sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Reencontro

 Encontrei de novo a poetiza, esposa de meu professor Paulo Marinho. 

Seu nome Lizbete Oliveira...

Quando a encontrei, o que vi e a mostrei?

Um buquê de flores de sambucus...

Contemplamos o cheiro.

Confluência ela falou, não coincidência.

Ela falou que sua mãe falava de uma mata de sabugueiro entre Solânea e Bananeiras.

Devia ser muito perfumado...

Deveras.

Refletimos muito nossas ideias.

Coincidentemente estávamos no mesmo tom, verde.

Quase a conversa não terminava e nunca vai terminar,

É bom conversar com quem pensa como a gente, valoriza as mesmas coisas...

A poesia, sinestesia, alegrias e o amor pela vida....

Razão inconsciente

  Nas três ruas vi um canarinho,

Tão amarelinho.

Olhei para ele

E ele me olhou...

O que ele viu?

Era tão bonitinho.


Hoje na UFPB,

Ouvi um canarinho,

De certo não estava sozinho...


O que ele disse?

Padeiro

 De poesia vou falar,

Na Serrinha conheci,

Um poeta popular,

Padeiro seu apelido,


Era sério e envolvido,

Com respeito todos tratava,

Sua família linda e amada,

Ouvia poesia em cantoria,


Tinha uma voz serrinhense,

Doce feito rapadura,

Da vida dura tirava os versos,


Que pena não foram impressos.

Na internete a rolar,

Uma linda coisa a declamar,


O amor pelos versos,

Pela cantoria...


Quando da vida se despediu,

Muita tristeza e choro nos envolveu,

Aos som dos versos foi velado,


A cantoria seguiu o cortejo,

Ainda lembro desse dia,

Estava com quem tanto amei não é mais,

Foi na casa de meus pais,

Que papai falou quanta homenagem bonita,

Quanta honra.


Se despediu da vida dura,

Deixou na memória o amor,

A poesia que tanto queira.

Só para não esquecer,

Sua família segue viva,

E o tempo esse tudo engole,

Nesse verso eternizo,

O grande poeta popular.

Serrinha dos Pintos potiguar

 Sou potiguar e vou falar,

Nessa terra querida,

O berço de minha vida,

Onde aprendi a andar.


Sou da bela Serrinha,

Autoeste potiguar,

Pouco se sabe sobre lá,

Por ser pequena foi ruínha,


Terra de gente boa,

De beleza e alegria,

Que na lida não fica atoa,


Sou do canto da Serrinha,

Bairro da Serrinha grande,

Autooeste potiguar


Raiz do amor

O amor é um sentimento de intensa amizade.
Amar é cozinhar, ternamente a gente vai amando e sendo amado.
Amar tem um ponto nem muito fogo nem pouco fogo,
Nem muito tempo, nem pouco tempo.
Amar é uma combinação de corações...
Pode acontecer entre outros e não com você.
Pode acontecer entre você e outro e não outro.
Amar é um mistério.
Gostamos de crer neste mistério.
Amar tem a raiz no respeito, carinho e amizade.

Monstros e raios congelantes

 À noite, Sassá e eu fomos desenhar. Gostamos de desenhar seres monstruosos e pensar nos seus poderes. Ontem ele começou desenhando algo crocodilesco. Eu pensei em formas elíptica, boca, oblongas dentes...

Olhos Sassá usava o azul como sendo raios congelantes que petrificavam meus seres. Com o amarelo cercas que isolavam meus seres. Fez uma formiga gigante para devorar meu monstro. Coloquei um vírus nela e ele tacou um raio congelante. Ele usou marrom também. Fiz uma serpente e ele imobilizou ela...

No fim eu acabei perdendo porque ele não deixava que eu criasse minhas criaturas para devastar o dele e queria eliminar o meu.

Foi isso. Essas coisas ai.

Conheça a ti mesmo

 A realidade é percebida,

Com o tempo a realidade é sentida.

Nosso juízo está pautado no concreto.

Mas tem seu hatitate no abstrato.


As impressões me chegam

E começo a perceber,

E a conhecer aquilo...


A experiência me envolve no mundo,

A experiencia me faz pensar num eu.


E o que é o eu na realidade.

Conhecimento de si.

Autoconsciência.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Monstro

 Sassá e eu brincamos sobre um monstro imaginário puxado para dinossauro. Nos desenhamos o bicho com forma de réptil, chifres, dentes afiados e chifres coloridos de azul. Quem olhasse para o chifre congelava. O monstro de Sassá estava azulado e ai eu disse que tinha sido congelado. Foi engraçado sua aflição para contra argumentar. Fizemos virus, bichos que iriam destruir o monstro. Foi muito divertido. Até que bateu o frio do ar e fomos nos proteger nas cobertas e eu apaguei.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Corte de cabelo

 Fui a Mangabeira ver umas botas e se desse cortar os cabelos. Que grata surpresa achei as botas e cortei o cabelo.

Depois de sair da Via campo sai na Josefa Taveira em direção ao mercado. E quase lá vi um estacionamento disponível e uma barbearia.

Estava escrito na placa Manuel e...

Então havia dois homens sentados.

Perguntei como papai perguntava a seu barbeiro George - Trabalha-se.

Ri sozinho.

Mas o senhor não generoso não me deixou ri só.

Então perguntei Manuel ou o outro. Respondeu... Manuel.

Sentei... meu cabelo estava uma arapuca.

Ele riu e disse que ia me deixar mais bonito - só um pouco.  Risos.

Perguntei o nome dele e Confirmou Manuel Alves Nascimento.

Me perguntou como tirar leite de gato. Disse que não sabia. E ele retrucou - puxando a tigela do leite e rimos.

Então falou sabedoria.

Para viver é preciso, conviver, ter a resposta certa... E rir sempre.

Falou que havia sido nascido no Roger, mas morou em vários Lugares em João Pessoa.

Contou que o pai dele havia deixado a mãe dele com cinco filhos e ele tinha cindo anos.

Deixou a mulher dele por outra e foi embora para o Rio de Janeiro.

Não me imagino deixando o meu filho por nada neste mundo. Coração de uma pessoa de 46 anos.

Contou que com nove anos comprou um balaio e punha na cabeça para ganhar dinheiro...

História dura.

Que criara três filhos.

Que tinha quase oitenta, mas que continuava a trabalhar porque gostava.

E cortou o meu cabelo e nem percebi...

Fez a piada do escapou fedendo...

Foi agradável aquele serviço.

Ser uma construção

Sassá é autêntico... gosta de cabelo grande, jaqueta e perfume.

Não tem nem cinco anos ainda e já é assim.

Não gosta de apelido meu nome é Vinícius.

Adora doce.

Ontem à tardinha fomos ao careful. Viu o guarda e perguntou para que serve o guarda. Falei que era para nos proteger. Não dei muita atenção para aquela abstração. Mas impressionou ele o fato de ter um guarda em frente a loja.

Entramos na loja, selecionamos algumas coisas e ele me pediu um chocolate. Disse que não que só nas sextas nas americanas.

Ficou contente com um panetone. E falou.

Ele me falou que eu era o pai melhor do mundo e que me amava.

Te amo muito... Você é o melhor pai do mundo.

Sorri por dentro de feliz.

Fizemos as compras e fomos para casa. Quando chegou em casa nem quis saber de aguar o jardim.

Pegou o panetone e subiu correndo. Em casa, me fez provar do panetone.

Quanto amor.


Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh