Teu cheirinho,
Tua maciez,
Tua altivez,
Teu sorriso,
Teu carinho,
Tua inocência,
Tua impaciência,
Que plenitude
É você
Só você,
Meu bebê.
Teu cheirinho,
Tua maciez,
Tua altivez,
Teu sorriso,
Teu carinho,
Tua inocência,
Tua impaciência,
Que plenitude
É você
Só você,
Meu bebê.
Onde andará tua alma,
Além do real e racional,
Em algum lugar onírico,
Onde reina a paz.
Onde andará tu,
Não sei, mas percebo a ti,
Nas árvores não cortadas,
Na mata fechada,
Na cerca mal alinhada,
Na roça de palma,
Nas fruteiras do terreiro,
Nas flores do jardim,
Nas fruteiras do quintal,
Na minha pele.
Por onde ando
Num universo aéreo,
Perdido entre pensamentos,
Buscando uma referência,
Já que perdi minha maior inspiração.
Me perco olhando pro tempo,
Para as coisas lentas,
Acendo velas para orações.
Acho que nunca fui tão místico
Será possível se encontrar?
Tenho um mar de dúvidas
E nem uma gota ou um grão de certeza.
Amanheceu chovendo.
Que fenômeno maravilhoso,
A chuva chovendo,
Que fenômeno curioso,
A água tudo rompendo,
A água caindo e preenchendo,
E então vai se escorrendo,
As vezes nos encharcamos,
As vezes, nos sentimos chovidos.
São coisas da vida,
Coisas boas como ouvir a chuva chover.
A chuva amanhecer,
A vida acontecer.
Tenho pensado na vida o tempo todo e não sei se é bom ou ruim. Para melhor dizer, não é a vida toda, mas desde o momento que tomei consciência de minha existência. Desde então, soube que a vida tinha um fim. Esta ideia tomou o meu ser. A finitude. Então passei a observar o mundo. A noite, o dia, a aurora, o crepúsculo. E pensava as coisas e estas aconteciam, mas nunca da maneira como imaginava. Então me perco na celeuma de pensamentos... Até que as coisas aconteçam como tem que ser.
Mucunã cipó calibroso,
Que cresce nós lajeiros
Sobre a vegetação
Vai se enovelando,
Formando ramada,
Quando em florada,
Fica toda roxeada,
Intensamente perfumada,
De longe se ouve o zzzzz
Da mamangava abelha avantajada,
As Folhas trifolioladas são caducas
Se desprendendo na seca,
Fica só o estirão,
Com suas Vargens macias e veludosas
Que espocam atirando as sementes
Que parece encoraçada
Essa é minha toada.
Árvore enorme
E Sombra rala
Miúdas folhas
Armado tronco
Casca encarnada,
Feito couro curtido,
Mandeira forte e dura,
Usada no carvão,
Na porta e janela,
Na cangaia...
Perfume de verão,
Alimentar a fauna
Plataforma de pouso
Mata frouxa
É o anjico
Manhã plena ensolarada,
Céu azul, oceano céu a brilhar
Então saio a pedalar,
Cruzo ruas olho os jardins
Vou seguindo até a mata
Que vigor viridescente,
Flores amarelas,
Flores alvas perfumadas
Perfume de angélica
Perfume de guabiroba,
Perfume de mutamba,
Eita mata perfumada,
Até o feijão bravo tá florido
Nesta faixa tão estreita,
Cada vez mais esmagada,
Pela construção civil,
Já não sobra quase nada,
E o que sobra ainda descartam lixo,
Pobres árvores esmagadas,
Pobrezinhas perfumadas
Mutamba,
Guabiroba,
Angélica,
E o que sobrar no futuro
Nada nada nada,
Só o luxo
Só o lixo,
A mata tá condenada,
Pobrezinhas esmagadas,
Porém floridas e perfumadas.
Por que descrever nossas impressões, sensações e percepções? O que é, é. O que é pode ser nos impressionar. O que é existe. E a existência n...