22/05/13

Chá

Acendo o fogo.
Ponho a água para ferver.
Coloco a caneca no logar
e dentro dela ponho o saquinho de chá.
Enquanto a chama aquece a água,
penso em algo para pensar.
A água começa a ferver,
borbulhando e soando
o borbulhar.
Apago o fogo
e ponho a água fervendo
na caneca.
Aos poucos se desprende 
da erva o aroma e o tingimento escuro do chá.
E o que era água e o que era framentos torna-se chá.
Então, ponho um pouco de leite
só para quebrar o sabor do tanino
e para esfriar um pouco o delicioso chá.
Depois saboreio o aroma morno solto no ar
e o cálido sabor do chá.
Neste momento
me despendo dos meus pensamentos,
Sinto a textura e o sabor e o calor liberado do chá,
neste momento sou mais que nunca
eu mesmo.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh