terça-feira, 28 de outubro de 2025

Feriado

 Ontem, sai com Sassá para caminhar. Fomos às três ruas. Antes pegamos a rua do sapoti. Ele recordou que vimos uma caranguejeira num tronco de uma castanhola. Fomos por ali, por que gosto de surpresas e na borda de uma mata sempre tem uma surpresa biológica. Bom podemos ver flores rosas de jasmim no fim da rua. Falamos do que víamos. Quase sempre as conversas tem uma tendência a se repetirem. Sentimos o perfume, isso mesmo ele falou! Flor perfumada... me referia ao nim. Gostei do termo... Perfumada.

Pegamos as três ruas e fomos caminhando, conversando sobre os enfeites de natal. Ao passar pela pitombeira, falei que ela ia florescer.

Paramos para ver o tronco com ramos jovens de uma castanhola e vimos inúmeros membracídeos.

Pegamos, brincamos, expliquei várias coisas. Quando saímos um foi na minha blusa. Chamei ele de companheiro. Sassá gostou. Fomos até a rotatoria final, lá no cacau e voltamos...

Depois fomos fazer exercícios na academia, ver os gnomos. E casa.

Desenhamos muito.

Aproveitamos a manhã de feriado.

Intensidade

 A tarde ardia como todas as tardes.

Não estava no conforto do meu quarto.

Não estava no conforto do dia de semana.

Era sábado, fui rever um amigo pela última vez, ou melhor seu corpo.

Sua mulher, soluçando, sofria a maior dor da vida.

A perda de seu amor. Uma fatalidade, tirou a vida de seu amor.

O espaço era o maior, as coroas as mais belas.

Seu pai, falou palavras firmes, se apegou a Deus tentando não transparecer a dor.

Falou palavras de consolo, tentando se consolar e manter a calma.

Nossos peitos doíam.

Saímos em combio guiados pelas polícias de trânsito.

Saímos pela Maximiniano Figueredo, depois a avenida que dava no Boa Setensa.

Um helicóptero fazia a cobertura.

Com os corpos anestesiados, nem sentíamos quão quente estava a tarde.

No boa setensa a capitã falou palavras de conforto.

Seguimos pela rua principal, dobramos a esquerda, Depois do túmulo do Padre Zé a direita.

Descemos até o jazigo onde iria descansar na eternidade nosso amigo.

Seu corpo e uma placa com uma palavra bíblica e as datas de nascimento e morte.

É somente isto que somos reduzidos.

O tempo se encarrega de acabar com todas as memórias,

Nós nos vamos, nossos filhos também.

Então podemos entender que este momento foi só um momento entre tantos de nossas vidas.

Com maior ou menor intensidade para que o sofre.

Em Vão

 Não sei dizer o que sinto, mas sei que sinto algo. Talvez a saudade é um sentimento que pode ser, mas acho que vai além. 

Às vezes, pego-me pensando como ficou vazia a nossa casa sem papai e mamãe. Eles eram a essência dali. E só assim posso imaginar essa mesma sensação na casa de vovó e vovô Chico e Chica que viveram na casa que conheci quando criança, para mim, dos meus avós, mas para papai era a casa os avós dele, meu bisavós. Impossível a mim de conceber algo assim... O espaço que foi criado, ocupado teve uma duração e depois e substituído... Espaço vivido por anos e os anos levam tudo. A essência está no ser e no existir.

A casa de meus pais para Vinícius é a casa da tia lí. A casa dos meus avós é a casa de Franci.

Ai, fico sem prumo.

Esse sentimento não é exclusivo meu, mas sinto como se fosse.

Por isso, tentar explicar. Em vão.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Em um momento

 Onde estou, carrego meu ser. Sou o que sou. Sou o que me cerca. Sou o que me ensinaram ser.

Sou o que aprendi a valorizar...

Após vamos lá.


Em pé, na beira da estrada, para para contemplar o vale e as serras.

Tudo que vejo é o que conheço.

A cinza da mata.

A cinza da mata.

A cinza das rochas.

A cinza das serras.

No fundo no vale o verde do campim elefante que vive enquanto viver o homem.

Baixa de Janoca,

Baixa de João de Janoca,

Baixa de Douglas...


Do pé do alto, havia uma casinha de taipa.

