terça-feira, 7 de outubro de 2025

Semelhança

 É outubro, décimo mês do calendário. 

O verão aqui é a época de ausência de chuva.

A mata está seca, só algumas espécies verdejam brilhantes.

Aqui em João Pessoa, mata atlântica. Compartilha algumas coisas com a serra de onde vim.

Agora mesmo uma cigarra me fez lembrar dessa similaridade.

O canto de uma cigarra de mata atlântica, desperta as memórias de minha infância.

Só isso.


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Tempos idos

 Medo!

Medo destes tempos idos,

Das coisas imbricadas e veladas,

E agora desveladas.


O tempo que tanto revela,

Ao revelar cobra a vida.

Mostrando que nossas percepções são nada.


Tudo imaginação.


Dá um aperto no peito.

Pega a gente de jeito,

Saber que tudo é criação...


Medo do que o tempo nos revela.

São tempos idos.

Domingo em paz

 Sassá foi a lagoa, parque Solon de Lucena no domingo. Estava bem vazia. Ele procurava na borda da lagoa ver bichos, aves. Vimos socós e garças e nada de peixe. Ainda conhecemos o campeão de força e energia o Pequeno Antoni José que mesmo numa cadeira de rodas esbanja energia. Indo de lá pra cá, usando seus bracinhos.  Depois contemplamos a obra de Miguel da pedra do reino. Comemos pipocas, contemplamos as árvores e palmeiras, coletamos plantas e voltamos para casa felizes. Ainda passamos nas três ruas onde ele andou de bicicleta, comeu bolo e fomos para casa, onde aguamos as plantas do jardim.

Um pouco

 Fernanda, a aroeira continua a crescer, desde então nunca mais a podaram.

Desde que aquele que lhes deu o nome se foi.

Já não penso mais em Fernanda,

Mas ela está ali.

Então tem dias que ela vez e me mostra que tudo vai continuar bem.

Que tudo é fruto de nossas mentes.

O que podemos temer do amanhã?

Tudo vai continuar e nós, bem talvez deixemos um pouco de nós no coração das pessoas que respeitamos.

O simples

A bananeira animada,
Cantava sem parar,
O vento vendo a animava,
Naquela sexta-feira,
Naquele fim de tarde, nada esperava.
O vento veio e a animou,
A fez cantar.
Pensei em minha existência.

Pensei na sucessão,
Pensei no que espero.

Entendi que não se pode esperar nada,
E sim se animar com quem nos anima.
Com o simples que nunca há de faltar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Folha seca

 Outubro chegou trazendo chuva,

Estranha chuva nesta estação...

Deitadas e molhadas as folhas caídas no chão estão.


Contemplei com alegria,

O térreo marrom, cor de telha,

Cor de folha!

Veio a mente a canção folha seca...


Encontro

 Fui a feira de orgânicos na UFPB ver os amigos, conversar e comprar. Vi seu Biu, seu José, Seu Edson e seu Zizo.

Ir a feira, como não gostar desse Bafafá.

Ouvir a bandinha tocar, 

A cliente a questionar o preço das coisas,

O cheiro da tapioca sendo assada no caco.

Gente indo e voltando.

Mercadoria sendo entesourada....

Eis que encontro Lis, a poetisa, na volta para minha sala.

Quanta alegria, com saboroso gosto de poesia.

Lisbeth Lima de Oliveira,

Lima de Solânea, e Oliveira de Cajazeira.

Conversamos sobre tantas coisas,

Que nos perdemos no tempo.

Das coisas que pesquei.


Lisbeth, nobre amiga,

Que muito tem a me ensinar,

Antes ouvir a falar,


Quem fala doa,

Quem ouve recebe,

E foi aquela troca,


Aprendi a aprender,

Falando e me agradando

do Carinho de me escutar.


A certas horas vi que era todos ouvidos,

Foi a feira a escutar,

Ver, ouvir e cheirar,

Ao café saborear...


A goma que se aquecida,

Vira tapioca, estava o ambiente a perfumar...

De flores na mão senti a mercadoria pesar.


Lis ouvia...


Em suas orelhas dois ouvidos,

Um interno e outro externo,

Uma espiral coclear,

Uma concha espiralada,


Mostrava que ouvia e ensinava no ouvir.


Lima, lima, lima...

Oliveira, oliva...


O roxo do jacarandá enche sua vista de alegria.

A memória do cheiro do cabelo de sua vó...


Memórias são despertas,

Eternizadas.


Mais nada


Mediação

 A alma de gato marrom vez por outra aparece. Não vejo, mas escuto.

A patativa de papinho amarelo só canta a dançar. E agora tá cantando no meio da mata.

O sanhaçu de coqueiro verde anima as praças pessoenses.

Agora!

Isso é tudo.

A planta de Sassá.

Uma das atividades para o dia da árvore, na escola de Sassá, incluía plantar uma árvore. Sassá plantou uma castanha de caju. Esta germinou, após germinar a professora de Sassá entregou para ele cuidar dela em casa. Ele se divertiu com o coleguinha Ravi que também plantou uma castanha. Antiontem, Ravi falou que o cajueiro dele estava nascendo. Eu me lembrei da planta de Sassá. Perguntei para ele onde estava e ele trouxe a mudinha. Está com os cotilédones verdes já, bem a vista, mas ainda parte encerrado na castanha. Então a noite, ele trouxe a planta para a mesa onde contemplamos aquele pequeno cajueiro. A mamãe falou que iria fazer um bonsai. Aguamos a mudinha. Sassá disse que ela precisa de muita luz e eu complementei e de água também. E foi isso.

Bach -area

 Grande Bach.

Suas composições nos aproximam do criador.

São tão intensas como o mar ou um céu estrelado.

Não tem como não se sentir pequeno

E parar para contemplar...

Area é o mar, é o céu estrelado... profunda e reveladora da face divina.

Últimos dias de 25

 Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...

Gogh

Gogh