O tempo tem me revelado o que é a vida.
O tempo tem me ensinado a viver
Entre percepção e razão,
Entre a realidade e a fé.
O tempo é o combustível da minha existência.
Vida por vir.
A vida vivida é matéria do meu saber.
Sentimento...
Ser...
Existir.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
O tempo tem me revelado o que é a vida.
O tempo tem me ensinado a viver
Entre percepção e razão,
Entre a realidade e a fé.
O tempo é o combustível da minha existência.
Vida por vir.
A vida vivida é matéria do meu saber.
Sentimento...
Ser...
Existir.
A luz da tarde quebrando e caindo para o poente.
O silencioso calor do dia que termina
Parece afagar nossos corpos.
O tic-tac do relógio marca 15 para as 15 horas.
A conversa distante dos vizinhos, o som do vento chegando.
A janela rangendo o sanhaçu, o filtro do vento.
A existência em esplendor.
Meio acordado e meio dormindo entre a percepção e a razão.
Eis o ser.
Eis a existência.
Um carro passa veloz e barulhento na estrada.
Um sentido e um sentimento transcende a minha existência.
Silêncio sinto a plenitude da vida.
Nossa casa aconteceu.
Nossa casa nasceu do amor,
Nasceu do trabalho e do suor do meu pai.
Nossa casa surgiu um dia e se transformou em um lar.
Nossa casa foi criança, nova e cheia de barulho, bagunça e alegria,
Nossa casa nunca estava vazia.
Nossa casa foi pequena e depois cresceu.
Nossa casa foi baixa.
Nossa casa teve várias cores...
Foi amarela, foi rosa, foi Verde e foi azul.
Nossa casa tinha mãe e pai.
Nossa casa passou por tantas coisas, alegrias e tristezas.
Nossa casa teve sentimentos...
Nossa casa assistiu nossa chegada e nossa partida.
Nossa casa descobriu as doenças do fim.
Nossa casa velou meus pais.
E ficou grande, velha e vazia.
Ainda sim é o nosso lar.
Seus netos nossa casa não tem tanto amor.
Nossa casa, neto é neto.
Nossa casa é agora a casa da tia.
Nossa casa no natal já tem aquela festa ha cinco anos,
Nossa casa o Natal perdeu o brilho...
Nossa casa é católica.
Nossa casa tem Maria, tem José, tem Jesus de Nazaré.
Nossa casa tem são Chiquinho.
Nossa casa não falta amor aos animais...
Gato, cachorro, gado, galinha e pato.
Nossa casa fica feliz com nossa visita...
Sorri de portas abertas...
Nossa casa um dia será por si.
Sois forte, existente, sois parte de nos.
Seus átrios preenchem nossas mentes de memórias e de saúdes...
Nossa casa como é linda, como amo te ornar.
Guarda lembranças do meu amor por papai, canecas de porcelana, um boi e um jaguar, imagens...
Fotografias, documentos...
O que é a nossa casa.
Nossa felicidade e nossa existência.
Nossa casa paciência com a vida.
Nossa casa é nossa vida, nossa vida vivida.
Sob a luz intensa da tarde, num calor escaldante cresce a vinca. Nasceu na fresta da calçada.
Suas folhas verde escuro tão vivas, suas flores alvas desabrocham a vigorosas agradecendo o pouco de água doado.
O cuidado enche o espírito de força e energia para perpetuar a existência.
Este ano de 2025 foi extremamente seco e as chuvas foram escassas. Estamos no dia 19 de dezembro. A mata está extremamente cinzenta e seca. A mim, não há novidade nisto. Já vivi tantas vezes esse fenômeno da seca. Apesar de tudo, a mata guarda suas belezas. O terreno está limpo. Foi limpo para usar o mato como forragem. Sai e fui até a mata olhar as formas vegetais. Triste! vi o João mole morto pelo fogo, vi o angico queimado... Vi troncos mortos. Fui até a borda da mata. No chão limpo encontramos sementes de fava. Então senti um cheiro gostoso e doce. No instante pensei que fossem flores de Juca. Fui até um pé de Juca ao lado de um Gonçalo-alves.
