domingo, 1 de maio de 2011

Praça Carlos Gomes

Muito do que me expressa uma paisagem reflete a sua importância para a história de um povo.
As obras de arte, as árvores, a limpeza e organização, estética, mostram o respeito que esse povo tem por seus antepassados.

Ruminei essa ideia que me foi aprisionada após conhecer a praça Carlos Gomes em Ribeirão Preto, SP. Onde esperava o ônibus para ir para a casa da minha namorada. Dali daquela parada de ônibus pude observar os diversos edifícios antigos que se encontram sujos e parecem esta abandonados.
Percebi que os prédios tinham uma fachada muito bem trabalhada, linda. Então comecei a observar na praça que apresenta postes para iluminação modelo republicano, mas com uma luz amarela que ofusca as cores, de certo a beleza da praça a noite. Essas luzes amarela tiram a vida da praça a noite.

Pude perceber ainda dois belos jequitibás um próximo a cada canto pro lado do MARP. Sob um jequitibá há um busto obscuro sem uma luz para iluminá-lo, com uma placa do lado, tão quanto escura. Sem acesso aos visitantes. Bem do lado quase junto a rua tem uma banca de revista. No lado oposto no outro jequitibá não percebi muita coisa. Mais para o centro da praça tem enormes e belíssimas palmeiras imperiais. Com alguns vagos bancos. A praça só não está mais vazia e abandonada porque crianças jogavam bola, usando o espaço vazio.

O que me dizem os jequitibás e as palmeiras imperiais?
Contam-me muito do passado e da importância do lugar. Sim visto que foi uma palmeira imperial, Roystonea oleracea (Jacq.) O.F., trazida das Antilhas, que Don João VI plantou no jardim Botânico do Rio de Janeiro como símbolo da criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro,
além de ser uma das plantas mais utilizadas no passado em obras paisagísticas nos prédios imperias, tais como Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Jardim Botânico de São Paulo, Instituto Agronômico de Campinas, Museu do Café em Ribeirão Preto. Essas palmeiras são verdadeiros obeliscos vegetais. E observando pelo tamanho, podemos concluir a idade da planta e consequentemente da bela praça.
Os jequitibás são belíssimas plantas da nossa flora, presente em muitas matas do interior de São Paulo. Muito conhecido pelos habitantes da cidade de Campinas pelos enormes jequitibás presentes em frente a prefeitura daquela cidade, nome que deu nome ao prédio da prefeitura, Palácio dos Jequitibás. Ou seja não foi por acaso que escolheram plantas tão importantes como símbolos que representam o estado de São Paulo, a cidade de Campinas e consequentemente a cidade de Ribeirão Preto. Sendo prestigiada com esse espaço, com essas plantas, com o nome de um dos filhos do Brasil que mais nos representou fora do país, levou através de sua música ao mundo o conhecimento de nossa cultura com o Guarani.
Diante do aparente desconhecimento da importância histórica desta praça, tão subutilizada, é triste ver o sucateamento e a morte de um ambiente, berço rico para a história do provo ribeirão pretano pode está sendo enterrada.
É triste passar por uma praça que não está escrito nem em placas de trânsito o nome da praça.
Ainda é tempo de repensar sobre essas reflexões.
Essa ideia ainda está impregnada em minha mente e não quer calar.


sábado, 30 de abril de 2011

Noite

A noite caiu.
A natureza está quieta.
Grilos cantam nos jardins.
No céu escuro despertam estrelas.
Morcegos cortam o céu cantando.
É noite e o dia já foi consumado,
passa das dezoito horas.
Um cão latiu agora na casa da frente.
Nada vejo além das estrelas,
ouço apenas os insetos e os morcegos.
Tudo está escuro.
Já é noite.
A noite acolhe o mundo,
deixa-o em paz.
Amanhã é domingo,
sendo assim a noite se estende
um pouco a mais.

Tarde de outono

O sol já se escondeu atrás dos edifícios,
já emana uma luz vermelha, crepuscular,
é fim de tarde, os pássaros cantam.
A figueira ali na frente está tão quieta,
também o vento não veio incomodá-la.

O céu está azul, círrus dispersos no céu,
e o dia passa devagar, passa sem parar.

Sussego

É fim de tarde, estou em Ribeirão, e por incrível que pareça não faz calor. O sol já está quase se pondo. Almoçamos muito tarde, hoje que é sábado, acordamos tarde. Depois que Ana foi a academia, fizemos o almoço, feijoada, comemos e ficamos digerindo. Deitados na sala, agora que o sol se põe. Estamos nos preparando para ir ao cinema. Esse foi um ótimo dia.

Sábados

Quando era pequeno os sábados eram sempre muito bons. Primeiro eu não precisava ir à escola, isso me dava mais tempo livre pra não ter que fazer nada. Acordava cedo. Ia buscar água e podia ficar o dia todo em casa ou sair para a casa de algum amigo. As vezes aproveitava a tarde pra por água e não que acordar cedo no domingo, as vezes aparecia algo bom para fazer, como ir jogar bola no Porção, uma comunidade vizinha a nossa onde tinha um campo. Mas o bom era quando chegava a noite e saíamos a paquera. Ah era uma sensação maravilhosa. Bem como era muito tímido eu costumava ir para a cidade com meus amigos só para ver as menininhas, ver meus amigos conversando com elas, também conversava, mas era tão devagar. Não ligava o que gostava era compartilhar com meus amigos as mesmas situações. Não bebíamos, nem grana tínhamos, no máximo para comprar balinhas. Mas era muito divertido o preparo. A tarde os assuntos já vinham a tona. Então ficava naquela ansiedade. Fulano tá namorando ciclano, que nada trocava uns beijos. Era sempre os outros. Quando chegava a noite passava na casa de meu amigo primo esperava que ele se arrumasse, se perfumasse e seguíamos, as vezes a pé, outras de bicicleta e iamos fazendo cordão de moleques em busca da rua. Quando chegávamos na cidade, encontrava as pessoas na praça, depois ia nos clubes, conhecidos como mengão, abreviação de flamengo, time carioca, e ficávamos que nem pássaros pulando no poleiro. Saiamos do mengão de Edsom para o de Lauro, e vice versa. De maneira que víamos e cumprimentávamos as mesmas pessoas a noite toda. Na praça e cedo acabava a magia, voltávamos para casa na vontade de voltar a fazer tudo de novo, quem sabem qualquer dia desses uma menina não se engraçaria conosco, mas era tímido, me achava sem graça. E assim o sábado acabava. Depois mudei de itinerário ia para Martins, depois esta cidade perdeu a graça. E os sábados perderam a graça. Hoje os sábados servem para dedicar a minhas coisas mais a vontade, a Ana que está comigo, ou quando encontro meus sobrinhos, irmãos e pais. Papai nos sábados lá em Serrinha usa o sábado para fazer seus passeios. Acorda tira comer para os bichos e vai para Martins, vai nos profundos, uns amigos de longa data que tem um pequeno açougue, depois vai ao mercado compra umas coisas e desse passa em casa, deixa as coisas e vai para a casa dos irmãos e sobrinhos na Serrinha. Mamãe fica em casa, faz as coisas e termina cedo e dorme a tarde toda. Rosângela cuida das meninas; Li as vezes trabalha ou fica em casa com Susi e Felipe. Bergue trabalha, Meire fica em casa. Assim são os nossos sábados.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Laranja

Qual a essência de uma laranja?

O que imagino quando penso numa laranja?

O que diferencia uma laranja de outra fruta?

Laranja é um fruto (a) que Pertence a família Rutaceae, ao gênero Citrus e a espécie Citrus auriantum L.. Lineu foi o primeiro botânico a descrever esse fruto.
Mas o que isso significa para quem não é botânico?

Se perguntar para um nutricionista ele vai dizer que é um alimento rico em vitamina C.
Se perguntar para uma pessoa que estuda gramática vai dizer que é um substantivo, um nome.
Se perguntar a um matemático vai dizer que a laranja tem uma forma mais ou menos esférica.

Se falar isso para meus irmãos, meus pais ou a qualquer pessoa eles terão sempre uma resposta subjetiva ou objetiva.

O fato é que todo mundo simplesmente acha que simplesmente é só uma laranja.

Mas o que é uma laranja?

Por que a laranja tem essa forma esférica, esse sabor ácido, esse cheiro peculiar?
As laranjas podem ser grandes ou pequenas, doces ou azedas. Podem simplesmente mudar de estado de acordo com seu estado verde ou maduras.

Mas o que une e separa a laranja de outras frutas?

