segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desespero

Era sábado, acordei muito cedo, quase não havia conseguido dormi, pois estava muito ansioso, perdi tempo na noite anterior lendo, e quando acabei de fazer a mala já era quase meia noite, tomei um banho e fui deitar, demorei a dormir, naquela madrugada que tão depressa chegou, acordei antes do celular despertar, fui a cozinha, tomei um café reforçado. Fui ao banheiro tomei banho e quando já estava pronto acordei meu colega que iria me levar ao aeroporto, tão depressa levantou tiramos o carro e fomos para o aeroporto, ele ainda bocejava, trocamos poucas conversas, conversamos sobre concursos sobre a vida. A noite estava estrelada, limpa, as luzes amarelas dos postes clareavam as ruas. Bem seguimos conversando quando vi estávamos numa praça de pedágio, então meu colega perguntou se estava perto de Viracopos, a mulher respondeu que tínhamos passado a quatro quilômentos atrás, então pegamos o próximo contorno logo voltamos e então chegamos ao aeroporto que ao chegar fui logo pegando uma fila na azul, um baiano simpático, acho que passageiro de primeira viagem puxou uma conversa, mas logo teve que buscar outro guichê, então fui fazer o checkin na máquina, não consegui então pedi para a atendente que o fez tão prontamente, então fui e entrei para a sala de espera onde sentei e fiquei lendo um livro, comi uma batata com um suco, e meia hora depois ouvi a voz que dizia para enbarcar, tirei meu RG e o cartão, a mulher conferiu então segui para o avião ainda estava escuro, entrei no avião que me pareceu aconchegante, sentar-me-ia na poutrona 17 A, janela do jeito que gosto, me surpreendeu o fato de ter uma tv, muito bacana, mas o cara que estava do meu lado parece que não tinha dormido, sério que só. Então a mulher entregou fones de ouvido e o avião partiu para a pista de voo, mas passamos quase meia hora esperando o avião engrenar, algo estava errado, nem imaginava o drama que me esperava, então o avião decolou, e a viagem foi tranquila, no alto saquei minha câmera, ah se eu soubesse não teria feito, e fotografei depois guardei a câmara, mas a maldita carteira caiu e não percebi, a viagem foi tranquila, sem trepidações, a comissária serviu suco e algo que não me lembro, chegamos na hora exata, 7:30, desci do avião, começará já meu drama, peguei a bagagem, e fui ao banheiro, em seguida fui para o ponto de ônibus que estava sendo lavado, e então chegaram dois homens, perguntando se ali tinha ônibus para a rodoviária e o atendente disse que sim, então chegou um casal com gêmeas, desprovidas de beleza, perguntaram ao cobrador, então começou o drama, procurei na bolsa minha carteira e pra meu desespero não a encontrei, não vi mais o chão sobre os meus pés, voltei para o aeroporto sentei num banco e retirei todas minhas coisas, minha carteira, ah não, isso não está acontecendo, meu corpo gelou e começou a suar, minha carteira! o que vai ser de mim agora, voltei fui a loja e pedi para verificar se no avião não estaria minha carteira, mas o desgraçado da loja simplesmente passou um rádio e a mulher que estava no avião disse que não havia encontrado nada, também com 120 reais será se a mulher diria que tinha achado, pensei, então me desesperei, liguei para Ana minha namorada desesperado, pensei na prova que ia fazer, no ônibus que saia para Dois Vizinhos as 10h, então me desesperei fui novamente na Azul, só que dessa vez fui ao lugar do check in, onde desesperado contei minha situação o rapaz não se deu ao trabalho de pedir para alguém ir a cadeira onde estava sentado conferir, simplesmente disse que o avião tinha partido. Sem dinheiro, conhecido, documento estava na roça, entrei em desespero, senti fome e não tinha como comer, então liguei novamente para Ana, que ligou para várias pessoas e uma destas foi a Ju uma amiga nossa que tinha um tio em Curitiba, a negociação demorou cerca de quatro horas de desespero, enquanto isso fui ao guichê da Azul, ver se achava uma solução, então lembrei que podia movimentar a conta do Banco do Brasil pela net, fui falar com alguém de lá que tivesse conta do mesmo banco, minha ideia era fazer a transferência para a pessoa que tivesse conta e assim a pessoa sacasse e passasse o dinheiro, mas ninguém tinha, me desesperei quando tudo parecia perdido, chorei. Bem quando consegui falar com o tio da Ju ele falou que poderia me emprestar, foi simpático, então tinha que ir a rodoviaria seria lá que ele me passaria a grana, então como ir até lá, sentei num banco fora do aeroporto onde sentou uma galega e com sua mãe dela, falei do meu caso, ela teve compaixão me deu quatro reais, foi assim que consegui ir para a rodoviária, então recebi o dinheiro, as 13 h, comprei a passagem e esperei até as 22:30 para pegar o ônibus e fui a cidade. Estava tão cansado que logo dormir. No domingo a tarde minha irmão ligou dizendo que minha carteira tinha sido encontrada em Fortaleza, descansado, passei aquele domingo lendo e ouvindo música. Aliviado do dia passado.

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