sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Te amo

Levei Sassá ontem a minha sala. Ele disse que havia ido lá pela segunda vez. Perguntou sobre o meu Chefe e nem sei de onde ele tirou isso. Mostrei para ele os brinquedos dele que guardo aqui na minha sala. Os desenhos. Ele ficou meio tímido, mas achou muito interessante o fato de eu ter um ambiente de convívio que não é a minha casa. Levei-o no braço, pela pressa, mas como está pesado. Foi muito bom. É sempre bom está com Sassá. Amor sublime. Quando chegamos a UFPB ele me disse que me amava. E eu amei.
Também te amo.

Paz oissoe

 Um ferreirinho relógio acerta as horas.

O sanhaçu afia a tesoura.

Um rixinó canta nos arbustos sob a mata.

Um bentivizinho deu ar da graça.

E a paz reina aqui

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Mel

 Amo o mel,

O mel tem um cheiro e um gosto que está relacionado a florada.

Ainda pequeno a coisa mais doce que provei não foi o sorvete, mas o mel.

As vezes, nossa vizinha nos dava um pouco.

Deve ser por isso que era tão gostoso.

Depois pude comer mel sempre que quisesse, mas agora não posso por conter muita glicose.

E outras coisas mais.



Viagem

 Sassá viajou para o interior. Ele ama viajar, ir para Serrinha dos Pintos. Viajamos na quinta. 16/10 e retornamos dia 21-10-25. Brincou com os primos Davi e Nikolas. Nós andamos nos matos, comemos coquinhos e cajus. Fomos a casa de tia Nina... Retornamos e já voltamos a rotina. 

Esperança

 A esperança é o que nos move.

Limites

As vezes percebo os limites do mundo ou seria os limites do eu?

Olhando para um céu estrelado,

Olhando para a linha do horizonte no mar,

No perfume de uma lonicera,

Ouvindo Hakan Hardemberg.

A corneta me emociona ou será o momento em que é tocada.

Não sei.

Mas ouvir um golinho cantando ou um ticotico do campo me faz sentir a humaninade,

De tão agradável foi ouvir pela primeira vez e seguem sendo...

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Mistura

 Para gostar de ler.

Sempre gostei de contos, crônicas e coisas do gênero, curtos de se ler. Gostava daqueles bem curtinhos nos livros paradidáticos de português. No ensino médio eu adorava aulas vagas para ir ler na biblioteca. Queria escrever algo. Recentemente morreu um gigante o grande Luiz Fernando Veríssimo. Cheguei a ler seus textos deliciosos no estadão. Gostava de Fernando Sabino, Clarice Lispector... Faz tanto tempo que nem me lembro mais. Restam algumas memórias. Só sei que gostava. Estou lembrando dum monte de coisas que gostava como doce de mamãe, continuo amando, mas não posso comer. Mel de abelha também.

Gostava de ganhar brinquedo. Achar uma fruta madura no pé, fosse um caju, uma pinha ou uma goiaba. Eu me achava esperto por saber encontrá-la. 

Entre coisas de comer e coisas de ler... Gosto de ambas, dependendo da ocasião.

Gosto de agradar a planta sedenta com um pouco de água. É bom cultivar uma planta. 

Tenho a mania de catar sementes por ai pelas estradas.

Coletei sementes de Canavalia e Anadenanthera...

É cada reflexo uma memória... A biblioteca do Joaquim Inácio, a cozinha de mamãe...

Tudo lá na minha terra tem sombra em mim.

Até algum dia desses.


Amor de pai

 Papai plantava cajaraneiras. 

A cajaraneira não produz uma madeira boa e papai sabia disso, mas quando você usa uma madeira de cajaraneira está plantando uma nova árvore. Papai trabalhou muito para nos sustentar. Deu-nos o maior amor do mundo. Passando na estrada de um lugares que ele trabalhou, lá no parieiro, nas terras martinenses podemos ver uma cajaraneira crescendo na cerca. Eu sei quem plantou e me orgulho disso.

Foi papai quem plantou. Meu amor por papai é infinito. 

Da graça e com a graça

 Descortinada a vida!

Que me resta senão amar.

Amar meu filho, minha esposa...

Tudo o tempo dissolverá.

Tudo. Até lá vamos viver a graça que Deus nos dá a cada dia.

 Tudo seco!

A mata dormindo se tinge de cinza.

Do macro ao micro.

As aves contentes cantam sem se preocupar se houve ou não inverno.

Cantam contentes, o galo de campina, o sabiá, o rixinó.

E o carcará contemplar a paisagem que parece torrada.

O vento da manhã venta suave e fresco.

A gente se sente bem.

A gente se sente bem quando está bem. E nada nos incomoda.

Despertei para a sucessão dos dias...

O que foi, está condenado a sumir.

Mesmo que as memórias existam são apenas sombras de uma realidade que deixou de existir.

Quanto custa

 Após fazemos várias atividades, Sassá me perguntou se queria chá. Respondi que sim e entendi que era um pedido. Fui fazer nosso chá. Ele me...

Gogh

Gogh