terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Vinca

 Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.

Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.

O cuidado enche o espírito de força e energia para perpetuar a existência.

Transmitir valores

 Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no dia 19 de dezembro. A mata está extremamente cinzenta e seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar as formas vegetais. Triste! vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves. 

Não era cheiro de flores de jucá, foi quando percebi que era o angico que papai preservou por tanto tempo. Vi que quase o fogo o havia consumido.

Vi o Juca que papai e eu salvamos...

Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.

Sensação

 Céu nublado de nuvens de chuva.

O tempo está quente, mas o vento é fresco.

Sentei-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.

Descalço saio da sala e vou à cozinha beber água.

O chão frio refresca o calor.

Encho um copo raso de água fresca. Enquanto bebo sinto o meu corpo refrigerar.

Olho lá fora na área onde está créo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.

Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas

Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.

Observador

 Em silêncio parte a tarde.

Há um grande vazio 

Um grande vácuo 

Enquanto o sol solve a luz

A terna terra esfria.

Em cantos mudos se ouve as aves distantes...

Sob nuvens não vemos o céu azul.

Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.

Enquanto leio Lucas

sábado, 20 de dezembro de 2025

Terra natal

 Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha casa paterna.

Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha terra natal.

O frescor da terra,

O cheiro do mato,

O canto dos sanhaçus, papacus, bem-ti-vis, o canto do João-de-barro.


Tudo tenho aqui tudo.

...

Aqui mora minha alegria,

Aqui vivo uma poesia.


Aqui é o meu lugar...


Aqui tudo é pleno.

Aqui tudo é sereno.


Aqui vivo com percepção.

Aqui vivo com razão.


Vivo o dia claro

E vivo a noite escura.


Aqui vive o catolé,

Ipê e cajueiro,

Angico e marmeleiro,

Aroeira e Juazeiro.


Aqui, nossas famílias se misturaram,

E nos fizeram...


Com o barro como Deus nos fez,

Nós fizemos nossas moradas.


Com o sopro como Deus fez a vida,

Nós rezamos nossas orações,

Preenchendo nossos corações 

De bons sentimentos,

Nós nos humanizamos,

E pecamos e pedimos perdão...


Aqui é nosso lar.

Vou parar para ouvir o canto de ouro cantar,

Parar para ouvir o cabeça vermelho trovar, o canção chamar, o vem-vem avisar e o loirinho grosnar.


Aqui é o meu lugar.

Lugar onde me fiz quem sou...


Aqui sou o que sou...

Massa moldada das mãos do senhor.


No seio amado por ele gerado de papai  Francisco e mamãe Francisca.


Aqui fui criado.

Aqui fui educado.

E hoje calado 

Canto para que jamais esqueça 

Que o melhor lugar do mundo 

É onde foi gerado,

Onde foi amado,

Onde foi criado.


A sua terra natal.

Sensações

 Em silêncio parte a tarde.

Há um grande vazio 

Um grande vácuo 

Enquanto o sol solve a luz

A terna terra esfria.

Em cantos mudos se ouve as aves distantes...

Sob nuvens não vemos o céu azul.

Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.

Enquanto leio Lucas

Passando

 Céu nublado com nuvens de chuva.

O tempo está quente, mas o vento está fresco.

Senti-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.

Descalço saio da sala e vou a cozinha beber água.

O chão frio refresca o calor.

Encho um copo Roza de água fresca. Enquanto bebo sinto o corpo refrigerar.

Olho lá fora na área onde está creo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.

Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas

Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.

Coisas do tempo

 Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no fim do ano. Hoje é 19 de dezembro. A mata está extremamente seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar. Triste vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves. 

Não era, foi quando percebi que era o angico que papai preservou. Vi que quase o fogo o havia consumido.

Vi o Jucá que papai e eu salvamos...

Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.

Resistência

 Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.

Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.

O cuidado enche o espírito de força e energia para perpétuar a existência.

Férias

 Sassá está solto no mato. Já fizemos várias coisas. Fomos ao açude, andamos no mato, comemos coquinhos catolés, jogamos pedra, olhamos os porcos, contamos os porcos, olhamos o gado. A gente acorda cedo, agoa as plantas, são poucas... a gente andou com sherlock no mato. A gente desenhou, foi comer espetinho... Rimos, brincamos...

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh