

Admiro com amor sua gana de desenhar.

Mãe

 Uma música toca minha alma.

Ave maria!

Acende em minha mente

A saudade de minha eterna mãe.

Maezinha que me alimentou,

me amou...

Enquanto estivemos presentes,

Compartilhamos o maior sentimento.

O amor.

Mãe sinônimo de amor.

Eva, Maria, Francisca...

Três pedras

 Três pedras catei na estrada,

Santíssima trindade eu representei,

Pai, filho e espírito santo.

Sagrada família evoquei,

Jesus, Maria e José.

E rezei três pai nossos

E três ave marias.

Era granito ou quartzo.

Olhando para o espírito,

A fria pedra se aqueceu com meu calor.

Rocha infinita.

Três uma representação de completude.

Início, meio e fim.

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Ave a cantar

 No alto da aroeira,

Uma ave a cantar!

Sozinha cantava,

Parecia contente!


Interessante pois essa ave vive em bando...


Parei e contemplei.


Mas me veio uma indagação.


Completa!


Por que cantar?

Pra que cantar?


Qual a vantagem!


Se estava sozinha...


Se o canto não é uma memória 

ou um texto...


Seria uma ave poeta?


Talvez não, mas era uma ave completa.


A gente chama a chama de papa-arroz,

Outros de chopim,

Outros de vira bosta...


E o que tudo isso importa.


Aquela ave completa,

Era uma pontinha dos mistérios divinos.

O angico

 Caminhando vi o espaço passar,

Vi pedras no chão,

Vi a vegetação sedenta,

Vi a imensidão do lugar...


Vi um angico gigante,

Nu, sem uma folha a avistar,

Totalmente armado com seus cones espinescentes,

Tamanho era sua majestade,


Parei para contemplar.

O sadio é belo por ser pleno.


Só ramos e tronco,

Eterno o angico 

Que um dia foi semente,

Um dia foi frágil...


Não tem passado, presente ou futuro.

Ele é!

E isso é tudo.

Desabrochar da manhã

 Na caatinga cinza,

A manhã a despertar,

Nos arbustos aves a cantar,

Na caatinga cinza,


O vento a assoviar

Entre tantos garranchos,

E as aves a imitar,


Galo de campina,

Sabiá,

Tico-tico,

Roxinó...


Parei para contemplar,

Na beirada do lajedo,

Vive uma aroeira,

Que cresceu tanto,

Tanto que de longe é avistada.


E foi ali o lugar

Que escolheu o carcará

Ver a manhã desabrochar...


No vai e vem da estrada,

No querer ir e voltar,

As pessoas nem percebem o lugar.


Caminhando achei tão velo,

O falcão a contemplar.

A manhã desabrochar.


Aroeira

 Setembro, mês que significa sete, mas é o mês nove.

Fui a minha terra natal,

Vi tudo tingido de dourado,

Vi tudo tingido de cinza...


Pedra branca, pó branco,

Pedra preta, pó branco.

E o vermelho num barranco...

Amarela poeira ao vento solto.


Do cinza árvores nuas,

Árvores plantando bananeira,

Para o sol, para o tempo.


Quem é esta?

Eram as aroeiras,

Floridas e chumbadas...


Suas flores ao vento,

Visitadas por abelhas,

E pelas aves felizes a cantar.


Aroeira...

Tu florida é tão sublime,

É tão bonita...


Sua copa aberta,

Sua altura esgalhada,

Convida as aves a cantar,


Ao raiar do dia,

Ao raiar da noite.

Fotografia

 Uma fotografia o que contém?

Memórias. Memórias. Memórias.

Memórias objetivas.

Memórias subjetivas.

Uma imagem do que é real.

Uma imagem do que é temporal.

Uma imagem com memória particular.

Memória do momento.

O que é se cristaliza.

Enquanto incessante muda.

Ser assim,

Ser ai.

A 10 anos num texto escrevi...

Uma frase...

Uma fotografia com memória subjetiva...

Com memória de experiência,

Com memória de um momento...

Captado por um olhar,

Desperto por uma percepção,

Processada em uma mente,

Objeto de uma consciência...

Pura abstração,

Pura virtualização.

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh