domingo, 27 de setembro de 2015

Acontecendo

Meio dia,
A  luz intensa,
A terra frouxa,
Poeira e vento,
Ervas murchando,
Árvores sombreando,
Que fazer primeiro?
Preguiça,
Tira a cortiça,
Enche a taça e brinda,
Que mais uma tarde chegou.

Vida e morte

Vida,
Morte,
Movimento, ação,
Inércia, estática,
Ser,
Foi,
Existência.

sábado, 26 de setembro de 2015

Tarde

A tarde que encanta,
Quem sabe cantar, canta,
Quem sabe pintar, pinta,
Por outro lado sou só contemplação,
Ouço e sinto o vento,
Vejo as cores encarnadas,
Se apagando feito vela,
E o dia partindo,
Sumindo,
Até a eternidade.

Ter amor

Pouco temos consciência de que nossa existência é finita.
Temos a certeza da morte, mas quando virá é uma incógnita.
O tempo vai nos domando, nos experimentando, nos preparando
Para a partida que muitas vezes é dolorosa,
Não é maravilhosa e festejada como a chegada.
E a gente vai descobrindo a vida e se encantando
E se apegando ao mundo, às pessoas,
Até que não aceitamos a partida e queremos permanecer aqui,
Sem perceber que estamos constantemente em mudança,
Dia e noite, mês após mês,  lua após lua,
Estação após estação, doença e cura...
E o ciclo da vida se completa,
E a imortalidade e o tempo nos torna prisioneiros de nossos próprios corpos,
Nossos subjetivos seres.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Envelhecer

Envelhecer
Algo surpreendente e dramático,
A gente chega cada vez mais perto do fim,
Mas no meio pode está todo o início,
No meio pode surgir uma nova vida,
Envelhecer ao lado daquilo que iniciou novo,
Que se conheceu, se uniu, se cimentou,
Saber como é isso é doce,
Mas temer é se perder,
Que caminhos seguimos?
Acho que envelhecer
E se perder é trágico
E nada poético
E um fim abreviado.

Subjetivo

O silêncio da noite enluarada,
Um carro a passar,
Grilos a cantar,
Estrelas cintilando,
Memórias,
Doces memórias,
O calor,
O sono,

Niílismo,
O medo,
Egoísmo!

Tudo que me envolve
É tão peculiar,
Subjetivo...

Alteridade como crer?

Só o meu ser,
A pensar,
A penar,
A existir
E se angustiar com o ser,
Isso é viver.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Continuidade

A noite,
As ervas pequenas fecham suas folhas e flores,
Parecem dormir,
E pela manhã abrem suas folhas e flores,
Parecem sorrir,

A vida é assim,
Dia e noite,
Feliz e triste,
Dialética,
Poética,

De um dia para o outro,
De um mês...

As coisas acontecem,
As coisas se tecem...

E não existe um fim,
Apenas uma continuidade.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Arte

Faz falta,
Correr no tempo,
Buscar com sede algo,
Nos faz esquecer dos movimentos da vida,
Elucidado pela poesia,
Pela música,
Pela pintura,
Tudo quanto é arte,
Das mãos de um humano qualquer,
Pode surgir uma beleza eterna,
Da rocha,
Da madeira,
Da corda,
Do pano...
Engenho humano,
Puramente humano...

Calypso

O silêncio limpo da noite,
Grilos a cantar,
Escuro,
Lua crescente,
Um chá,
O sono,
O descanso mais que merecido, vigoroso,
Depois de um longo dia,
Só uma noite para repor as forças,
Amanhã é outro dia,
Sabe lá o que virá.

domingo, 20 de setembro de 2015

Prazer

Domingo,
A cama caliente,
Um livro,
Café lauto,
Um chá,
Tempo para si,
Sair a passear,
O prazer de almoçar,
E sentir a tarde passar,
Suave, fresca,
E a noite ornada pela lua,
Todo mundo bem,
Saúde e paz,
Hoje foi um dia perfeito,
Como são bons dias assim.

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh