15/09/11

O rio

Quando parti,
logo senti
senti que o rio
havia deixado um vazio,
um grande vazio,
nas minhas manhãs.

Quando parti
não mais vi
o rio, o rio
a quem tanto olhava,
a quem tanto admirava,

o rio com suas marés
que subiam
e desciam.
Rio que nunca parava,
nem no feriado,
nem no dia normal
fazia-no parar.

Mirava o rio
na sala a trabalhar,
na cozinha a tomar
um delicioso chá

e sempre me encantava
com o rio
e seus hospedes
barcos, caiaques...
suas árvores.
Hávia até uma bétula
que me avisava quando ventava...
o rio Thames
me deixou um vazio,
uma saudade gostosa
que me faz querer

voltar e em suas margens caminhar




Amanhece

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Gogh

Gogh