terça-feira, 16 de agosto de 2011

A morte

A noite enquanto todos dormiam,
era uma noite muito escura,
as estrelas piscavam no céu negro,
os animais quietos nos seus lugares,
e vênus subia ao céu,
saudoso como olhos
a lacrimejar,
o galo cantou,
e o ressono calou,
ela veio como o vento
do norte, que chega sem avisar,
veio, foi breve,
ninguém percebeu,
veio e se foi levando
consigo uma alma,
o dia nasceu,
o leite foi desmamado,
mas ela não acordou,
desesperado as pessoas
começaram a chorar,
a pensar no que ia ser
e não ia ser.
Aquele corpo esfriava à eternidade,
não mais ressonará,
nem verá uma nova noite,
ou um novo dia,
a mãe mandou
avisar a vizinhança,
na igreja o sino soou seu som fúnebre.
Os vizinhos vieram,
os parentes mais distantes,
enquanto isso a alma sorria
sua desencarnação,
quando o corpo partiu
para o cemitério,
a alma sumiu como
o vento do norte...

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