quarta-feira, 26 de novembro de 2025

A nossa senhora da Salete

 Nossa senhora da Salete,

Padroeiro da ruinha, 

Hoje amada serrinha,

É a benção do nosso chão.


Nas tuas novenas amava a ladainha.

A gente simples e humilde se serrinha,

Papai e mamãe em forte idade,

Nos levava para rezar,

Sob o seu altar eu via o mundo,


Contemplava o chão com tantas facetas,

Contemplava os bancos, os pés e as pessoas,

Via nas pessoas a marca do tempo,

Crianças, jovens, adultos e idosos.


Gostava da ladainha,

Não entendia o ofertório,


Mas gostava da alegria das cantoras, do violão,

Do teclado,

Da voz de padre Valter...


Nessa igreja que tantos filhos batizamos,

Tantos amados velamos,

Numa última oração...


Nossa senhora da Salete!

Rogai por nós,

Por seus filhos, amados filhos

Aqueles que partiram e não voltaram,

Aqueles que nunca saíram...


Salve seu amado filho Chiquinho de Raimundo Moura,

Que tanto se doou e se doa...


Essa igreja tão amada e querida.

O tempo irá nos levar.

Essa casa sempre estará na minha alma.

Reconheço sua importância e declaro meu amor.

Amém.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Construindo memória

 Sassá está feliz que só. Domingo será seu aniversário. Sábado a caminhada da penha. E para a semana será a ultima semana de aula. Serão cinco anos vividos. Será segunda caminhada da penha; segunda professora. Professora Estafane e Jamile... Dia cinco faz estará de férias. Fechando um pequeno ciclo iniciando um grande ciclo. 

Engraçado Sassá gosta de conversar contar histórias. Ontem no mercado, na seção de frutas, nas mangas, e nas mangas espada... Contou que tinha comido uma manga espada que tinha caído da mangueira no caminho da natação...

Boa memória.

Serrinha

 Serrinha minha terrinha,

Por Salete abençoada,

Um açude, uma chapada.

Faz-me gosto em ti está,


Ver a jurema e o marmeleiro,

Aroeira e o cardeiro que cresce nas terras rasas.

O lajedo de Bastiões,

A Boa Vista,

As Lajes um e dois, Sampaio, Grugeia, 

Barro vermelho e Parieiro, Serrinha do Canto, Chã,

Camarão,

Vertentes, Maniçoba, Sussego, Morcego...

Serrinha minha Terrinha...

Em ti posso me encontrar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Gente bicho

 Na praça,

Nas paradas de ônibus,

Por ai carregando o corpo, uma alma,

Sem casa, sem abrigo,

Sem um olhar amigo.


Usando algo que faça esquecer a dor.

Álcool ou sabe lá o que...

Gente bicho.

Bicho gente.

Não come direito,

Não bebe água direito, 

Não dorme direito,

Não entendi direito.


É um ser humano...

Sofrendo essa existência,

Querendo um fim.


Alguém desistiu dele.

Eu, você, seus amigos, seus pais, o estado.


Gente bicho. Bicho gente...

Em caos

 A manhã ensolarada, 

A mata trocando a rama,

A sensação de calor,

Cigarras cantando...

É bom!

É ruim!

O calor, a luz intensa,

Sensações que me impressionam profundamente.

E vejo através da memória,

Neste momento sou memória.

Memória de um desconforto,

Tátil e visual.

Eu acelerado,

Desorientado.

Eu em kaos...

Missa e sonho

 Fomos a missa ontem, domingo à tarde. Os arranjos eram lindo e havia um tapete vermelho. Foi casamento pensei. No arranjo haviam rosas amarelas, rosas e rosa salmão. O padre Manuel se atrasou um pouco. O coro era de mulheres e um rapaz tocando um teclado. Teve a entrada e Sassá falou com o padre. Ele admira o padre Manuel, conhece-o desde bebezinho. Ele subiu nos meus braços e se benzeu quando o padre fez o sinal da cruz, bem direitinho. Teve a segunda música e no gloria a Deus dormiu. Dormiu a missa inteira. Foi comungar com ele dormindo. Acordou com uma salva de palmas. E sorriu.

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Madrugada

 A lua alumiada ao cair da barra.

De cor rosada a barra se desfazia

Amanhecendo devagarinho,

Enquanto a lua crescia no céu.

A lua era uma banana doce pra vista crescente crescendo no tempo.

Sabiá

 Corrochia intensamente o sabiá 

Seu canto belo e perfeito 

Dá mostras da beleza de natureza divina.

Até meu peito fica emocionado.

Em plenitude sinto a vontade de viver.

Pois a beleza divina expressa nos dá ganas de viver mais e assim sentir o senhor em sua imensa maravilha divina.

Reminiscências

 Fui a padaria e me lembrei de um momento crítico na minha vida. Os primeiros dias em Natal. Foi quando precisei ser mais forte. Estava totalmente só. Não tinha ninguém por mim. Minha vida era só saudades e solidão. Nem café da manhã tinha. Saia as vezes pra comprar algo para tomar de café. Não tinha regras como era acostumado. As luzes do quarto só eram apagadas muito tarde e tive que me adaptar. A força Deus dá. Todo começo é muito difícil. Cada um tem uma história que conta a seu sabor. É preciso aquecer o coração para relaxar e entender a vida... As janelas para o passado de vez em quando precisa ser aberta para entender que a vida é uma história em acontecimento. E que somos responsáveis pela cor e pelo brilho que tem nela.

Fui contando coisas para Vinícius enquanto íamos a padaria. Coisas que não entende, mas a gente vai conversando.

Domingo dia do senhor. Dia de pensar na vida. 

Aí volto a Serrinha, mamãe, papai, João de Licor, Elita... Personagens de nossa história.

Assim é

O vento tem seu ritmo, o vento tem seu tempo e canta conforme o tempo e o ritmo. O vento da manhã é diferente do vento da tarde e ou o vento da noite.

Suave pela manhã, intenso à tarde e veloz e frio à noite.

Como sei de tudo isso porque sinto.

Porque ouço, porque penso.

Nos ritmos e no tempo parte da matéria que me construe.

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh