No sertão do Goiás tudo é silêncio,
Tudo é amplo e vasto.
Os buritis crescem sem pressa nas veredas.
Estradas de barro e poeira,
Flores nas matas secas.
Rio de algas claras correndo frouxo,
Peixes, garças e jacarés.
No céu voam araras azuis e vermelhas.
Um voo tão planado,
Casas de sapé cobertas de buriti.
Uma mula, um sertanejo...
Quem será a mula e o sertanejo?
Gado no pastejo.
É maio as chuvas pararam,
a água deixa de escorrer sobre a terra
e as árvores tenuemente amarelam
e perdem suas folhas.
Umas aves calam e migram
outras ficam e resistem
E o silêncio do sertão continua.
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