segunda-feira, 1 de março de 2010

tudo passa

Fim de tarde,
céu embrasado,
o sol está partindo,
no horizonte poente,
o sol vai indo calmamente,
saco da bolsa a câmera fotográfica,
e capturo esta imagem,
e retenho fora de minha mente,
o sol tangente,
os raios minguam entre os ramos das árvores secas.

O chão ainda morno se desfaz desse calor,
sopra o vento, e leva poeira ao ar.

As aves empuleiram,
as vacas ruminam deitadas,
já é quase noite,
sapos saem das tocas e vão em busca da luz, forragear besouros.
desponta no céu as primeiras estrelas.

Hora do ocaso,
nem é noite, nem dia,
canta avemaria, o velho motoradio,
na voz de Luiz Gonzaga.

Venha jantar...

da-se um tempinho, desligo o rádio e vou jantar.
Antes de começar a novela.

depois da janta sigo pra área,
sento na cadeira de balanço,
e fico a me balançar,
fico a matutar,

sobre o tempo,
o futuro, pois é no futuro que quero está.

Vem a minha mente,
um sonho de tudo poder consumir,
e me esqueço de consumir o que estou vivendo.

paz, família, minha vida.

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