Doce manhã que me desperta, sol luminoso que se acende, ave que canta, flor que desabrocha...
A toda essa grande graça obrigado meu senhor.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
Doce manhã que me desperta, sol luminoso que se acende, ave que canta, flor que desabrocha...
A toda essa grande graça obrigado meu senhor.
Ontem na escola de Sassá houve a abertura dos jogos internos. Fomos com ele, pois ia desfilar. Estava todo feliz. Já saiu da escola avisando do evento. Sassá ama a escolinha, os amiguinhos. Chegamos cedo, a quadra ainda tinha os portões fechados, foi bom porque peguei uma vaga perto dali. Ai escolhemos o lugar e ele todo feliz com a amiguinha. Logo foi chegando um a um. Soltamos ele para correr na quadra numa alegria de bobo. Depois a professora levou eles para a entrada, onde se organizaram para o desfile dos infantís 2 até o 4. O desfile foi lindo. Saiu dali faminto. Compramos um cachorro quente e um bolo que ele comeu. Tomou banho e foi dormir.
A gata mel como chamamos, aurora como o pessoal da rua chama, desapareceu.
Nem sei como irei falar para Sassá. Ele gostava muito de vê-la em nosso jardim.
Ela se escondia atrás das espadas de são jorge, se deitava em cima do muro.
Sumiu. A gente chamava ela de aurora por causa do pélo melado.
É outubro, décimo mês do calendário.
O verão aqui é a época de ausência de chuva.
A mata está seca, só algumas espécies verdejam brilhantes.
Aqui em João Pessoa, mata atlântica. Compartilha algumas coisas com a serra de onde vim.
Agora mesmo uma cigarra me fez lembrar dessa similaridade.
O canto de uma cigarra de mata atlântica, desperta as memórias de minha infância.
Só isso.
Medo!
Medo destes tempos idos,
Das coisas imbricadas e veladas,
E agora desveladas.
O tempo que tanto revela,
Ao revelar cobra a vida.
Mostrando que nossas percepções são nada.
Tudo imaginação.
Dá um aperto no peito.
Pega a gente de jeito,
Saber que tudo é criação...
Medo do que o tempo nos revela.
São tempos idos.
Sassá foi a lagoa, parque Solon de Lucena no domingo. Estava bem vazia. Ele procurava na borda da lagoa ver bichos, aves. Vimos socós e garças e nada de peixe. Ainda conhecemos o campeão de força e energia o Pequeno Antoni José que mesmo numa cadeira de rodas esbanja energia. Indo de lá pra cá, usando seus bracinhos. Depois contemplamos a obra de Miguel da pedra do reino. Comemos pipocas, contemplamos as árvores e palmeiras, coletamos plantas e voltamos para casa felizes. Ainda passamos nas três ruas onde ele andou de bicicleta, comeu bolo e fomos para casa, onde aguamos as plantas do jardim.
Fernanda, a aroeira continua a crescer, desde então nunca mais a podaram.
Desde que aquele que lhes deu o nome se foi.
Já não penso mais em Fernanda,
Mas ela está ali.
Então tem dias que ela vez e me mostra que tudo vai continuar bem.
Que tudo é fruto de nossas mentes.
O que podemos temer do amanhã?
Tudo vai continuar e nós, bem talvez deixemos um pouco de nós no coração das pessoas que respeitamos.
Outubro chegou trazendo chuva,
Estranha chuva nesta estação...
Deitadas e molhadas as folhas caídas no chão estão.
Contemplei com alegria,
O térreo marrom, cor de telha,
Cor de folha!
Veio a mente a canção folha seca...
Fui a feira de orgânicos na UFPB ver os amigos, conversar e comprar. Vi seu Biu, seu José, Seu Edson e seu Zizo.
Ir a feira, como não gostar desse Bafafá.
Ouvir a bandinha tocar,
A cliente a questionar o preço das coisas,
O cheiro da tapioca sendo assada no caco.
Gente indo e voltando.
Mercadoria sendo entesourada....
Eis que encontro Lis, a poetisa, na volta para minha sala.
Quanta alegria, com saboroso gosto de poesia.
Lisbeth Lima de Oliveira,
Lima de Solânea, e Oliveira de Cajazeira.
Conversamos sobre tantas coisas,
Que nos perdemos no tempo.
Das coisas que pesquei.
Lisbeth, nobre amiga,
Que muito tem a me ensinar,
Antes ouvir a falar,
Quem fala doa,
Quem ouve recebe,
E foi aquela troca,
Aprendi a aprender,
Falando e me agradando
do Carinho de me escutar.
A certas horas vi que era todos ouvidos,
Foi a feira a escutar,
Ver, ouvir e cheirar,
Ao café saborear...
A goma que se aquecida,
Vira tapioca, estava o ambiente a perfumar...
De flores na mão senti a mercadoria pesar.
Lis ouvia...
Em suas orelhas dois ouvidos,
Um interno e outro externo,
Uma espiral coclear,
Uma concha espiralada,
Mostrava que ouvia e ensinava no ouvir.
Lima, lima, lima...
Oliveira, oliva...
O roxo do jacarandá enche sua vista de alegria.
A memória do cheiro do cabelo de sua vó...
Memórias são despertas,
Eternizadas.
Mais nada
Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...