domingo, 1 de agosto de 2010

Morte

Eis aquele respirava, não respira mais.
Aquele que falava, calou.
Não mais sorri, expressa, perdeu sua autonomia,
Agora dorme um sono infinito.
perdeu sua alma,
o que resta é apenas um corpo frio,
que em pouco tempo se desintegrará.
A quantos não serviu,
respondeu, trabalho e construiu?
Quantas vezes acordou, pensou e sonhou.
Quanta coisa projetou.
Agora partiu.
Seu espírito desmaterializou.
A vida seguirá em frente,
mas este que vês partiu sem se despedir.

Só restarão lembranças,
boas.

Será docemente apagado pelo tempo,
partiu para o infinito de onde veio.

Planets

Ouvir Gustav Holst me lembra cultura fm SP, que me faz lembrar a cidade de São Paulo. Suas ruas, seu clima, sua dinâmica, suas estações e suas melhores coisas.
Ouvir sua obra me faz viajar no espaço, no tempo e deixa sonhando acordado.
Ouvi-lo é causa de grande paz.
Estou aprendendo a amar sobre qualquer coisa a música.
Cheia de beleza atemporal.

Passa


O tempo passa.
Somos caravelas no mar,
que seguindo sempre em frente,
empuxado pelo vento,
Não temos muitas escolhas,
não sabemos onde pararemos,
nem onde iremos.
Só seguimos o tempo.
Sabemos de onde viemos,
onde estamos, mas para onde iremos,
nem imaginamos,
o que irá acontecer,
contamos apenas com o acaso.
Na maioria das vezes nossas lembranças
são apagadas senão registramos,
como não temos muito o hábito de registrar,
vemos o tempo passar ocioso bem em nossa frente,
e ele passa...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Viagem pantanal do Araguaia

Uma viagem ao interior do Mato Grosso!
Uma deliciosa viagem ao Parque Estadual Novo Santo Antônio.
Um lugar lindo cortado pelo rio das Morte, um rio cheio de piranhas, peixes, jacarés e histórias.
Foram oito dias, destes quatro dentro de ônibus e nas rodoviárias.
Primeiro dia sai na quinta-feira dia 23 de julho da rodoviária de Campinas com destino a Barra do Garças quando cheguei no dia seguinte. Ao chegar em Barra tomei uma van para Nova Xavantina onde dormi e fiquei o dia de sábado. Domingo muito cedo tomei uma carona até meu destino final.
Nesse trajeto tinha muita poeira, desmatamento e gente humilde e bonita. Almoçamos em Ribeirão Cascalheira e chegamos a Novo Santo Antônio pelas três da tarde. Fomos ao parque lindo. Sem eletricidade a sede fica a menos de 300m do rio onde meus colegas pescaram algumas pinranhas. No dia seguinte finalmente fui coletar e para minha surpresa encontrei nos campos de murundus populações enormes de Tephrosia nitens. coletei muitas e tirei muitas fotos. Terça feira fui pra campo e decidi retornar.
Na mesma tarde voltei para a cidade onde fiquei num hotel simples, mas de janta tinha peixe frito e cozido comi bastante. Bem dormi muito pouco visto que o ônibus partia de lá as quatro da madrugada. Tomei o ônibus ainda escuro. Estrada ruim, muita poeira, mas muita gente simpática. Cheiguei em Ribeirão cascalheira as 9:20 e tive que aguardar até as quatro horas. Tomei dois banhos, no segundo casou-me espanto a maneira como a mãe brigava com o filho, mandando o filho ir tomar no... casou-me tristeza... ignorância. O tempo se arrastou, mas passou e as quatro tomei o onibus para Goiânia quando cheguei as cinco horas. Onde tive que esperar até as oito da manhã. Por fim cheguei a Campinas as 9:30 acabara minha aventura.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

O almoço


O almoço

Moço por favor.
Trás uma coca, de garrafinha.

E voces o que vão querer?

Bem conversas paralelas na mesa.

Fiquei na ponta.

Não tem como sentar perto, pois é voce ficou longe.

Calado.

Vamos lá nos servir.

Nossa quanta comida que delícia.

Enquanto comemos vemos tv, ou falamos trivialidades.

A sobremesa é o melhor.

Pena enchi demais.

Acho que é a comida que ta muito salgada.

Mas ta uma delícia.


Parabéns professora.


Pode deixar que eu pago!

Magina.

Pegue!

Muito obrigado.

o café

Um café alimenta minha alma,
seu aroma, seu calor e sua cor.

Um café bem quente,
por favor, para meus amigos.

Pra mim pode ser um sorvete de café.

Nesse país tropical,
nesse país rural,

descendentes de café com leite,
português, negro e índio.

Um café arabe,
uma rede indigina,
um bom sarapaté.

e depois um bom café,
mais bem quente.

identidade

O que eu sou afinal?
Eu no transcorrer da minha vida venho buscando uma identidade. Não é que eu tenha perdido não tenho mesmo e tudo que sou, tudo que tenho não me pertence porque ainda não sou.
Busco sedento por uma idéia que ilumine a minha mente aquela idéia que encha minha vida de felicidade.
Já sai de casa faz um bom tempo. Conheci lugares, pessoas e culturas, mas pouco me identifiquei com tais coisas. Cada vez que vou para um novo lugar, me vejo mais próximo de onde eu sai, mais parecido com o que vivi.
Eu ando errante, sob o sol em busca de sombra, em busca de água pra matar minha sede e de comida pra matar minha fome. Necessidades que para mim refletem na necessidade do saber. Viver neste mundo cheio de conceitos, de informações, de seres humanos as vezes me cansa. Não estou querendo negar minha origem como ser, mas num mundo tão irracional, competitivo as vezes sinto que vou ser extinto.
Acho que talvez não encontre uma identidade, mas até lá. Quero ser maior que o mundo em minha volta.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Conselho!

Hoje comentei com Ana sobre minha capacidade parva de escrever e ela simplesmente falou que eu deveria escrever porque gosto e não porque os outros haverão de gostar.
Bem parei para pensar e conclui que ela está certa, devo escrever pra mim, pois quero compreender-me, conhecer a mim mesmo.
Suas palavras trouxeram alívio e felicidade para meu ser.
Sinto-me em paz e dormirei muito bem hoje.

domingo, 18 de julho de 2010

Horizonte

Vejo no horizonte,
a resposta para minha vida,
tenho sede de seguir em frente,
tenho sede de descoberta,
descobertas cada vez mais distante,
quantas vezes me perco,
quantas vezes cruzo o mesmo lugar,
mesmo assim sigo em frente,
porque não sei o que irá acontecer,
não fico estático,
caminho para pensar,
nao penso em parar,
sigo em frente,
em busca do horizonte...

Despertar

 Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...

Gogh

Gogh