Quando algo me agrada o que está acontecendo em meu ser.
Estou compreendendo, concordando. Estou abstraindo?
Tantas coisas me agradaram na vida.
Depois descubro que foi uma paixão, acho que foi uma ilusão.
Agradam-me principalmente coisas trazidas pelos sentidos,
Sabor, odor, forma, combinação de cores...
Porque não tudo isso junto e uma pitada de biologia.
O que acontece com meu espírito ao se deparar com uma fatia de pudim.
Ou quando no alto da juventude um olhar se cruza ao meu e a parte me leva a ver o todo
E algo me é revelado, o belo.
E algo me é revelado, o feio.
Que é o belo e o feio, senão uma condição a qual sou exposto o tempo todo e sou levado a categorizar.
Há biologia por trás destes conceitos?
E os elementos intelectuais, contemplação das ideias?
A fé na razão, na ciência, na manada.
O que é tudo isso, senão uma centrífuga que nos confunde,
Que nos faz confrontar o tempo todo a autoconsciência... o eu e a alteridade.
Essa forma de pensar é natural?
Talvez pareça se não pararmos para ver o todo e não as partes.