domingo, 25 de novembro de 2018

Ser e tempo

Tudo que é deixa de ser.
Tenho doces memórias e são tão poucas de minha infância que parecem fazer parte de um sonho.
O lugar onde vô Sinhá morava com vó José morou por tanto tempo, as Vertentes.
Os vizinhos, as cercas e os bichos todos desapareceram.
Tudo deixou de existir porque eram aquelas pessoas que eram o espírito do lugar.
Hoje nada é e o que resta são apenas memórias.
As vacas, as galinhas, as secas, o ir e vir, as conversas,
As gaitadas, o fumo, o almoço, o café,
O rádio, as notícias, a alegria, a fé...
A seca, o inverno, o sol, a chuva...
Elementos essenciais a existência.

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