domingo, 1 de maio de 2011

Jequitibá

Era noite, quando chegamos a praça,
olhei para os prédios em sua volta,
olhei para as pessoas, para o ponto
de ônibus, olhei para as luzes laranja,
e ouvi o grito de crianças a jogar,
então olhando com atenção,
vi ali na praça uma imensa árvore,
vi palmeiras imperiais,
então preferi olhar para
o antigo prédio atrás do ponto
de ônibos, ali me atraia,
não sei o que era, mas percebi
que havia no jardim do prédio
um barco enjaulado,
Achei muito esqusito,
então ouvi crianças
jogando bola na praça,
ouvi, mas não os vi.
Vi as palmeiras, e aquelas
duas grandes árvores.
Então que plantas
seriam aquelas?
veio uma ideia
a minha mente,
que saberia
quem eram elas,
sim nas folhas
eu acharia seu nome.
Mirei-a por certo tempo
aquela grande árvore
com enorme sombra,
mas nada vi.
Então olhei para o chão
e vi bem ali,
deitada uma pequena folha,
abandonada, a folha seca,
que poderia me dizer a folha?
então tomei-a na mão
e comecei-a a olhar,
a analisar o que seria,
vi apenas uma folha simples,
com margens serreadas,
glabra o que me diria isso?
olhei novamente para os
ramos e nada veio
a minha mente,
nada.
Então fiquei
com aquilo na mente,
quem será essa linda planta?
Quem será?
Então entrei no ônibus,
e da janela deste vi,
num dos ramos,
um belo fruto,
que me disse quem
o era.
Era um pixídio,
isso era um imenso pé de jequitibá,
e aquela folha simples,
serreada só serviu para confirmar
que ali na praça tinha mesmo
eram pés de jequitibá.

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