Nela morava Maria do Carmo casada com João Lúcio e mais um monte de filhos.

Tinha um pé de pinheira e ciriguela que mirava para a baixa...

Mas a frente uma rocha e um pé de angico.

Foi tudo que restou...

Na verdade... o tempo tudo apagou.

O sacrifício para sobreviver a pouca água e a pouca comida.

Ali ia. E costumava contemplar a baixa que em meio ao total cinza era a única esperança verde.


Nossa esperança no sertão é pelas chuvas.

Sinal de fartura.

Quando caem as chuvas é tão gostoso.

A gente parece renovar a vontade de viver assim como as plantas.

As plantas e as sementes despertam de seu sono.


A água faz o mundo cheirar a chuva.


Um professor que conheci desmistificou o cheiro da chuva e disse que era o cheiro de esporos de fungos.

Eita que tem fungo por todo lugar, pois pra mim a chuva só tem esse cheiro em qualquer lugar do mundo.


Então, sinto o vento soprar, ouço o vento cantar ou seriam as árvores cantando?

Assim, volto ao eu... saio da memória.

Caminho pelas estrada vendo o desprezo das pessoas pelo meio em que vive.

Lixo de garrafas de água, de cerveja, carcaças de animais. 

Essa poluição não seria uma forma de violência visual?


E assim, segue.

Na Bica

 Sábado, fomos a BICA.

Temos ido frequentemente a Bica aos sábados.  Sempre encontramos novos elementos. 

Bem neste sábado passado, e as novidades foram a nova anta que nós passamos a chamar de Amaro. Como já havia uma fêmea que chamamos de Amora, pois a bichinha só tem uma orelha. Agora recordei que papai teve um jumento que já adquiriu este já era velho e só tinha uma orelha completa. Não dávamos nomes aos bichos, exceto a careta uma vaca que já veio com o nome. Enfim. Na bica vimos o novo componente. Então quando saímos do recinto da anta fomos ao recinto dos peixes. Já lá, a mamãe foi abrir a bolsa para tirar uma bolacha para Sassá e quando ela abriu a bolsa sobre nossas cabeças nos galhos de um ingá estava Janjão o macaco fujão. Ao ver a mamãe abrir a bolsa ele gritou avisando. Então desceu para o chã quando viu que eu tinha o pacote de bolacha nas mãos. Dei-lhe duas bolachas, mas ele queria mais, então ficou de pé de mãos aberta como quem disse me dê mais... Como não quis dá ele gritou. Foi para a beira da água, molhou a bolacha para comer. E nós ficamos ali lhes olhando e rindo. Depois ele subiu no ingá e sumiu. E nós seguimos nosso passeio.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Te amo

Levei Sassá ontem a minha sala. Ele disse que havia ido lá pela segunda vez. Perguntou sobre o meu Chefe e nem sei de onde ele tirou isso. Mostrei para ele os brinquedos dele que guardo aqui na minha sala. Os desenhos. Ele ficou meio tímido, mas achou muito interessante o fato de eu ter um ambiente de convívio que não é a minha casa. Levei-o no braço, pela pressa, mas como está pesado. Foi muito bom. É sempre bom está com Sassá. Amor sublime. Quando chegamos a UFPB ele me disse que me amava. E eu amei.
Também te amo.

Paz oissoe

 Um ferreirinho relógio acerta as horas.

O sanhaçu afia a tesoura.

Um rixinó canta nos arbustos sob a mata.

Um bentivizinho deu ar da graça.

E a paz reina aqui

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Mel

 Amo o mel,

O mel tem um cheiro e um gosto que está relacionado a florada.

Ainda pequeno a coisa mais doce que provei não foi o sorvete, mas o mel.

As vezes, nossa vizinha nos dava um pouco.

Deve ser por isso que era tão gostoso.

Depois pude comer mel sempre que quisesse, mas agora não posso por conter muita glicose.

E outras coisas mais.



Viagem

 Sassá viajou para o interior. Ele ama viajar, ir para Serrinha dos Pintos. Viajamos na quinta. 16/10 e retornamos dia 21-10-25. Brincou com os primos Davi e Nikolas. Nós andamos nos matos, comemos coquinhos e cajus. Fomos a casa de tia Nina... Retornamos e já voltamos a rotina. 

Esperança

 A esperança é o que nos move.

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh