sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Em casa

 A experiência revela que a vida é uma dádiva. A nossa mente cria, imagina e por meio da razão nos anestesia para a realidade das coisas. Fim de ano e aqui estou no mesmo lugar que nasci, cresci e vivi grande parte de minha vida com os meus pais. Agora que eles partiram há um imenso vazio. A realidade se revela inócua e sem cor, sem fantasia ou ilusão. De tudo cultivo a fé no senhor. Sou um ser de sentimentos...

O céu azul empalidecido de nuvens, o vento frouxo escorrendo pelos ramos das árvores nuas. Tempo e fluxo... Infinito e eterno.

Tudo é como tem que ser. Nada mais. Ser é um grande milagre.

A espera de chuva

 E nublado ficou meu coração, pois é o quinto ano sem meu pai e o quarto sem a minha mãe. A saudade é infinita, todavia meu pai celestial não me desamparou, pois me deu um filho e meu amor por ele certamente é eterno e infinito.

Das coisas que se aprende vivendo. Nada é absoluto.

Um amanhecer

 O céu azul com nuvens de algodão.

O cinza da vegetação, o verde das cirigueleiras, cajueiros e uma pintombeira. 

O som do vento nos ramos difusos.

O canto do sanhaçu e do vem-vem.

O som doce do metal do filtro do vento.

E as memórias que afloram das impressões, sensações.

O que é tudo isso?

Parte de mim, vivo que percebe,

Parte de mim atemporal.

A mente atemporal 

Guiada pelos universais.

Um sabiá corrochiou.

Meu peito estremeceu de alegria uma memória azul de mamãe.

Essas coisas, como diz meu filho.

Saracura

 A saracura cantou hoje cedinho.

A última vez que a ouvi cantar aqui em casa de papai.

 Essa última vez marcou Antônio de Doquinha estava aqui conosco.

Papai ouviu, mamãe ouviu, Antônio ouviu e eu ouvi.

Éramos espectadores ou a saracura era uma espectadora.

Três potes... Três potes... Três potes...

A saracura está adivinhando chuva.

Tá tudo tão seco.

Essa chuva

 A chuva veio no verão intenso.

Foi uma chuva providencial.

O céu azul e o calor caustico,

Estava insuportável.


As nuvens anunciaram pela manhã,

E a tardinha a chuva caiu.


A natureza, o solo, as árvores,

Agradeceram essa chuva.

Lembrança imediata

 Em Julho de 2001 fui pela primeira vez em casa de papai onde não o encontraria jamais. Nossa casa fica no Rio Grande do Norte, Serrinha dos Pintos. Foi uma sensação profundamente dolorida. Todavia duas coisas novas eram apresentadas a casa e a minha mãe. Foi a coisa mais valiosa do mundo para mim, meu filho Vinícius e nosso carro, fetonte. Apesar da dor da ausência de papai, minha mãe De Assis ficou muito feliz e orgulhosa. Ela me deu um terço e colocamos no carro. Ele era fraco e quebrou, guardei comigo as contas e a cruz e deixei ali, ao lado da minha escrivaria. Vi mamãe muito feliz, intensamente feliz com a vida, feliz pelas minhas conquistas, pelas nossas conquistas. Só o amor explica nossa devoção por nossos filhos.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Infantil V

Estas semana Sassá teve início a seu terceiro ano de vida no estudantil. Agora está no Infantil V. Está na escola Carl Rogers. Estava muito ansioso e não via a hora de começar. Uma nova sala, uma nova professora, novos coleguinhas... a preparação dos material e rever os amigos... a soma disto deixaram-no ainda mais ansioso. As aulas tiverm início no dia dois de fevereiro de 2026. Fomos deixar na escola eu e a mamãe. Já compramos a farda nova e já saiu da sala de assuntos financeiros vestidinho. Tiramos fotos no painel... Bom a sala será a primeira logo na entrada, não mais aquela em frente ao banheiro do infantil III. A professora será Aldenir e não mais Jamile. Está muito contente. Que meu bom Deus abençoe o meu menino nessa nova jornada. Que venha a leitura.  

Somos juremas

 Na vasta paisagem cinza,

Juremas pretas crescem,

Suas folhas ora dorme ora trabalha,

Ramos finos, vinhos e armados.

Bruta a jurema resiste a seca,

Resiste ao sol,

Resiste ao calor,

Resiste a boca do bicho...

Trabalha sem parar sempre a crescer.

Tosca a jurema farpada,

Um dia trabalha na beleza,

Numa manhã após preparada,

Amanhece perfumada e ornamentada,

Suas flores roubam a cor prateada da lua...

Sua essência se mostra em plenitude,

A maior parte do tempo é bruta,

O tempo e o lugar assim a tornaram,

Mas resiste a tudo e mostra que ali também há beleza, perfume e luz.

Somos juremas?

A vida

 A vida que se segue,

Segue sem parar,

No peito cordial a pulsar,

Bate bate sem parar.


A vida de fora,

Moída nos pensamentos,

Nas comparações,

Na existência em si e para si.


A  gente se cansa da vida,

A gente parece esgotado,

Desta lida repetida,

Desta lida eterna...


Nossas lutas,

Nossas labutas,

Nossas ideias...


Tudo num só corpo,

Tudo num só ser,

E num momento deixa de ser.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infância por viver. Tem os primos Davi e Nicolas. Aqui tem o meu afeto.

Quanto custa

 Após fazemos várias atividades, Sassá me perguntou se queria chá. Respondi que sim e entendi que era um pedido. Fui fazer nosso chá. Ele me...

Gogh

Gogh