Acordava de madrugada e pegava um ônibus lotado. Eram três conduções, o primeiro até o Jabaquara, o segundo até São Judas e por fim o Jardim Botânico. Amava subir caminhando naquela estrada ladeada por floresta. Prestava atenção em todas as plantas, nas pessoas que passavam de carro, nos aviões que cortavam o céu, no canto das aves, e até nos meus pensamentos. Senti muito frio, senti muito acolhido por todos pela Tereza, pela Rosângela, pela Inês, pela Margarida, pela Lúcia e pela graça. No prédio tinha o herbário com uma maravilhosa coleção, tinham livros antigos que amava consultar. Enfim tinha tudo que precisava. Foi ótimo e durou tão pouco. O que é bom dura pouco. Depois mudei para um lugar magnífico. Temos que abrir mão de umas coisas para encontrarmos outras ainda melhores.
A mudança com paz
Cada dia que vivo é um dia a menos. Cada hora, cada minuto, cada segundo. Como é angustiante saber disso. Será por isso que o doce é mais g...
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O tempo, Ah, o tempo... Perdido no espaço, Sem tempo! O que é um sem o outro? O infinito? Minha mente, Minhas ideias, Minhas repr...
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Amanhã que virá? Sei lá! E hoje... Bem, acho que posso decidir, Mas apenas o agora e não depende muito de mim. Acho que depende de meu...
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Muita luz, Aurora se faz antes das cinco, O primeiro crepúsculo revela o mundo, Feito braseiro encarnado que se faz luz, E o tempo inf...
Gogh