terça-feira, 26 de abril de 2011

Vento

Um vento fresco entre pela janela,
e desperta-me para o fim da tarde
que chega azul, clara e quente,
mas esse vento traz uma doce
sensação de alívio, de esperança,
faz-me olhar para o céu,
para as plantas lá fora
que balança com o vento.
E então percebo a tarde partindo,
indo, indo, caindo como o
sol no poente.

Mundo belo

Quando saio na rua um novo universo surge em minha frente, para onde eu olhe, tudo que eu veja ou simplesmente reveja é diferente do que vi ontem. Se olho para o céu, para as plantas, para rua, para as casas tudo parece igual, mas se olho com atenção e tento perceber um mundo desvenda diante dos meus olhos, pois vejo se há ou não nuvens no céu, se há são tão diferentes, são tantas as formas, vários os tipos de nuvens, se não posso ver o céu azul. Se olho para as plantas posso ver como estão se estão florindo, se estão perdendo as flores, se estão viçosas, se estão crescendo, enfim percebo como elas estão. Quando olho para a rua posso ver se está limpa ou suja, esburacada ou não, a ordem dos números das casas, quais plantas são cultivadas, eu posso perceber muitas coisas dos donos das casas, posso aprender o nome das ruas, se as casas são coloridas ou não, se as casas são novas ou velhas. Eu percebo tantas coisas. Gosto de saber o nome das ruas, os tipos de plantas, as formas das casas, tento perceber tudo, mas já percebi que é impossível perceber tudo, eu poderia passar o resto da vida num lugar percebendo as coisas. E fico assim bestificado vendo o que fala o mundo. Por gostar de ver a rua e na aurora, no ocaso. E assim vou pintando o meu mundo na minha mente e vou tentando descobrir cada dia um mundo diferente. As vezes floridos, as vezes apressado. Atualmente venho mergulhando cada vez mais no meu mundo e descobrindo novos mundos, estou começando a perceber e a crer que tudo é possível que posso viver no mundo e senti-lo e desenhá-lo como desejo. Por isso saio de casa atento as sutilezas, a beleza das flores, das plantas, das pequenas belezas e assim estou descobrindo um mundo mais belo.

Mundo belo

Quando saio na rua um novo universo surge em minha frente, para onde eu olhe, tudo que eu veja ou simplesmente reveja é diferente do que vi ontem. Se olho para o céu, para as plantas, para rua, para as casas tudo parece igual, mas se olho com atenção e tento perceber um mundo desvenda diante dos meus olhos, pois vejo se há ou não nuvens no céu, se há são tão diferentes, são tantas as formas, vários os tipos de nuvens, se não posso ver o céu azul. Se olho para as plantas posso ver como estão se estão florindo, se estão perdendo as flores, se estão viçosas, se estão crescendo, enfim percebo como elas estão. Quando olho para a rua posso ver se está limpa ou suja, esburacada ou não, a ordem dos números das casas, quais plantas são cultivadas, eu posso perceber muitas coisas dos donos das casas, posso aprender o nome das ruas, se as casas são coloridas ou não, se as casas são novas ou velhas. Eu percebo tantas coisas. Gosto de saber o nome das ruas, os tipos de plantas, as formas das casas, tento perceber tudo, mas já percebi que é impossível perceber tudo, eu poderia passar o resto da vida num lugar percebendo as coisas. E fico assim bestificado vendo o que fala o mundo. Por gostar de ver a rua e na aurora, no ocaso. E assim vou pintando o meu mundo na minha mente e vou tentando descobrir cada dia um mundo diferente. As vezes floridos, as vezes apressado. Atualmente venho mergulhando cada vez mais no meu mundo e descobrindo novos mundos, estou começando a perceber e a crer que tudo é possível que posso viver no mundo e senti-lo e desenhá-lo como desejo. Por isso saio de casa atento as sutilezas, a beleza das flores, das plantas, das pequenas belezas e assim estou descobrindo um mundo mais belo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Folhas pelo chão

