terça-feira, 2 de abril de 2013

Roseira do meu jardim

Como arde a luz do sol.
Roseira vermelha que cresce no jardim,
como são belas tuas rosas encarnadas,
como são doces e perfumadas.
Rosa não te perfumas para mim,
Não sedes bela e doce e maravilhosa para mim...
Rosa de folhas viridescentes
quando desabrochas uma rosa,
quando desabrochas uma rosa...
É toda para mim?
Toda ela perfumada e elaborada!
Tu crescestes em meu jardim...
Lágrimas salinas lavam minha alma,
até me acalmam...
Roseira, rosa... carne viva é assim,
É preciso cortar na própria carne,
o que há e o que já não há de tu em mim.
Em que passo descompassado nos perdemos.
Em que lugar não nus ouvimos?
Roseira que cresceste em meu jardim,
enfeitastes minha casa!
Como será o meu jardim?
Soturna a noite chega,
cadê o perfume das rosas?
Será sempre noite em meu jardim?
Há de renascer!
Havemos de renascer...
Roseira, rosas!
Já não miramos a mesma estrela a noite.
Onde nos desencontramos?
A luz do sol queimou as flores dos nossos vasos.


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