O meu ser é o meu viver.
O meu viver é aprender,
O meu viver é conhecer,
Ser consciente,
Da força do inconsciente.
Ser um ser e não um ente.
Meu corpo é a minha morada,
Onde estiver,
Enquanto viver.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
O meu ser é o meu viver.
O meu viver é aprender,
O meu viver é conhecer,
Ser consciente,
Da força do inconsciente.
Ser um ser e não um ente.
Meu corpo é a minha morada,
Onde estiver,
Enquanto viver.
É certo que morreremos, mas quando vários conhecidos e queridos seus partem num curto tempo.
A gente fica acabrunhado!
A luta do corpo com uma doença que consome até o fim.
O câncer!
Que aparece todos os dias e que consome inúmeras pessoas.
Fui a uma clínica de radiologia!
O motivo era simples um raio x no dente no meu filho.
Todavia minha mente que tem a mania de pensar...
Não percebeu faces feliz. Apenas, pessoas apreensivas...
O imediato com que nossa vida pode mudar instantaneamente nos deixa assim mais apreensivo.
Seja câncer, seja acidente, seja o que for.
A morte é certa.
Como lidar com esse sentimento?
Só a fé e na fé e com a fé.
Porque tudo é consciência!
Tudo é consciência.
Aqui na universidade UFPB, campus I,
Bem do lado do Departamento de sistemática e ecologia tem uma linda árvore com ca de sete metros.
Estamos no mês de novembro e a cerca de quatro dias esta florescendo.
Sim, são lindos seus cachos de flores.
Suas flores são amarelas flavas com uma coroa de estames alaranjados.
Estas flores são intensamente perfumadas, sendo o odor adocicado. Gostoso!
Muito visitadas por uruçu e abelhas com quitina viridescentes.
Seu tronco era bifurcado, mas uma parte foi podada,
Suas folhas são coriáceas com margem cerreada,
Agora não tem como pegar as flores para fotografar.
Entretanto, tenho fotos de suas flores.
Acho que chamarei ela de Amélia nossa ex-professora de algas.
Amélia é japonesa, como Kikio que estudou essa família.
A família Ochnaceae.
O gênero é Ouratea.
A espécie é Ouratea cearensis,
Popularmente conhecida como Bati-bravo.
Pronto tá registrado
Os sanhaçus vivem aqui em fernanda,
Mas esse sabiá!
Acho que ele quer se aninhar.
Hoje, 12.11.24 ele se pós a cantar
E cantar desde cedo!
Estou pleno de alegria...
Sabiá é meu elo espiritual intenso com mamãe.
Afinal, em serrinha numa das nossas últimas tardes juntos,
Um sabiá cantava na aroeira.
Ela disse:
-Só me lembra minha infância na casa de papai.
O canto do sabiá arremeteu uma memória boa.
E nós conversamos sobre esse sabiá.
Que esteve onde andei, mas em São Paulo, Campinas, Brasília e Serrinha,
Passagens rápidas, exceto nesta última.
Em Kew na inglaterra ouvi um melro...
Lembrou-me o sabiá.
Em Portugal Gonçalves Dias o saudoso,
Cantou "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá".
Sabiá deveras é um arquétipo brasileiro.
Eh! Que beleza.
Benza Deus!
Ouratea amarela de flor,
Mais perfumada que a canela,
A janela de minha sala está
Entupida de beleza sonora,
Sabiás, sanhaçus, cigarras...
Até o sol está intensamente alumiando fernanda.
Minha irmã,
Eu te amo!
Sinto muita saudade de você.
Você sempre foi tão protetora,
Tão cuidadosa de nós,
Com a alma de mãe.
Tão amorosa.
Tão humana!
Todo mundo é contagiado por sua intensidade!
Tua energia que tudo move.
Agora com a idade adulta toma a face de tia Margarida!
Generosidade em carne!
É eternamente Queiroz e franciscana...
É um espelho de papai.
Não conheço nenhum ser humano com tantas qualidades,
E com tamanhas fragilidades.
Em ti tudo é sentimento.
E isso a define.
O dia e suas partes
Na manhã sou feliz,
A tarde estou por um triz,
A noite só quero dormir,
Três vezes no dia sou três pessoas,
Em algum momento só uma.
Pela manhã o dono do mundo,
À tarde dono de mim,
À noite um nada.
A matemática bem que atua,
Sempre me dividindo,
Ao longo de um dia,
Sou uno e múltiplo,
Múltiplo e uno...
O pé de cajueiro me cativou!
Primeiro foi o cheiro de sua flor,
Depois o doce de seus frutos roxos.
Ficava lá na terra primeira,
Em cima de um murro de formigueiro.
Eu como um beija-flor ficava vigiando,
Cada fruto que amadurecia,
Cada um eu comia!
E quando não tinha como dar conta!
Quando não conseguia comer tudo.
Enchia o bucho que ficava por aculá.
Satisfeito!
Eu conversava com o meu amigo!
Meu amigo cajueiro.
Tão doces eram suas frutas...
Tão menino era eu!
Como uma preguiça que conhece sua planta favorita na mata
Conhecia o meu cajueiro.
E quando chegava agosto,
Quando chegava setembro,
Moço!
Fazia carreira para o murro,
Pra chupar caju,
Cajus encarnados.
O tempo me assombra
Desde que era menino!
O passar de cada dia,
É quarar em poesia.
Quanto tive entendimento,
Que a morte um dia vinha,
Disparei no choro!
Nem sabia que estava tão distante,
Não sabia que estava tão distante.
Corri para o oitão.
Lá no cajueiro vermelho,
Onde dormiam as galinhas.
E chorei!
Chorei um choro puro.
Ao entender que nada ia ficar,
Chorei temendo a morte de papai e mamãe.
De lá pra cá me apaixonei um monte de vezes...
E isso me fez esquecer.
Me apaixonei na escola pelas meninas,
Me apaixonei na escola pelas palavras...
Me apaixonei pelas imagens do livro de ciências.
Me apaixonei pela ideia de ser grande!
Mas mamãe e papai sempre me orientaram.
Fui traquejando a vida!
Ainda tem na memória aquela tarde que chorei...
Aquele cajueiro que nem existe mais.
O motor forrageira,
A massa de milho!
E o tempo voou.
E o tempo passou...
Mas, essa memória de menino,
Ficou em mim.
E ainda hoje choro.
Muito do que aconteceu eu nem vi passar...
Ora estou aqui, ora estou aculá.
O sofrimento dilata o tempo!
O tempo não existe!
O tempo é um conceito.
Eternidade é a ausência de tempo.
Vinícius de Morais cunhou a frase
"Que seja eterno enquanto dure"
Quantas vezes não sentimos a eternidade da vida.
No limite da vida!
A eternidade reina.
Sócrates comenta nos momentos finais de sua vida, após retiradas a amarras dos punhos disse que sempre associada a dor é seguido o prazer.
A dor eterniza, parece.
O prazer abrevia...
Algo nessa vida é dotado de um grande mistério que nos faz sentir dor e prazer...
Supostamente a intensidade dessas sensações tem como medida o tempo.
O tempo seria uma medida?
Que será isso tudo?
Jesus na cruz! suportou tudo.
E eu nessa vida cheia de coisas suportáveis e suaves, não entendo porque ainda reclamo de algo.
Simplesmente quero.
Que o tempo passe.
Que ele me der prazer...
É isso?
Por um momento senti a vida em plenitude, e já não tinha tanta juventude. Pensei no tempo que nada tem de materialidade, Vasculhei na memór...