Não era cheiro de flores de jucá, foi quando percebi que era o angico que papai preservou por tanto tempo. Vi que quase o fogo o havia consumido.
Vi o Juca que papai e eu salvamos...
Senti saudades de papai, mas estou feliz pela presença de Vinícius. Falei do papai para o Vinícius. Ele viu coquinhos e pediu que quebrasse para comer um. Quebrei vários e nós comemos e voltamos pra casa.
Céu nublado de nuvens de chuva.
O tempo está quente, mas o vento é fresco.
Sentei-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.
Descalço saio da sala e vou à cozinha beber água.
O chão frio refresca o calor.
Encho um copo raso de água fresca. Enquanto bebo sinto o meu corpo refrigerar.
Olho lá fora na área onde está créo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.
Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas
Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.
Em silêncio parte a tarde.
Há um grande vazio
Um grande vácuo
Enquanto o sol solve a luz
A terna terra esfria.
Em cantos mudos se ouve as aves distantes...
Sob nuvens não vemos o céu azul.
Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.
Enquanto leio Lucas
Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha casa paterna.
Em nenhum lugar vou encontrar o que encontro em minha terra natal.
O frescor da terra,
O cheiro do mato,
O canto dos sanhaçus, papacus, bem-ti-vis, o canto do João-de-barro.
Tudo tenho aqui tudo.
...
Aqui mora minha alegria,
Aqui vivo uma poesia.
Aqui é o meu lugar...
Aqui tudo é pleno.
Aqui tudo é sereno.
Aqui vivo com percepção.
Aqui vivo com razão.
Vivo o dia claro
E vivo a noite escura.
Aqui vive o catolé,
Ipê e cajueiro,
Angico e marmeleiro,
Aroeira e Juazeiro.
Aqui, nossas famílias se misturaram,
E nos fizeram...
Com o barro como Deus nos fez,
Nós fizemos nossas moradas.
Com o sopro como Deus fez a vida,
Nós rezamos nossas orações,
Preenchendo nossos corações
De bons sentimentos,
Nós nos humanizamos,
E pecamos e pedimos perdão...
Aqui é nosso lar.
Vou parar para ouvir o canto de ouro cantar,
Parar para ouvir o cabeça vermelho trovar, o canção chamar, o vem-vem avisar e o loirinho grosnar.
Aqui é o meu lugar.
Lugar onde me fiz quem sou...
Aqui sou o que sou...
Massa moldada das mãos do senhor.
No seio amado por ele gerado de papai Francisco e mamãe Francisca.
Aqui fui criado.
Aqui fui educado.
E hoje calado
Canto para que jamais esqueça
Que o melhor lugar do mundo
É onde foi gerado,
Onde foi amado,
Onde foi criado.
A sua terra natal.
Em silêncio parte a tarde.
Há um grande vazio
Um grande vácuo
Enquanto o sol solve a luz
A terna terra esfria.
Em cantos mudos se ouve as aves distantes...
Sob nuvens não vemos o céu azul.
Nas bandas do chiqueiro canta a sabiá.
Enquanto leio Lucas
Céu nublado com nuvens de chuva.
O tempo está quente, mas o vento está fresco.
Senti-me numa cadeira e ouço um caburé cantar longe.
Descalço saio da sala e vou a cozinha beber água.
O chão frio refresca o calor.
Encho um copo Roza de água fresca. Enquanto bebo sinto o corpo refrigerar.
Olho lá fora na área onde está creo o louro e vejo um rixinó marrom, com listrinhas pretas está faltando em direção ao quarto.
Mudo a vista e vejo uma vasilha cheia de mangas amarelinhas
Então volto e sento na cadeira e isso é tudo.
Estas semana Sassá teve início a seu terceiro ano de vida no estudantil. Agora está no Infantil V. Está na escola Carl Rogers. Estava muito ...