quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Vida

 A vida é bela e precisa ser sentida com beleza e com amor.

A vida é aquilo que sentimos. 

Sentir a vida em sua plenitude é difícil.

Pois sempre desejamos o que cremos ser bom.

Queremos potencializar sempre estas sensações.

É preciso entender que a vida é absoluta.

O corpo é biológico e nem sempre poderemos está na face da felicidade.

Há também a tristeza, a dor ou seja o sofrimento.

O sofrimento é parte constitutiva da vida.

Não significa que devemos nos acostumar com o sofrimento,

Mas quando aparecer, aceitar e aos poucos vai se desvincula,

E trata e fica bom.

Muito destes sentimentos são espirituais.

E como espirituais que somos em parte.

Lutemos para vencer os sofrimentos.

Não sozinhos, mas rodeado daqueles que nos apoiam.

Nossos pais, amigos...

A busca pela harmonia dura a vida toda.

A vida é a luta.

O caminho é a totalidade de todas as coisas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Guabiroba florida

 No bosque perfumado,

A guabiroba está florida,

O chão está todo pintado,

Flores fonte de bebida


O som de abelhas zoando,

Voando em sua lida,

Polém e néctar coletando,

Numa flor toda partida


botão e botão desabrochando,

A flor velha toda varrida

Das abelhas se banhando

De polém toda suprida,


A manhã amanhecendo,

A florada já tá passando,

E isso tudo acontecendo,

E o fruto tá se formando,


Só resta agora crescer,

Em cada amanhecer,

O fruto vai aparecendo,

Aos poucos amadurecendo,


Doce vinho vai ficando,

A passarada vai se chegando,

Doces frutos devorando,


Suas sementes vai dispersando,

Para longe está indo,

E assim vai se fechando,

A reprodução de mais um ano.


Esse encontro acontece,

Cada ano que se passa,

E a gente até parece,

Que nem ver o que se passa.


O pulsar e o passar...

Sempre se repetir.

A planta a reproduzir

E a gente nem percebe...



Pelas plantinhas

 Ontem Sassá quis agoar as plantas. Ele é bonzinho cuida das ervas menores do jardim. São eufórbias, filantos, molemole, rabo-de-calango... Ele pega o seu balde e molha o jardim inteiro. Diz querer que as plantas cresçam bem muito. E eu enquanto agoo as roseiras, ixoras, alpinias, sapatinho, samambaia, espada-de-são-jorge e onze-oras o encorajo. Assim ouço ele conversando sobre seu fantástico universo. Depois subimos e ele continua descrevendo seus animais fantásticos. Em casa, tira o sapato e conversando vamos organizado as coisas e as ideias. Então foi cuidar das plantas do nosso jardim. Está preocupado com o tamanho da rosa-do-deserto; está contente com as plantinhas que ele semeou e estão crescendo. Expliquei que elas precisam de nutrientes NPK... Quis de imediato ir comparar na loja d shop sul. Deixemos para depois respondi... Mas ele insistiu muito. Quando ele quer ter a razão insiste muito. Acho que vai ser bom de argumento. Bom concluído isto! Depois de encher o bucho com bolacha maria foi jantar e é claro que não comeu nada. Assim é como ele costuma dizer.

Memória uma fonte

 Memórias guardadas como despertadas?

Vi aquela visão de muito tempo atrás. A gente tinha umas vacas. E vez por outra mudava de currais. Ai a gente plantava nesses currais. Veio agora de imediato do nada os embuás encontrados de baixo da paus deitados no solo onde estavam o milharal. A sensação de calor, luz intensa, presença de vida. Papai e eu trabalhando. O embuá preto com pontos amarelos. Embuá casco-de-peba. A terra molhada e macia. A enxada. Minha conexão com o bicho. Com a vida. A tentativa de entender o mundo no meu entorno.

Foi árduo, virou memória e hoje uma doce memória e a presença de papai na minha alma.

Dante e Dumont

 Dante o elefante ficou perturbado quando quis soltar um pum. Não segurou e Pummm. Na mente dele ia ser o fim do universo. Quando soltou viu que não foi nada disso. Dumont seu primo é artista um materializador de ideias ver com os olhos e faz com a tromba. Um dia uma girafa achou lindo as listras das zebras e queria tê-las foi Dumont quem as pintou, criando monda na bicharada.

