11/11/24

Cajus

 O pé de cajueiro me cativou!

Primeiro foi o cheiro de sua flor,

Depois o doce de seus frutos roxos.

Ficava lá na terra primeira,

Em cima de um murro de formigueiro.

Eu como um beija-flor ficava vigiando,

Cada fruto que amadurecia,

Cada um eu comia!

E quando não tinha como dar conta!

Quando não conseguia comer tudo.

Enchia o bucho que ficava por aculá.

Satisfeito!

Eu conversava com o meu amigo!

Meu amigo cajueiro.

Tão doces eram suas frutas...

Tão menino era eu!

Como uma preguiça que conhece sua planta favorita na mata

Conhecia o meu cajueiro.

E quando chegava agosto,

Quando chegava setembro,

Moço!

Fazia carreira para o murro,

Pra chupar caju,

Cajus encarnados.

Amanhece

 Enche o peito do ar frio da madrugada. Traz em si um cheiro particular, Cheiro das chuvas de abril, Cheiro da mata molhada. O silêncio é su...

Gogh

Gogh