segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Parar o tempo

Quem dera parar o tempo,
mesmo que fosse um momento.
Quem  me dera dominar o vento,
controlar seu movimento.
Mas nada disso posso,
sou impotente, não sei pintar
como assim fazia Gogh,
controlava o tempo
e parava o vento.
Parou tudo nos seus quadros,
azuis e amarelos,
são todos tão belos.
Acho que numa poesia
posso parar o tempo,
controlar o vento,
porque sei que o que tenho,
nada me pertence,
onde vou tudo é passageiro,
tenho tudo e não posso nada,
o que levo são risos e pensamentos.

Quem me dera parar o tempo,
mesmo que fosse por um momento.

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