quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Outra tarde



É fim de tarde e nos fins de tarde estamos cansados.
Fazemos qualquer coisa para esquecer o fim de mais um dia.
No fim da tarde, quando o sol tinge tudo de encarnado.
Saio para caminhar e pensar um pouco.
Saio sempre só. Estou sempre tão só,
mas nos fins de tarde sou ainda mais só.
Saio caminhando pelas calçadas,
cruzo a braquiária, o viaduto,
caminhos tortos enquanto sou observado
por passageiros de ônibus ou donos egoístas de carros.
Sigo como um objeto que caminha, não chamo atenção
de ninguém sou quase invisível.
Então chego ao fim do lago, onde pessoas fingem pescar,
onde o mau cheiro e o lixo estão presentes.
Chego a passarela...
Enquanto isso o sol vai sumindo lentamente.
Na passarela vi e vejo tantas pessoas.
Pessoas preocupada em perder peso,
outras preocupadas em esquecer as preocupações,
outras tentando pescar, outras se beijando, outras caminhando...
Tantas pessoas.
Já vi coisas engraçadas como o nadar das capivaras que chamam
atenção.
O lago expressa as emoções do vento,
há dias que está claro como um espelho,
outros dias agitados,
outros dias quente,
outros dias frio... O lago sempre me encanta,
e encanta muitos que lá vão ver o sol desaparecer no
espelho de suas águas
ou vão para ver a lua caminhar
no ondulegar de suas águas.
E a noite cai e eu penso, e eu vivo, e eu respiro
e volto para casa onde paro para
me preparar para outro dia...

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