Um fruto é uma estrutura presente em todas as plantas com flores, originadas a partir do desenvolvimento do ovário presente nas nestas flores.
Todas laranjas são frutos, portanto o que une a laranja a todos os frutos é a sua origem, ou melhor, assim como todo fruto, a laranja se origina do desenvolvimento do ovário.
Existem plantas que apresentam frutos que são muito semelhante a laranja, os limões por exemplo.
Os caracteres citados acima tais como tamanho, o cheiro, o sabor a forma nos permitem diferenciar a laranja dos outros frutos. Uso dos sentidos para tentar explicar o que é que uma laranja. De maneira que para tentar explicar o que é uma laranja, preciso usar uma gama de caracteres que me permitem descreve-la e é através destas características poderei imaginar o que é uma laranja, precisarei ainda compreender das formas descritas para poder imaginar o que é uma laranja, de certa forma conhecer um fruto semelhante a laranja me permite compreender com maior facilidade o que é uma laranja, no entanto será mais difícil compreender o que é uma laranja se partir apenas das formas. Seria o mesmo que você que ainda está lendo imaginar o que é uma cajarana.
Partimos do que conhecemos para compreender o desconhecido.
Enfim qual é a essência da laranja?
De certo é muito subjetivo, cada um tem uma ideia do que é uma laranja.
Então pegue uma laranja, sinta seu peso, perceba sua forma, descasque-a ou corte-a em cruz e olhe com atenção tudo que a constitui, olhe a casca, o sumo que sai dela, olhe os gomos, os alvéolos, as sementes. Depois ponha na boca e sinta o suco, doce ou azedo, mastigue sinta a consistência. Então me diga o que é uma laranja.



Manhã de sexta

Que manhã mais preguiçosa esta de sexta-feira.
Altocúmulus, são aquelas nuvens que parecem carneirinhos, no céu.
O céu está muito azul. Faz um friozionho gostoso.
O sol brilha frouxamente.
O mundo está tão colorido.
Tudo está tão gostoso nesta manhã.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O crepúsculo


No fim da tarde de hoje quando tudo parecia desordenado, quando me achava atrasado, quando o caos começava a povoar minha mente, fui então agraciado com um belo crepúsculo.
Sim tive o prazer de poder mirar para o poente e deslumbrar de nuvens tingidas de vermelho, as nuvens pareciam chamas.
É uma dos momentos que que me deixa maravilhado. Foi impossível não registrar.
E aos poucos fiquei tão encantado que fui me acalmando e o caos sumiu, só restou respirar
e ir caminhando para casa.
Sim logo cheguei na Felizberto Brolezze a mais linda rua do Jadin Independência, quiçá de Barão Geraldo.
Fiquei feliz por toda a noite.

O tempo

Quando penso, enquanto penso e quando paro de pensar o tempo foi, é e continua sendo.
O tempo não pára, está sempre a seguindo seu curso, é como rio segue seu leito até o mar.
E como um caracol, o tempo parece está próximo quando está distante. Se tentar desenrolar esse perceberemos quanto é distante. E podemos ouvir o eco do tempo, as evidencias encrostradas na matéria podem ditar os fatos dentro deste tempo. O tempo passado é vivo em nossa mente, através das memórias, tão próximo e tão distante.
Se paramos para refletir sobre o tempo teremos sempre que termos um ponto onde amarramos o tempo e possamos construir uma trajetória que cremos ser nosso tempo.
A sombra do tempo futuro nos assusta. Tememos pois imaginamos saber o que é, mas não sabemos o que virá a ser. Nos encontramos imersos no tempo. Neste intervalo somos tudo e nada. Através das evidências podemos supor o que se passou, mas o que virá é incerto.
O tempo não existe fora de fora do pensamento humano. O tempo é uma criação humana. Está impregnado ao nosso existir. É uma forma que encontramos para explicar nossas origens, para não ficarmos perdidos no espaço. Não podemos tocar no tempo, nem sentir o tempo o máximo que fazer é imaginar algo como sendo a sombra do tempo. Uma música, algo como atravessar o espaço infinito.
E é assim que percebo o tempo através dos sentidos, das memórias do meu discernimento como humano.

TTTTTTTTTTTTTTTTTTeeeeeeemmmmmpppppppppppoooooooooooooooooooooooooooooo...

Flores de jamim

Quando amanheceu,
colhi flores de jasmim,
num belo jardim,
flores alvas feito goma,
perfumadas elas são assim,
singelas, belas,
perfumadas por essência,
são estrelas noturnas perfumadas,
não dar para não passar
e não perceber,
mesmo na noite mais escura,
agente para pra beber
do perfume de jasmim,
eles me deixam assim,
tranquilo, perfumado,
por isso pedi licença ao pé
e pedi umas flores só pra mim,
as lindas flores de jasmim,
mas pedi de manhã,
quando ninguém viu,
não roubei eu pedi
ao pé de jasmim,
flores só para mim.

Uma ideia

 As quatro aroeiras da biblioteca do CCEN, As catingueiras do estacionamento, O juazeiro do bolo de noiva, A sucupira da curva, O flamboiant...

Gogh

Gogh