quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Papa capim


Hoje quando voltava do Bandeco vinha eu perido em meus pensamentos, meu olhar vagando nas paisagens. Quando num instante ouvi um canto, era um canto diferente. Um canto de ave daqueles cantos que sempre encantaram. Ouvi bem próximo a mim. Estava alí numa touseira de capim, Panicum maximum, cantando eu conheço como papa capim lá em Serrinha nós sempre chamava assim papa-capim, lá pras bandas da gruta de Crejo o povo chamava de cabeça preta, e em Alexrandia o povo chamava de bigode, mas na verdade o nome científico é Sporophila ardesiaca da família Thraupidae. Como pode uma ave tão pequena com um canto tão belo, singelo. Engraçado que lá em em casa só apareciam durante a época de chuvas quando o campim tava todo cacheado. Bem envolta de minha casa tinha muitas palmatóreas, papai não plantava dentro das palmatóreas pra não arrancar as raises, as rizes dos cactos são muito superficiais, então cresciam vários tipos de gramineas, Cenchrus, Paspalum e Digitaria. Tinha em minha mente que eles adoravam os Paspalum, pois eram tão lindos. Adorava ver o macho e a cheta pousarem sobre o pendão do capim. E ouvir eles cantarem e como cantam. Sempre quis ter um pra mim, preso numa gaiola meu cantando pra mim. Tinha essa ideia louca. Uma vez meu primo Claúdio de tia Teinda me deu um muito bom. Cantava muito, mas não durou muito num dia que fui por comer pra ele, então este voou fiquei muito triste neste dia. Senti uma dor no peito de dor. Bem então quando eles chegavam faziam a festa, tinham muitos. Viviam sempre um macho e uma fêmea. Bem Aquele som me fez parar, pensar, ouvir e contemplar um pouco do meu dia.
Cantou várias vezes, então segui para o trabalho e ele ficou lá comendo e cantado. Eles seguem o que está na bíblia que não trabalham, nem se preocupam com o amanhã. Vivem felizes.

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