sexta-feira, 13 de maio de 2011

Universo

Quando sinto a brisa na minha pele,

Sopra suave pela janela,

Eu lembro da brisa do poente.

Lá onde eu morava, sempre que a brisa

Soprava do poente era certeza

Que a tarde choveria.

E as vezes quando estava sentado

Passando o tempo no terreiro

Da cozinha e sentia a brisa,

Já sabia que a tarde, podia tardar,

Mas sempre chovia.

Percebia sempre que era de manhã,

Sempre que era inverno,

Então quando sinto

A brisa soprar através da janela

Minha memória

Como uma flor desabrocha

E revive o momento,

Neste instante sou pleno

E feliz.

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