As noites setembrinas são lindas
Céu limpo e estrelado.
Canta na madrugada o sanhaçu de coqueiro.
Canta a patativa e o siriri.
Dias claros e iluminados.
Voam a grasnar
A ararinha Jandaia e a Maracanã.
Conta canta sem parar as ondas do mar na praia.
A concepção de mundo é subjetiva, sendo a experiência sua fonte capital. O mundo é representação. Então, não basta entender o processo aparentemente linear impressão, percepção e o entendimento das figuras da consciência. É preciso viver, agir e por vezes refletir e assim conhecer ao mundo e principalmente a si mesmo. Aprender a pensar!
As noites setembrinas são lindas
Céu limpo e estrelado.
Canta na madrugada o sanhaçu de coqueiro.
Canta a patativa e o siriri.
Dias claros e iluminados.
Voam a grasnar
A ararinha Jandaia e a Maracanã.
Conta canta sem parar as ondas do mar na praia.
Quando estava acabando o almoço, coloquei o feijão no prato. Percebi que tudo mudara. Antes o feijão era comido primeiro. Algo me fez recordar meu pai, Chico. Porque sempre que acabava de comer preparava a comida do cachorro. Ele colocava feijão com farinha misturava e sempre provava, mesmo já saciado. Provava e gostava, parecia convencer a seu inconsciente aqui comemos a mesma coisa. E para tornar mais agradável colocava óleo. Papai era um Francisco de coração.
Então terminei de comer e pensei.
A gente é feliz se achar que valeria a pena viver tudo novamente. Tive a sensação de que papai viveria tudo isso e com amor.
A minha sensação foi de estado de graça e plenitude eterna.
Graças por ter dado o melhor de mim para ser um bom filho. Graças por tentar ser o melhor pai.
Obrigado.
Ontem, brincamos de carrinhos.
No chão da sala os carrinhos praticamente voam.
Aprendemos muito sobre acidentes e sua relação com a velocidade.
Sassá adora pisar fundo, mesmo reclamando para não ir com tanta velocidade.
Depois, do banho, fomos para a cama, mas Sassá pegou a bola e foi jogar.
Jogou bastante, e o melhor com direito a narração.
Eu narrei e ele narrou melhor que eu.
Depois fomos brincar com os carrinhos em meio as montanhas ou cobertas.
Ai eu apaguei e a mamãe continuou.
Sim.
Ele veio me mostrar todo orgulhoso os lindos desenhos que fez de manhã.
Sassá foi a Bica.
Desta vez nem foi ao serpentário ou ver os patos.
Apesar disto se divertiu muito.
O que agarrou a atenção dele foi malu.
Malu é a onça pintada.
Ele amou vê-la mesmo que por um breve instante.
As coisas são assim.
Eternas e instantâneas
A foto de meu amigo, sua irmã e sua tia me fez pensar essa frase.
Somos apenas pontes, passagens para que a vida siga existindo.
Fomos a Bica no sábado.
Percebi a mudança da estação.
O céu azul e o sol tinindo.
O cheiro das flores das estercúlias,
Folhas amarelando, amarelas e secas pelo chão.
Os gansos grasnando alto.
Amara a anta a sombra da mangueira.
A paca Luiza resolveu aparecer.
Um novo membro apareceu no recinto das aves, um papagaio de cabeça amarela que chamamos de Cláudio.
Minha conexão foi com a natureza
Com o fim do inverno e a chegada do verão.
Vimos Coré o jacaré de coroa na boca de lobo do riacho - livre -
Os jacarés de coroa e os cagados, parecem ter as chaves para entrar e sair dos recintos.
Vimos um cágado de mega cabeça no riacho ao lado do pulapula.
Fizemos a trilha, onde meu menino se desequilibrou e sujou o pé.
Mudança de estação.
Ontem, fomos assistir como foi o desenvolvimento do projeto maker na escola de Sassá.
Todos os coleguinhas se sentaram e ficaram atentamente ouvindo a professora expor os diferentes momentos do projeto.
Na sequência nós os pais fomos para a sala de aula deles.
Assistimos a exposição da história contada da corujinha Edivânia.
Uma coruginha que queria ser entregadora de cartas.
Após a exposição os alunos receberam uma folha e foram estimulados a escrever uma carta com letra cursiva.
Pensei! Com quatro anos os meninos já conhecem as letras e os números. Tem inúmeros recursos audiovisuais.
Entrei na escola com seis anos. O recurso era um quadro, um caderno, um lápis e uma borracha.
Adorei um dia que uma professora levou um livro e leu sobre a história de um rei.
Não tive livros infantis.
Os recursos eram muito escassos para os pobres da década de 80.
Continuam sendo escassos para quem não tem recursos, mas está muito melhor.
Sassá escreveu uma cartinha com o nome do primo e duas frases:
Te amo e estou com saudades.
Depois desenhou um sofreu.
A mãe dele se emocionou.
Sorri!
Compreendo a importância destes momentos na infância das crianças.
Cada dia é impar.
Estimular a imaginação de seu filho pode dar asas que o permitirá voar para longe.
Algo estimulou minha imaginação e voei.
Mas aqui quero falar sobre Sassá
Os salmos de Davi,
Provérbios de Salomão.
Gênesis e Êxodo!
Venho lendo estes livros!
Na verdade, muita coisa fica suspensa ao ler estes livros.
Que de início foi transmitido nas celebrações.
Ao que se sabe Jesus falava hebraico e aramaico.
São as línguas escolhidas para Deus se comunicar com o homem.
Achei interessante no gênesis a facilidade com que José aprendeu a falar a língua dos egípcios.
Ele, quando reencontra os seus irmãos entende eles, mas eles não o compreendem.
O "egípcio" seria algo como o espanhol é para o português?
Moisés falava egípcio, mas quem na verdade era sua primeira voz era Arão seu irmão...
Por ter dificuldade de falar, ele passou a pensar e escreveu muita coisa?
O que é tudo isso?
Sassá é minha vida.
É divertido ouvir suas conversas.
Vou ter isso, ou aquilo ou aquilo quando crescer.
Tudo vai se resolver quando ele crescer.
Fico ouvindo suas ideias.
Fico contemplando ele.
Adoro sua companhia.
Aprendo muito com ele.
As vezes, me perturbo pensando...
Então, Sassá veio e preencheu muito minha vida.
Adoro os momentos com ele.
Ontem antes de entrar na escola.
Parei o carro e ficamos conversando.
Ouvia ele falar sobre seus argumentos...
De como vai ser quando for grande.
Fui surpreendido com o argumento de Sassá. Ontem ele argumentou que eu só falava bobagem.
Posicionando melhor o assunto.
Ao sairmos da escola dele, passamos em frente ao cachorro-quente que ele adora.
Sempre após a missa levamos ele para comer lá.
Então, segunda-feira eu brinquei com ele, dizendo que quem come cachorro quente todos os dias virava cachorro.
Falei que o cachorro-quente tem uma proteína cachorrina que se comida todos os dias transforma a pessoa em cachorro.
Disse que só se podia comer cachorro quente uma vez por semana que ai a proteína cachorrina saia do corpo pela urina e fezes.
E interessantemente ele havia lembrado e perguntado a mãe se isso era verdade.
E ela explicou que não.
Então ele, chegou a conclusão que eu só falo besteira.
Quis dizer que eu não falo a verdade.
Ri e fiquei pensativo.
Sassá ama Serrinha minha terra Natal. Aqui têm plantas, animais, espaços, livros, brinquedos, tia Li. Aqui tem o papai e a mamãe e a infânc...