sábado, 26 de fevereiro de 2011

Respira

Quando o sol frouxo no céu
Vai caindo no poente,
sopra uma brisa quente,
O céu de azul intenso véu

e o refrescar a alma,
o corpo pede calma,
infla o peito, respira,
sente o aroma do mundo,
que não tem nenhum fundo,

Sente algo profundo
o doce aroma da vida,
O doce aroma das flores,
Suas formas e cores...

Então te atraem a atenção,
quando a vida parece
última,
eterna seja a música,
a poesia, para que
possas refrigerares
o espírito,
o corpo envelhece,
a matéria quer renovar,
nessa vida breve,
finita
que nos resta senão viver,
sofrer,
crer e amar,
quando a brisa
depois do meio dia soprar,
quando de barriga cheia
estiver,
respira,
olha as flores,
sente o aroma
da vida
e agradece,
pois pode ser o último momento!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Metafísica e o devir

Perdido pensando!
Às vezes as coisas não fazem sentido no mundo fora do nosso mundo e quando saímos de nossas rotinas, nos achamos em outro mundo. Hoje a noite sai para fazer um social com os amigos em especial a um que acabara de entregar a tese para defesa. Saímos e fomos para um bar famoso aqui em Barão Geraldo, o bar da Coxinha, fomos, conversamos muito, tomei uma coca. Conversamos muito e as horas se passaram, então voltei para casa. Vim caminhando. Aquele mundo escuro cheio de luzes, pessoas diferentes, o escuro, as estrelas, os bares a noite.
 Voltei para casa contando os passos, olhando as estrelas, vendo a luz amarela das ruas vazias, esperando que algum vento soprasse, mas para meu desespero o vento não veio, só senti calor.
 Quando pensei na vida, pensei nos dias, meses e anos que vivi e percebi que muitas coisas fazem sentido, mas outras não fazem. Pensei num raio, enquanto olhava para as estrelas em tudo isso, lembrei então de quando morava em Serrinha, quando olhava para o céu, para as estrelas e pensava no futuro. Hoje meu futuro está tão próximo, que as coisas tem que serem realizadas num curto tempo. Mas assim o é. Vivendo neste mundo com estas condições no consolidamos, solidificamos e nos transformamos nas pessoas que somos, cheias de receios inseguras. Tudo isso se passou em minha cabeça. Finalmente a noite acabou.

Forma

Sedes como a água
e toma toda forma,
se está quente evapora,
se está frio congela
e se precipita feito chuva.
se adiciona açúcar adoçada fica,
se for sal, salgada fica.

Toma a alma da água
para ti, atravessa toda
dificuldade, sedes
onipresente,
do nascente ao poente,
derramas tua alma,
em busca da calma,
sedes pleno,
e vivo, vai além da água.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Rosa e a vida

Há muitas coisas na vida que nos encantam. Mas as coisas que mais nos encantam são coisas que cremos ser belas. Uma bela história, uma bela conversa, uma bela paisagem, uma bela imagem. Bem adoro boas histórias, por isso gosto muitas vezes de ler algo romântico, ouvir as pessoas contarem os casos.  As conversas são para pessoas comunicativas, é muito bom está num ambiente com alguém que tem uma boa conversa, mesmo que sejam invenções. As belas paisagens são coisas puramente subjetivas, o que pode ser pra mim não o é para outra pessoa, sem o argumento de o que é belo simplesmente é, mas ainda assim acho que é subjetivo. E o que é uma bela imagem senão algo que faz bem pra nossa alma. As coisas que me encantam são simples, no entanto é preciso aprender a arte de viver. E dessa forma ser encantado com a vida.

Certo dia vi uma rosa desabrochar,
era uma rosa vermelha,
com forte odor, delicioso odor, de rosa,
com a maciez de uma rosa,
com folhas compostas, glabras e serreadas,
serreadas imparipinadas de rosa,
certo dia percebi
quão efêmero
são esses momentos,
vi na rosa a beleza,
não ignorei os espinhos,
porque descobri
que a rosa era a vida.

Estado

Quando não estamos bem
as coisas a magia perdem,
ficamos assim sem alegria,
é uma sensação tudo bem

mas não caíamos nesses males,
paciência é um momento,
suportemos passar nesses vales
logo tudo vai passar isso recomendo.

Mal estar

Ultimamente não estou me sentindo bem de saúde, mal começou a semana já tive mau estar na região nasal, acabou e surgiu um pigarro na garganta e uma afta. Nossa! como isso me dá uma impaciência tremenda, sinto vontade de sair correndo, mas pra que só se for para tossir até por o pulmão pra fora. Que coceira chata, que calor. Não dar para curtir mal estar no corpo, o pior que estou me cuidando. Encho meu corpo de vitamina C, suco de limão e laranja, tomo água a manhã toda, mesmo que seja adicionado terere, como no horário, tomo mel, como fruta, mas puxa vida nada disso funciona. Estou ficando um saco, quero dormir hoje como uma pedra. Ah, se pudéssemos desmontar as partes hoje dormiria sem a garganta. Mas é isso há de passar o mal está físico. Ultimamente não estou me sentindo nada bem.

Phyllanthus acidus

No pátio da taxonomia daqui da unicamp tem um grande Phyllanthus acidus que todos os anos sobre molestados por lagartas. Ano passado passou intacto, mas esse ano já está nu. As lagartas vieram e não deixaram um folíolo a vista. 

Sol nascente

Belo o sol,
quando sorrir
A terra,
tinge de cores,
todas as partes,
faz rir as flores,
belo o dia,
então sorria,
o céu azul,
o verde das plantas,
as cores das flores,
luz pura luz,
límpida como cristal,
o sol sorrir,
e ao tingir
o mundo,
abre minha mente,
ao mundo sensual,
apetece minha visão,
e revela o mundo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Precioso

Certo dia acordei
para a vida,
certo dia acordei
para o mundo,
foi quando percebi
que ainda está em tempo
de viver tudo que for possível,
além da carne,
além da matéria,
além dos sentimentos,
acordei para a vida,
a vida é unica,
os momentos são inpares,
a vida é preciosa.

Chuva das plantas

Hoje algo muito lindo aconteceu,
quando acordei, o relógio não despertou,
mesmo assim não me irritei,
acabei de acordar, comi algumas frutas,
fiz suco de laranja e tomei,
comi uma colher de mel,
tomei um banho e sai, para
minha surpresa, achei que chovia,
sim chovia, mas
não era chuva comum,
as plantas transpiravam,
literalmente gotejavam,
neblinava sobre as árvores,
a água molhava todo o chão,
escorria pelas ruas,
segui na bicicleta
e percebi que a rua em partes estava
seca, nunca tinha visto isso,
as árvores fazendo chover,
vi nitidamente
galhos gotejando,
chuvia dos ramos,
dos ápices,
parecia que as folhas suavam,
fiquei muito curioso,
mas não indaguei ninguém
só curti,
a manhã em que as plantas choviam.

O eu

 O espaço, O tempo, O ser e sua existência, Um ontem, Um hoje, Um amanhã. Aqui, Ali, Acolá, Agora. Eterno tempo, Infinito espaço. Eu... Intu...

Gogh

Gogh