Folhas secas espalhadas pelo chão,
quando sopra a brisa da manhã,
as folhas desprendem dos ramos
e são espalhadas pelo vento pelos
cantos, sob as árvores, pelas estradas,
pelos jardins.
E o chão fica todo bordado,
todo colorido de marrom,
o chão chia quando se pisa,
é tão gostoso perceber
que o tempo passa,
que ele decretou a chegado
do outono e que as árvores
tem que ficarem nuas para o inverno,
as ervas já estão secando,
logo mais chegará o inverno,
os dias estão cada vez mais limpos,
azuis, claros e quentes,
sorte que a brisa sopra,
sorte que estamos vivo,
logo mais vai passar,
tudo passa, tudo passa,
e as folhas coram o chão.

Perceber

Quando olho algo vejo,
mas nem sempre vejo o que olho,
algumas vezes simplesmente olho
e nada percebo. Vejo mas não identifico.
olho para as formas sei que as conheço,
mas ignoro pensar sobre o que sei
e muitas vezes nem sei.
As vezes olho para uma flor
e nada vejo, cheiro-a e tudo que vejo
são imagens, lembranças, não vejo
a a flor, ela simplesmente faz olhar
para dentro de mim,
não ignoro sua forma,
mas não vejo não sei
desmembrar cada parte,
não sei que nome se dá.
Vejo que tem pétalas, mas nem conheço essa palavra,
e vejo que tem sépala, mas também não sei o que é,
vejo que tem anteras, filetes, estigma, filete e ovário,
mas eu nada vejo, pois não sei descrever,
só vejo uma plena organização, singela e muito bela,
olho para a flor,
e tudo que percebo é sua cor,
seu cheiro, mas ignoro sua forma,
assim como escuto muitas coisas, mas não entendo,
ouço um amigo falar uldo, mas não entendo nada,
sinceramente eu acho que os animais falam e se entendem,
eu simplesmente ignoro o que desconheço,
e as vezes perco o desejo de conhecer e passo a todo o tempo
ignorando o que vejo, que ouço o que sinto
eu passo pela vida, preocupado com algo
que acho ser essencial para mim.
Fui ao riacho ver o que tinha lá,
mas nada encontrei,
fui novamente com uma turma
e aprendi a ver tantas coisas
vi rochas, vi musgos, vi plantas,
vi animais eu vi um mundo tão diferente,
onde só ouvia o soar da água
descobri que havia um universo,
mas que por desconhecer, por não perceber
simplesmente ignorei,
as vezes achei que voltando lá
encontraria o mesmo mundo,
ele o mundo estava lá, mas não consegui perceber,
não prestei atenção nas coisas,
as coisas simplesmente são e não paramos para
perceber nas coisas.
Quando vejo uma flor, olho e sei a que família
pertence, a que gênero, a que espécie,
mas muitas vezes ignoro o indivíduo,
as vezes vejo o sol nascer,
vejo o mundo e acho que não tenho
tempo, pois minhas ideias andam tão embaralhadas,
então parei para olhar o mundo e percebi que
há beleza em tudo,
que os sentimentos humanos são complicados
e que muitas vezes não se compreende,
mas basta sentir, pois está na nossa essência,
vemos o que conhecemos, somos o que pensamos ser.

William Lloyd Webber Serenade for Strings

Há músicas que são tão belas
e tão tristes que parecem
arrancar no nosso coração
tocá-nos tão intensamente,
que parece cortar o coração
e faz verter nossa alegria,
e nos deixa a pensar
quão efêmera é a vida,
que bela música
que me faz vir totalmente
a mim e me traz lembranças
do que não imagino ter vivido,
é como ouvir folhas arrastadas
pelo vento no fim do outono,
é como está no ocaso
e sentir o frio que chega
com a noite,
é como ver a estrela
a brilhar, mais parece lacrimejar,
é como ouvir uma poesia,
ou simplesmente sentar a praia
e ouvir as ondas quebrarem,
sentir a maresia,
e viajar no som
dessa canção,
e perceber quão frouxo
é o coração e viver
e amar a vida e ter sabor pelo viver.

