segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Alma lavada

Os pingos que caem da chuva,
tocam as folhas das árvores,
dos arbustos, das ervas; tocam
as flores, deslizam nos frutos.

Os pingos da chuva encharcam
o chão, lavam as ruas, as calçadas
as sacadas.

Os pingos da chuva são como
lágrimas que lavam as meninas
dos olhos, desafogam a alma,

No fim da tarde chove,
no fim da tarde meu coração arde,
cheio de lembranças passadas,
sonhos passados que são
derramados e se escorrem
com água da chuva,
sob os pingos da chuva,

minha alma se acalma,
e sobrevivo mais um dia,
imerso em fantasia.

De alma calma e lavada.

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