Dumont é da mesma manada de Dante, mas tiveram que seguir caminhos diferentes. Dumont era artista. Até porque as vezes ele perdia a inspiração. Como aconteceu uma vez. Estava voando de balão com uma faixa preciso de inspiração e a Girafa Rafa lhes deu uma direção. Com seu trabalho como artista ganhou tanta comida. Ai acabou aquela atividade então ele foi para a índia visitar seu primo balu o elefante azul.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Instante

 Lúcida luz nas folhas da árvore.

O cheiro da alva flor de guabiroba.

Os papagaios na mata.

O calor!

Parado espaço.

Pronto para mudar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Só o silêncio

 Em casa de idoso o silêncio é a regra. 

Assim foi na casa de meus avós Chicos.

A casa era grande e alta o silêncio parecia fazer eco nas paredes.

Parece que do oratório se sugeria silêncio.

Palavras pensadas e depois falada, o tempo embotando de sabedoria os cabelos brancos com suas cabeças vividas.

Vovo adoçava o café.

Vovô só observava.

O lengo-tengo da colher na vasilha de alumínio.

O preto sabor doce do café adoçado.

A chapada a vista.

O canto do golinho que em sua prisão a gaiola cantava por opção.

Preferia o canto ao silêncio.

Um exilado a cantar sua desgraça.

Seria de alegria ou de tristeza seu canto?

Quem sabe?

Só suposições.

Um dia o silêncio imperou parcial e outro dia total.

E tudo sumiu.

Uma nova ordem surgiu.

Alma de poeta

 Um poeta se dispõe a pensar e o mais laborioso escrever.

Um poeta organiza suas ideias. Ele transforma o momento efêmero em beleza e substrato para o pensamento.

Poetas, acho que morrem de medo da morte. Descobriu que nas palavras pode se imortalizar.

Um poeta ver a beleza e a põe em palavras. Ele usa os sons para rimar. 

Tem poeta de todo jeito. Uns agricultores como patativa do assaré.

Os poetas eruditos não o entenderiam pois são se Capela.

Um poeta professor como Anacleto. Esse tem um pensamento cristão. Sua poesia é linda cristã e divertida.

Um poeta pintor como Vandembergue... só fez um livro, mas é maravilhoso. Sua poesia é visual?

Um poeta Lino Sapo que como o rio ao receber água nova ganha potência e vai levando o amor a frente.

Um poeta que canta como Ivanildo Vila Nova... Valdir Teles... 

Um poeta da serra um cancioneiro Eliseu Ventania foi o poeta que vi papai admirar.

Que ilusão definir os poetas...

Os primeiros que descobri e amei foi Bandeira e Drummond.

Sou pobre nesse quisito.

Aprecio o bonito e perceptível.

Tem um poeta maior Manuel de Barros...

Ah! Pantanal de juma minha primeira paixão...

As aves, as águas, os lagos e os rios. A imaginação dá um brilho a realidade...

Só desprendidos de nossos desejos podemos ver a realidade como se apresenta.

Ser poeta... uma vontade.

Mas ai...

Salamabra

 Sassá a noite, enquanto dormia desenhou uma salamadra.

Deixou sobre a mesa para que eu a visse.

Desenhou para a mamãe.

Uma salamandra amarela com manchas pretas.

Uma salamandra fêmea porque era para a mamãe.

Então a mamãe falou comigo no celular e ele me perguntou se tinha visto.

A vi, respondi de pronto. 

Parecia uma onça! Não vou frustrar ele. Como o adulto do pequeno príncipe no paradigma se era um chapéu ou uma jibóia que tinha comido um elefante.

Não... Estava ótima.

Amei. Depois conversamos sobre esses anfíbios fascinantes com forma de répteis.

Falamos sobre o México...

Essas coisas...


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Impressões

 Andando na rua segurando a mão de minha mãe. A mim, o desconhecido era ali. Tantas caras por mim desconhecidas. Mamãe caminhava com segurança e conhecia muita gente dali. Eu estranhava que mamãe conhecesse gente além de nós, já que ela era só minha desde que me entendi.

Então aquela memória cheia de sombra, rua escura como vejo na fotografia de minha memória. Tinha uma praça e piso como bandeiras... Observando essas formas ouvi pela primeira vez o som do sino que vinha da torre da igreja. Desconheci o signo, mamãe perguntou quem havia morrido?

Morrido. Sino. Igreja.

Não entendi nada. Meu sentido estava no bolo de dona Alta no mercado, no caldo de cana de Zé da garapeira, no pão doce...

Só muito tempo depois fui entender aquele fato.

Mudança de estado

Sob o solo as raízes sustentam,  Um eixo cinzento, Um tronco que se ramifica sustentando folhas  Alternas em espiral, No ápice do eixo, Um c...

Gogh

Gogh