Schubert

Ouço, mas pareço não ouvir,
não entendo o que passa nessa
música, não entendo o que fala
o vento. Só percebo que o vento é.
E quando o vento passa,
e arrasta as folhas,
e move as folhas das árvores,
e faz um chiado,
o que diz o vento?
O que fala a natureza?
Indica que vai chover,
que é chegada a hora,
que a natureza se move,
que a natureza é viva,
e ouço o vento soar,
alisar as folhas das árvores,
e percebo o vento
anteceder a chuva, muitas vezes,
outras vezes simples mente
só faz a natureza soar.
Com o tempo aprendi
a entender o que dizia
o vento do tempo,
com o tempo aprendi
a distinguir muitas coisas
e a ignorar o vento,
eu passei a não ouvir o vento,
mas esse meu engano,
muitas vezes me fez errar,
então paro e ouço
o que diz o tempo do vento,
porque sou e o vento é,
ou não é, está ou não está,
eu quando estou pleno
em mim, sou,
não é sempre que sou,
as vezes sou como o vento,
as vezes me perco no tempo,
e não entendo o que canta a natureza,
ou não entendo nada.
Um dia ouvi uma música
e ela não me dizia nada,
nas quando não me dizia nada,
me ajudou a está em mim,
e ser pleno por um instante,
nem quis saber quem era,
só sei que não era o vento,
nem percebia no tempo,
ouvia aquele singelo
som tão belo.
E o que me dizia?
Parei pra ouvir
um pouco e entender
Schubert,
para ouvir o vento,
a natureza ainda encantada,
e naquele instante sorri.

Ocaso

É fim de tarde por acaso,
não é noite, nem é dia,
estamos no meio do ocaso,
o sol com luz já não alumia,

pois se põe sem atraso,
a natureza aos poucos esfria,
se recata e silencia,
aos poucos a noite
cai e o dia se vai,
o ocaso sem atraso,
ofusca a luz ao som
do sino da capela
de São Francisco
da rua Luiz Vicentim,
cruza a noite,
enfrenta o ocaso
e vence e abriga
o céu estrelas a piscar
e a noite vence o dia
e o ocaso por acaso,
vem e se vai.

Vem




Desponta o sol da manhã,
calma aurora parte, e o sol
se estabelece, as flores
desabrocham, as aves cantam,
as cores se revelam,
o vento as vezes aparece,
as vezes não, mas é outono,
a natureza toda se prepara
para o inverno, o tempo
muitas vezes treinou as
plantas a se cuidarem,
pois se não fizerem podem morrer
e o sol brilha,
para as plantas,
para as aves,
para o mundo,
todos os dias,
e a aurora vem
na mesma hora,
para saldar o sol,
saldar a vida,
que dar sentido a tudo,
a mim, a ti,
a natureza.

Flores

Uma flor sabe quanto é efêmera,
talvez por isso seja tão bela e delicada,
sabe quando a vida é rara,
nem por isso desiste de ser flor,
contempla o sol, o céu azul,
sente o vento, as abelhas,
a varrerem seu meu, seus poléns,
e simplesmente é pois sabe
que sem ela não há fruto, nem semente,
sabe que parte dela se transformará
fruto e semente e é
através dela que a vida é eternizada.
Uma flor mesmo sabe que mesmo que seja efêmera
é importante, se assim
tivéssemos consciência,
fôssemos mais completos
como as flores são completas.

Uma ideia

 As quatro aroeiras da biblioteca do CCEN, As catingueiras do estacionamento, O juazeiro do bolo de noiva, A sucupira da curva, O flamboiant...

Gogh

Gogh