quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Que sou?

O que me constitui?
A água que bebo,
a comida que ingiro,
as imagens que vejo,
os sons que ouço,
o cheiro que sinto,
o calor ou o frio.

Tudo em é processado,
interpretado e transformado,
e quando não absorvido é excretado.

Sou o que sou,
o que projeto,
e que busco ser,
mas afinal o que faz
de mim ser quem sou?

Seria o acaso.

Por que paro para ver o céu estrelado,
sentir o aroma das flores,
ver as crianças brincando,
suponho que veja beleza.

Por acaso vou construindo
que vou me tornando.

Vou seguindo minha vida
com meus dramas,
as vezes minha mente crer está a beira de uma tragédia,
mas são coisas minhas.

Nada explica que eu sou,
porque sou o que sou
e o que é, simplesmente é.

Sou eu quem filtro as minhas
verdades e muitas vezes
por não usar as três peneiras
de Aristóteles,
uso uma máscara que não é minha.

Sou matéria,
energia
e a existência
a prenúncio de minha essência.

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