As pessoas partem para o infinito.
A partida é sempre dolorosa, pois o espírito se antecipa ao corpo e nesse descompasso, já não o é mais, sobra a matéria, um corpo, mais um objeto, não mais corpo no sentido humano, só um corpo composto de carne e osso que em pouco tempo começará a se desfazer a fermentar em estado de putrefação. Toda aquela beleza que este abrigava acabou. O movimento vital cessou. O corpo não si encanta, mas sim se decompôe. O máximo que este ganha é uma cripta com uma foto em preto e branco. Está fadado ao esquecimento.
Fica a dor, a saudade, daquele que compartilhou da vida que partiu. As vezes essa dor é nosso eterno medo de nossos dias, o acaso que nos atormente, mas que seja assim se foi sempre assim então que se cumpra. Aprendemos com a dor a levantar a cabeça e seguir adiante, somos soldados aproximando-nos da linha de batalha. Ontem partiu um grande escritor, nunca o li, mas o conhecia através de um amigo que tanto o cultuava. Gostaria de conversar com ele dizer que sinto muito pela perda de um de seus autores preferidos.
O legado de Saramago ainda educará muitas gerações. Este eternizou-se entre nós, estará sempre presente entre nós através de suas obras, seu exemplo.
Descançe em paz.
A mudança com paz
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Gogh