quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Em descrédito

Fui surpreendido com o argumento de Sassá. Ontem ele argumentou que eu só falava bobagem.

Posicionando melhor o assunto.

Ao sairmos da escola dele, passamos em frente ao cachorro-quente que ele adora.

Sempre após a missa levamos ele para comer lá.

Então, segunda-feira eu brinquei com ele, dizendo que quem come cachorro quente todos os dias virava cachorro.

Falei que o cachorro-quente tem uma proteína cachorrina que se comida todos os dias transforma a pessoa em cachorro.

Disse que só se podia comer cachorro quente uma vez por semana que ai a proteína cachorrina saia do corpo pela urina e fezes.

E interessantemente ele havia lembrado e perguntado a mãe se isso era verdade.

E ela explicou que não.

Então ele, chegou a conclusão que eu só falo besteira.

Quis dizer que eu não falo a verdade.

Ri e fiquei pensativo.

Que mudará?

 Integração social

Vi o desfile de sete de setembro.

Estava lindo!

Olhei para todo o desfile, mas primeiro olhei para o meu filho que desfilava.

Por um tempo foi o que dei mais atenção.

Depois o deixei ir e fui olhar para a beleza dos desfiles.

Vi, pessoas orgulhosas marchando.

Usando suas fantasias.

Vi cada um dos participantes felizes.

Vi os pelotões das escolas em diferentes linhas.

Ali estava o espírito da cidade.

Os jovens crianças, adolescentes e adultos.

Ali estavam desfilando.

Nos os adultos observando, pensando.

A gente divagava olhando, através da experiência, para o passado.

E comparando.

Os jovens por sua vez olhando para o futuro.

Um choque de ideias.

Um limiar que separa o presente do passado.

Vi na verdade uma certa indiferença de alguns grupos.

O lugar cresceu?

Enfim, voltando a ideia.

Saímos de uma escola que estudei por ultimo em serrinha

E passamos por aquela que estudei primeiro na ruinha.

Percebi que o pau-brasil ainda estava lá.

A escola é a mesma nem cresceu nem diminuiu.

Mas os professores, mas os alunos...

Eu vi a integração social na magia...

No peito dos nossos filhos.

Que deixaremos para os nossos filhos?

Prazeres

 Como engenho a todo vapor em setembro...

O caldo quente da cana sendo trabalhado,

E cristalizado em doces rapaduras para alegrar

nossas almas.


Assim estão as patativas a cantar.

Cantam ao despertar do sol,

Cantam ao meio dia,

Cantam ao cair do dia.


Há quem ame rapadura,

Há quem desconheça a rapadura.


Há quem ame o canto da patativa

Há quem desconheça.


Mas quem veio do sertão,

Quem viveu sem tecnologia.

Sabe apreciar

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Inga-porco florido

 Em agosto a mata floresceu imponentemente, de manhã e a tarde!

Os grandes Tachigali densiflora explodindo em flores,

Amarelo ouro, amarelo ouro...

A mata dourada...


Na mesma florada as Ocotea glomerata,

Tímidas também a florir...


Veio-me a impressão da beleza desta estação...

Que chove e faz sol constantemente.

Cotidiano amado

 Sassá desenha seres alados.

Uma das atividades que Sassá mais vem fazendo é desenhar.

Escolhe um tema de bichos e desenha.

Desenhou animais alados.

Esquilo, serpente, peixe, morcego.

O que é tudo isso?

Não sei. Imaginação, criação.

Mistura de traços e cores.

Representação.

A noite quis desenhar juntos. 

Trabalhamos em caranguejos.

Para onde vai a imaginação de meu garotinho.

Depois fomos para cama e ele foi fazer acrobacia de coisas perigosas.

Girando e fazendo cambalhotas e bundacanacha.

Ouvi disser, meus ouvidos estão ouvindo os aplausos...

Eterna memória

 Caju florindo,

Cigarras cantando,

O sol tinindo.

Sanhaçus alegrem,

Um canto de afiar,

O calor gostoso de setembro.

A felicidade do vigor humano.

Eternizado nas memórias.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A exposição

 Sassá na exposição agropecuária ficou encantado.

Andando nas baias quase desmantelava meu pesncoço

Com ele apontando, olhe este, olhe aquele,

E aquele, e aquele, e este...

Foi um passeio maravilhoso.

Vimos gado de várias raças...

Girolando, Sindi, Nelore, Guzerate...

Vimos pôneis.

Saímos de lá muito contente e Sassá faminto.

Encontro

 Meu peito está dividido!

Saudades de mamãe e de papai.

A presença de meu filho.

O limite entre ambos

É inefavelmente o tempo...

Só na imaginação poderemos sentarmos juntos...

Ser e existir...

O ser é eterno.

O existir é só um espaço de tempo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Dança do amor

 Vi algo muito interessante,

E adoraria contar,

Meus amigos eu vi

Dois sabiás a dançar,


Enquanto dançava chirliava,

Um canto de sabiá!

Um era o macho e a outra fêmea,

Um fofo e um esgui.


Dança pra cá,

Dança pra lá,

Tão bela aquela coreografia,


Não deu pra parar de olhar.


Foi um tempão.

Sobe no galo,

Voa pro chão,


Ora no cajueiro,

Ora na cirigueleira,


Uma dança transcendental,


Até apareceu outro sabiá,


Mas nem se meteu,


Olhou e foi embora...

E a dança foi quase meia hora.


Como dança o sabiá,

E nem sabia que sabia 

Dançar um sabiá.

Individualidade

 A mata a despertar,

Verdes folhas acendendo,

Com a gloriosa luz solar,

De repente nem ouço,


Mas aconteceu acolá,

Um vôo rápido e suave 

Se acaba num pousar.

O que vem lá?


Um corpinho de sibite

Bico afilado e curvado,

O papo amarelo limão,

As costas cinzas,

E uma sobrancelha branca...


Adivinhe lá...

Uma patativa 

Começou a cantar 

Cantou para se alegrar,


Feito ventilador,

Girando da esquerda para a direita...

Por que cantar?


Animada canta muito e sem parar.


E de repente o silêncio.


A mata calada de novo.


Nem vi!

Mas sei que estava lá,

Mas sei que deixou de está


E agora o canto está longe!


Será ela ou outra?


Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh