Um pouco de paz.
Sentava na cadeira de balanço. Abria um livro e deitava a vista a leitura. E queria devorar aquelas ideias tão maravilhosas.
A dois metros dali a luz do sol torrava a poeira. A sombra da algaroba amenizava o calor da tarde. Mamãe roncava seu cochilo sagrado. Daqui a pouco vovó se levantava e como quem anda tateando sai a porta e olhava o mundo. Com um olhar de quem já viu tanta coisa e de quem sabe o que é a vida. Saia e olhava o mundo através de seus óculos e sua boca que já perdera a força das mandíbulas.
E a tarde caia assim eu dividindo a atenção entre o livro, minha avó sinhá e o mundo.
E a tarde caia quente...
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